A queda de Jorge Messias

A queda de Jorge Messias

 

E por quê? Quem ganha com a queda de Jorge Messias?

Primeiro é importante lembrar que é um contexto de guerra, de disputa de poder.

E nisso, ganha o Senado né, especialmente o Davi Alcolumbre.

O Senado sai fortalecido porque demonstra, na prática, que quem manda na composição do STF não é só o presidente, é quem controla os votos.

Não basta indicar, na certeza que o nome será terminantemente aceito, tem que negociar submissão política.

A ala conservadora e fisiológica do Congresso ganha também! Lembrem do contexto de guerra.

E não é só a “direita ideológica” avançando. É pior, é o centrão ampliado, aquela facção que não tem projeto NENHUM de país, só tem projeto de poder.

Barrar Messias significa evitar mais um ministro alinhado ao governo e com isso ganham os setores internos do próprio STF , incluindo figuras como Alexandre de Moraes.

Aqui entra o ponto que muita gente não quer encarar por endeusar o Moraes...

O STF não é um bloco ético homogêneo. É um campo de disputa.

Um novo ministro não é só “mais um voto”, implica em rearranjo de forças internas, ameaça a posições consolidadas, risco de mudança de maioria em temas estratégicos.

Se Messias entrasse, ele seria obviamente mais uma ligação direta ao Executivo.

Isso desestabilizaria certos equilíbrios internos.

Ganha também a direita estratégica! (inclusive bolsonarismo residual)

Mesmo sem maioria formal, eles operam no desgaste.

Barrar uma indicação do governo significa escancarar a fraqueza do Executivo, alimentando a narrativa de “Lula perdeu o controle” e preparar terreno pras eleições agora de 2026.

É guerra muito bem arquitetada.

E sim, o Lulismo está em decadência inegável.

Eu sempre falei nos meus posts que não deveríamos subestimar as direitas...

Sempre falei que Alexandre de Moraes não era de esquerda!

Se nem o governo Lula é...

Mas, na guerra, está num lado e todo o resto, noutro.

Não tem conciliação mais, azedou.

Agora o mais importante: por que o STF virou campo de disputa aberta?

Porque a ilusão acabou né meu povo?

Essa crença de que o Supremo era uma entidade asséptica, acima dos pruridos do mundo... desabou.

O STF é poder político real!

Depois da Operação Lava Jato e, principalmente, do caos institucional do bolsonarismo, o STF deixou de ser, digamos, um “árbitro técnico”.

Ele é ator central da política, é gestor de crises institucionais e é freio (ou aliado né, depende da conveniência) de projetos de poder...

Quem controla o STF controla limites do jogo democrático.

E nos resta entender que é preciso engolir, no seco mesmo, que o presidencialismo de coalizão entrou em colapso definitivo.

O modelo clássico (presidente negocia, Congresso aprova, STF arbitra...) foi pro pau.

Não funciona mais.

E outra, o modo de extrema conciliação do Lulismo afundou, deu merda gente, bora aceitar que não tinha como sustentar isso.

O Congresso chantageia o Executivo, o STF intervém em tudo e ninguém quer mais saber de papel “institucional neutro”. Acabou.

Resultado?

Resultado é todo mundo disputando tudo o tempo todo e o país no eterno caos.

O Judiciário é território de interesse econômico também, lógico.

O STF decide sobre orçamento bilionário, privatizações, regulação de bancos, big techs, agronegócio...

Ou seja,

Quem influencia o STF influencia dinheiro, muito, muito dinheiro...

Diante disso, eu lamento, mas não há essa ética toda que muita gente fantasia.

O caso do banco Master tá aí pra servir de exemplo.

E tem mais uma coisa, a democracia liberal brasileira sempre foi frágil.

Isso aqui não degenerou agora.

Desde a formação do Estado brasileiro as elites capturam instituições e regras são moldadas conforme interesses anti-povo e pró-elites né, daí legalidade é ferramenta, não limite.

O que estamos vendo agora é só a versão mais explícita disso.

