Aprofundar conhecimento sobre a IA
Sociedade brasileira precisa aprofundar conhecimento sobre a IA
- Publicado em: 31 de julho de 2026
ChatGPT, Google Gemini, Claude Code… As ferramentas da Inteligência Artificial (IA) generativa se multiplicam e se desenvolvem cada vez mais, mas a compreensão sobre a tecnologia ainda é muito superficial na sociedade.
É o que afirma Duval Guimarães, especialista em educação, tecnologia e políticas públicas e diretor geral na Start by Alura, programa educacional que ensina programação, pensamento computacional e letramento digital a crianças e jovens.
“A maioria das pessoas não se dá ao trabalho de ir a fundo e entender quais são os impactos e como, de fato, usamos as IAs em nossas vidas”, avalia. “Precisamos aprender não somente como usá-las, mas também sobre o funcionamento da própria IA”, completa.
Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Guimarães também reflete sobre os reflexos da ferramenta nas escolas, no ensino e nas trajetórias profissionais.
Educação e tecnologias estão associadas
- IA nas escolas? Não há mais como pensar a educação sem considerar a presença da tecnologia dentro e fora da sala de aula, defende Guimarães. “Hoje, entendemos que é inevitável entender a IA como uma ferramenta de uso na educação. Ela vai estar lá, quer queira, quer não”, afirma.
- Proibir não resolve. Como exemplo, o especialista cita uma política pública recente: o banimento dos celulares nas escolas brasileiras. Ele ressalta que a medida levanta questionamentos importantes. “O que é mais eficaz: banir ou ensinar o estudante a usar esse dispositivo de maneira intencional, em prol de algo mais produtivo? Posso banir durante a aula, mas, depois dela, o estudante retomará aquele processo. Na verdade, estou apenas mitigando”, pontua.
Sociedade está em processo de educação contínua
- Educação para não ficar para trás. Guimarães acredita que as novas tecnologias têm um ponto positivo inegável ao pressionarem a sociedade a continuar se capacitando e se educando, como parte de um processo de adaptação sem linha de chegada.
- Guimarães explica. “Temos de aceitar e entender que não existe mais aquela lógica de que já ‘somos formados’ — educação básica e superior, depois mestrado, doutorado e, então, acaba. Não, agora estamos num processo de formação e aprendizado contínuos.”
- Aprender sobre a IA. O especialista ainda defende que, além de aprender como a IA pode ser usada no cotidiano e nas profissões, será preciso saber mais também sobre a ferramenta em si. “Quanto custa o uso da IA? Quais são os efeitos práticos para a sustentabilidade? Há várias nuances sobre as quais as pessoas precisam se aprofundar. De maneira geral, isso ainda está distante”, pontua.
FONTE:
https://umbrasil.com/videos/sociedade-brasileira-precisa-aprofundar-conhecimento-sobre-a-ia/
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A cena da charge de Jean Galvão (@jeangalvao) é quase uma alegoria dos nossos tempos: a professora pede cinco minutos de pensamento autônomo e o estudante, em pânico, recorre ao chatbot para perguntar como se pensa por conta própria. O que faz rir é justamente o que preocupa: a ferramenta deixou de ser apoio para virar o único atalho possível.
Especialista em Educação, Tecnologia e Políticas Públicas e diretor geral na Start by Alura, Duval Guimarães avalia que o problema não está na presença da tecnologia, mas na superficialidade com que lidamos com ela.
"A maioria das pessoas não se dá ao trabalho de ir a fundo e entender quais são os impactos e como, de fato, usamos a IA em nossas vidas", afirma, em entrevista ao Canal UM BRASIL. "E precisamos aprender não somente como usá-la, mas também sobre o funcionamento da própria inteligência artificial e seus vieses."
Proibir, para ele, não resolve. Afinal, a IA já está na sala de aula "quer queira, quer não". Ao citar o banimento dos celulares nas escolas, questiona: "O que é mais eficaz: banir ou ensinar o estudante a usar esse dispositivo de maneira intencional, em prol de algo mais produtivo? Posso banir durante a aula, mas, depois dela, o estudante retomará aquele processo. Na verdade, estou apenas mitigando."
O caminho que Guimarães aponta é o da formação contínua, sem linha de chegada. "Não existe mais aquela lógica de que já 'somos formados': educação básica, superior, depois mestrado, doutorado e, então, acaba. Não, agora estamos num processo de formação e aprendizado contínuos."
Assista à entrevista completa com Duval Guimarães no Canal UM BRASIL - uma realização da FecomercioSP - no YouTube. Link na bio.
Duval Guimarães
Duval Guimarães é especialista em educação, tecnologia e políticas públicas e diretor geral na Start by Alura.
Mestre em Políticas Públicas pela Universidade Harvard, Guimarães também estudou na Santa Barbara City College e na American University.
Foi gerente de relações institucionais da SOMOS Educação, empresa que tem escolas próprias, sistemas de ensino, editoras e soluções educacionais, entre outros produtos e serviços.
Guimarães ainda é diretor-presidente da ONG Cidadão Pró-Mundo, que ensina inglês em comunidades carentes por meio de trabalho voluntário.
UM BRASIL
Guimarães integrou o primeiro debate do UM BRASIL Talks sobre ética, política e os desafios da educação. O vídeo foi publicado em 24 de junho de 2016 e contou com o presidente do Conselho de Administração da Falconi Consultores de Resultado, Vicente Falconi, com o engenheiro elétrico Gustavo Haddad Braga e com o aluno de Política, Filosofia e Economia na Northeastern University, Gabriel Ribeiro.
A conversa é resultado da parceria com a BRASA. O UM BRASIL Talks reúne estudantes, jornalistas e especialistas para debater soluções para um país mais equilibrado e com crescimento sustentável.
Em julho de 2026, Guimarães conversou novamente com o UM BRASIL. O atual diretor geral na Start by Alura afirmou que a ociedade precisa aprofundar entendimento sobre o funcionamento das novas tecnologias
FONTE:





