Mais pobres que o Brasil

Mais pobres que o Brasil

Cinco países mais pobres que o Brasil com melhores resultados na educação

Apenas dinheiro não traz resultados; êxito educacional requer planejamento e ações integradas

  • Murilo Basso       [09/09/2017]
Alunos da Binitayan Elementary School, nas Filipinas: índices de alfabetização melhores que no Brasil. | U.S. Air Force

Alunos da Binitayan Elementary School, nas Filipinas: índices de alfabetização melhores que no Brasil. U.S. Air Force

Alcançar níveis de qualidade educacional é uma tarefa árdua que requer tempo, planejamento e ações integradas. Boas colocações em rankings educacionais, claro, não vem de graça, exigindo investimentos gradativos. Um bom exemplo é a Coreia do Sul, que precisou se reconstruir após um período de guerra entre 1950 e 1953, e dedicou 10% de seu PIB (Produto Interno Bruno) à Educação por uma década. 


Para o levantamento, utilizamos como parâmetro de desenvolvimento econômico o PIB com base na paridade do poder de compra, de acordo com lista da Global Finance (o Brasil ocupa a 84ª posição). Já o parâmetro para educação é o índice de alfabetização da UNESCO de 2015 (o Brasil atingiu 91,8%). Confira: Mas também é fato que apenas dinheiro não traz resultados; abaixo listamos cinco países com poderio financeiro menor que o Brasil, mas que conseguiram índices educacionais próximos ou superiores aos brasileiros. 

Filipinas 

Índice econômico: 121ª posição 

Índice educacional: 96,3% 

A educação básica é pública e se divide em dois ciclos: ensino primário, obrigatório, dos 6 aos 12 anos de idade; e ensino secundário, facultativo, dos 13 aos 17 anos. Além disso, o ensino superior segue o padrão de bacharelados com 4 anos de duração. 

Na educação básica são ensinados três idiomas: inglês, filipino e o dialeto local da região em que a escola está localizada. Outro diferencial é o ensino, desde os primeiros anos, de Makabayan, uma área de aprendizado holístico que integra diversas habilidades e áreas de conhecimento, como economia, política, ética, cultura, estética e ensino vocacional. 

Equador 

Índice econômico: 106ª posição 

Índice educacional: 94,5% 

A educação básica tem 10 anos de duração – 1 ano de pré-escola, 6 anos de escola primária e 3 anos de escola secundária. O ensino primário é obrigatório e gratuito para crianças de 6 a 12 anos. O ensino secundário é dividido em dois ciclos de três anos cada: o ciclo básico é gratuito e obrigatório; e o ciclo diferenciado é facultativo, tem mensalidades e é voltado para habilidades específicas como computação, matemática, ciências e estudos sociais. Além da educação básica, os estudantes tem acesso a educação pós-secundária, que é vocacional e busca formar mão de obra qualificada. 

Colômbia 

Índice econômico: 91ª posição 

Índice educacional: 94,7% 

A partir de um ano de idade, as crianças tem acesso a creches e pré-escolas públicas. Aos 6, ingressam no ensino fundamental, que tem 6 anos de duração, seguido do ensino secundário básico, com 3 anos de duração. No ensino secundário, os estudantes tem 4 anos de educação pública obrigatória e 2 anos de educação vocacional facultativa, que oferece especializações voltadas para áreas técnica, agrícola, artística ou de negócios. Ao final das etapas obrigatórias da educação básica, todos os alunos devem passar por uma prova nacional para ter direito ao diploma. Para ter acesso ao superior eles precisam completar o ensino secundário vocacional. 

Dos países citados neste levantamento, a Colômbia é o único que participa do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) – e também no ranking organizado pela OECD tem resultados melhores que o Brasil. Em “leitura”, 425 contra 407 pontos; “matemática”, 390 contra 377, e também em “ciências”, área em que a Colômbia cresceu 28 pontos desde 2006, segunda maior evolução no período: 416 a 410. 


Bósnia e Herzegovina 

Índice econômico: 107ª posição 

Índice educacional: 98,5% 

A educação básica é gratuita e obrigatória dos 7 aos 15 anos de idade. Essa fase é priorizada pelo governo por ser considerada essencial para a educação cívica das diferentes etnias que vivem no país – depois da guerra, o foco da educação se voltou para a formação multiétnica, com a implementação de programas educacionais que promovem a reintegração das diferentes etnias e culturas do país. 

O idioma ensinado em cada escola varia de acordo com a composição étnica da região, podendo ser a língua croata, sérvia ou bósnia. Tanto o alfabeto latino quanto o alfabeto cirílico são ensinados. 

Bolívia 

Índice econômico: 122ª posição 

Índice educacional: 95,7% 

A fase gratuita e obrigatória é o ensino primário, que tem 7 anos de duração, para crianças de 6 a 13 anos de idade. O ensino secundário, dos 14 aos 17 anos, é facultativo e divide-se em dois anos de ensino tradicional e dois anos de ensino vocacional, ao final do qual é necessário um exame para obtenção do diploma técnico. 

Desde 2006, o governo boliviano começou a instituir uma “reforma educacional descolonizadora”, que busca valorizar questões indígenas e identidades culturais do povo boliviano.

 

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