A Groenlândia

A Groenlândia (território autônomo da Dinamarca) concentra diversos recursos minerais estratégicos, distribuídos principalmente ao longo de sua faixa costeira — as poucas áreas menos cobertas por gelo e mais acessíveis à exploração.
O que o mapa revela claramente:
Os pontos coloridos indicam a presença de:
As maiores concentrações aparecem no sudoeste e sudeste da ilha, próximas a cidades-chave como Nuuk (capital), Kangerlussuaq (principal aeroporto internacional) e Qaananq (próxima à base espacial de Pituffik) — áreas com maior valor logístico e geopolítico.
Muito além do que aparece no mapa
Além do cobre, ferro e urânio já identificados, estudos geológicos indicam que a Groenlândia abriga altas concentrações de minerais críticos, como:
Grafite
Titânio
Ródio
E, sobretudo, grandes depósitos de terras raras, incluindo:
Esses elementos possuem propriedades magnéticas únicas e são essenciais para tecnologias estratégicas do século XXI, como:
Por que isso importa?
Hoje, a maior parte das terras raras do mundo está concentrada em poucos países. A Groenlândia surge como uma alternativa estratégica, capaz de:
A Groenlândia não é apenas gelo.
É mineral, energia, tecnologia e poder geopolítico concentrados em uma das regiões mais sensíveis do planeta.
FONTE:
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A RÚSSIA É LOGO ALI. E já faz bastante tempo.
Em meio às tensões geopolíticas, o presidente dos Estados Unidos voltou a dizer que os EUA deveriam “tomar a Groenlândia” para evitar que China e Rússia se tornem vizinhas. A justificativa foi direta:
“Vamos fazer algo em relação à Groenlândia, gostem eles ou não. Se não fizermos, a Rússia ou a China tomarão conta dela, e não queremos a Rússia ou a China como nossos vizinhos.”
O problema é simples — e geográfico: os Estados Unidos já são vizinhos da Rússia.
Da China, não. Pelo menos por enquanto.
Sem essa clássica cegueira para mapas, essa obra-prima do absurdo estratégico dificilmente passaria sem questionamento.
Muitos americanos ainda imaginam a Rússia como algo distante, “do outro lado do mundo”. Mas a realidade é bem diferente: o maior país do planeta está a apenas 88 quilômetros da América do Norte, separado apenas pelo Estreito de Bering.
Entre o Alasca (estado dos EUA) e a Sibéria (território russo) existem duas pequenas ilhas:
Big Diomede, pertencente à Rússia
Little Diomede, pertencente aos Estados Unidos
O detalhe mais curioso — e pouco conhecido — é que a distância entre essas duas ilhas é de apenas 4 quilômetros. No inverno, o mar congela, formando uma ponte natural de gelo.
Ou seja: em condições extremas, é possível atravessar a pé da Rússia para os Estados Unidos.
A Rússia não é um “vizinho em potencial”.
Ela já é país vizinho dos Estados Unidos.
O resto é retórica — e um mapa mal lido.
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Por que os Estados Unidos querem a Groenlândia? (Explicação simples e didática)
Muita gente acha estranho quando surge a notícia de que os Estados Unidos demonstram interesse em “anexar” a Groenlândia. Mas esse interesse não é novo — e tem razões bem claras.
Localização estratégica A Groenlândia fica no coração do Ártico, entre a América do Norte e a Europa. Controlar essa região significa vantagem militar e geopolítica, especialmente para monitorar a movimentação de Rússia e China, que vêm ampliando sua presença no Ártico.
Defesa e segurança Os EUA já mantêm uma base militar na ilha (a atual Pituffik Space Base), usada para vigilância aérea, espacial e detecção de mísseis. Para Washington, a Groenlândia é uma peça-chave na defesa do hemisfério norte.
Riquezas naturais A ilha possui grandes reservas de minerais estratégicos, como terras raras — essenciais para celulares, baterias, carros elétricos e equipamentos militares. Em um mundo cada vez mais tecnológico, esses recursos são considerados estratégicos.
Novas rotas marítimas Com o aquecimento global e o derretimento do gelo no Ártico, novas rotas de navegação estão surgindo, encurtando caminhos entre Europa, Ásia e América. Ter influência na Groenlândia significa poder econômico e logístico no futuro do comércio global.
Interesse antigo Os EUA pensam na Groenlândia há mais de um século. Em 1946, o governo americano chegou a tentar comprá-la da Dinamarca. Ou seja, não é uma ideia recente — apenas voltou ao debate.
Mas atenção: A Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca e qualquer mudança só pode acontecer com a vontade do próprio povo groenlandês. A ilha não está à venda, e tanto a Dinamarca quanto a população local rejeitam a anexação.
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