Não é só que estamos vendo o STF "no fundo do poço", com as relações de seus juízes, parentes e aderentes com o submundo da grana ALTA sendo expostas toda hora...

É pior, é o STF funcionando exatamente como o sistema permite que funcione.

Congresso disputa controle, Judiciário reage pra manter poder e Executivo tenta sobreviver...

E é vítima? Não, todo mundo sabe que eu não passo pano pra Lula nem pra ninguém, mas acaba que o Executivo findou numa configuração de poder de extremo desequilíbrio.

E nós no meio disso tudo?

Nós? Fazendo papel de besta né?

Aqui, de espectadores de uma briga entre elites que não tem compromisso estrutural com democracia porra nenhuma, só com domínio.

Fazendo papel de besta, porque ainda tem, e como tem, quem disso tudo duvide.🙄

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Gi Stadnicki

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Mais detalhes: https://www.brasil247.com/.../ala-do-stf-ve-articulacao...

FONTE:

Giovanna Stadnicki

 

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Observe a engenharia de poder aplicada a esse caso:No Brasil, quem indica ministro do Supremo Tribunal Federal é o presidente. Mas quem decide se entra ou não é o Senado Federal. Ou seja, o Executivo indica, mas o Senado pode simplesmente bloquear.Foi exatamente isso que aconteceu com o Jorge Messias. E pra mim, esse é o ponto central que muita gente não está entendendo: isso é uma estratégia bem pensada e perigosa! Que deu certo.A extrema direita, organizada em torno de figuras como Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro já entendeu faz tempo que não precisa necessariamente ganhar a presidência pra mandar no país...Se ela controla o Senado, ela trava o governo inteiro.Como?

Já começa impedindo a efetivação de indicações ao STF.

E assim, passa a influenciar diretamente o tipo de Judiciário que vamos ter.

Daí, com maioria, pode inclusive abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo...

Ou seja, o Senado se torna uma arma de controle sobre os outros poderes.

Agora junte isso com o calendário eleitoral... Em 2026, mais da metade das cadeiras do Senado estará em disputa. Se esse campo político ampliar a presença ali, ele ganha cada vez mais poder estrutural, não importa quem esteja no Planalto.

E aqui, a parte mais incômoda: esse embróglio todo só é possível porque o sistema permite.

O Senado brasileiro não representa proporcionalmente a população. Cada estado tem o mesmo peso, o que distorce completamente a correlação de forças. Isso facilita que projetos políticos organizados, mesmo sem maioria social real, consigam dominar a instituição.

E enquanto isso, o discurso vendido é o de “defesa da democracia”...

Ô galera...

Vamos ser honestos né? Que democracia é essa onde um grupo consegue bloquear decisões presidenciais e capturar instituições por dentro?

O que vocês estão vendo não é falha do sistema não. É o sistema funcionando exatamente como foi desenhado, concentrando poder, protegendo interesses e deixando a população perdida.

Por isso, ficar só nessas conjecturas superficiais, “foi justo ou não foi justo barrar”, "é perseguição", "ah o Messias é muito competente!" é só entretenimento.

Nada disso importa.

A questão real é estrutural, o Senado tá controlando o jogo agora.

E piora, porque essas cadeiras do Senado que estão em disputa agora nas eleições tem grande chance de serem ocupadas por nomes alinhados ao projeto político ORGANIZADO que está manobrando o jogo, já que sabemos que é esse projeto que tem sequestrado ideologicamente grande parte da população votante.

E é isso. Juntando essa rasteira gigantesca do Senado e o episódio pavoroso da derrubada dos vetos do Lula no PL da Dosimetria no Congresso...

A real é que tá tudo dominado.

E, (IN)justiça seja feita, os ~inimigos do povo~ sabem se organizar de forma invejável e a determinação dessa gente parece não ter limites.

O resultado tá aí, indiscutível.

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Gi Stadnicki

 

FONTE:

https://www.facebook.com/giovanna.stadnicki?locale=pt_BR 

 




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