Leitura e Escrita na EI

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“Leitura e Escrita na Educação Infantil” divulga carta apontando mudanças do MEC que desvalorizam a formação das professoras

As coordenadoras do projeto Leitura e Escrita na Educação Infantillançaram a “Carta às professoras da Educação Infantil”,  que apresenta o histórico e os pressupostos metodológicos do projeto, e denuncia mudanças no Ministério da Educação que desvalorizam a política de formação docente.  (Clique aqui para acessar a íntegra da carta).

De acordo com a carta, o Ministério da Educação não assegurou condições básicas para a garantia de resultados positivos, como a impressão e distribuição dos cadernos da Coleção Leitura e Escrita na Educação Infantil às professoras, a remuneração do tempo de formação para as cursistas, e a oferta de um curso de 120 horas presenciais, que foi reduzido à poucas horas.  “O fato de não propiciar esses aspectos destacados acima, reflete a desvalorização dos processos formativos na Educação Infantil, reverberando no envolvimento das professoras e explicitam a forma superficial, inconsistente e inadequada da inserção da pré-escola no PNAIC 2017/2018”.

A carta retoma as reivindicações encaminhadas pelos fóruns Estaduais e Distrital de Educação Infantil ao Ministério da Educação, que sugeriam a implantação do Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil como uma política pública de formação de professores que deveria incluir e levar em conta as seguintes recomendações.

“- Ocorrer por meio de uma ação colegiada com a participação do MEC, das professoras/pesquisadoras do Projeto, representantes do MIEIB e UNDIME, de forma a garantir a publicização das concepções e do material produzido

– Desenvolver estratégias articuladas e sucessivas de formação continuada do profissional;

– Ser ofertada na modalidade presencial, para todas as docentes da Educação Infantil em serviço, tendo como prazo de execução um período de até cinco anos, a partir de 2017, entendendo que a sua realização, por meio de Projeto piloto, não possibilitaria uma implementação significativa da proposta;

– Criar, após a implementação presencial, a modalidade semipresencial como forma de garantir maior abrangência nacional do Projeto;

-Garantir uma articulação entre o Projeto de formação e a distribuição de livros de literatura infantil pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), de responsabilidade da União;

– Fomentar a participação dos municípios, por meio de uma articulação do MEC com a UNDIME, para garantir condições de implementação do Projeto de formação;

– Manter a sistemática de reflexão e pesquisa que, durante a formulação do Projeto, colaborou para a sustentação das ideias e do seu direcionamento;

– Assegurar um amplo debate entre MEC e universidades, de forma a discutir as concepções do Projeto, gerando impactos na formação inicial de docentes para a Educação Infantil.”

O documento é assinado pelas professoras Mônica Correia Baptista, Rita de Cássia de Freitas Coelho, Vanessa Ferraz Almeida Neves e Angela Barreto (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), Patrícia Corsino (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ) e Maria Fernanda Rezende Nunes (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO).

 

http://www.mieib.org.br/projeto-leitura-e-escrita-na-educacao-infantil-publica-carta-as-professoras-com-propostas-de-acao-e-denuncia-contra-mudancas-do-mec-que-desvalorizam/




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