Artes em 4 disciplinas

Artes em 4 disciplinas

 

 

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, homologou nesta segunda-feira (17) novas diretrizes para o ensino de artes nas escolas públicas e privadas do país. Elas determinam que cada uma das quatro linguagens artísticas deverá ser lecionada em uma disciplina específica.

Assim, as escolas deverão garantir que os estudantes de ensino fundamental (do 1º ao 9º ano) e ensino médio tenham aulas específicas de artes visuais, dança, música e teatro. Até então, essas quatro linguagens eram, em geral, ministradas todas e juntas dentro de uma única disciplina, chamada genericamente de ensino da arte.

A mudança homologada pelo ministro foi produzida pelo CNE (Conselho Nacional de Educação) e complementa a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), documento que orienta o que deve ser ensinado em todos os sistemas de ensino do país.

A resolução estabelece que as redes de ensino e escolas terão até o fim de 2036 para implementar as mudanças. A partir daquele ano, elas terão que garantir que cada série do ensino fundamental e do ensino médio tenha no mínimo 2 dos 4 componentes curriculares de artes.

Além disso, recomenda que eles sejam ofertados ao longo de todo o ano letivo e que haja ao menos um tempo curricular para cada componente. A ideia é garantir que os estudantes tenham aulas específicas de cada uma das linguagens de forma exclusiva ao longo da trajetória escolar.

O relatório do CNE esclarece que as novas diretrizes foram elaboradas para garantir o que já estava previsto na legislação federal desde 2016, mas não era cumprido na prática.

Segundo os conselheiros, uma leitura imprecisa da BNCC, implementada a partir de 2017, levou ao entendimento de que o ensino da arte poderia ocorrer de forma polivalente, descaracterizando as especificidades de cada uma das quatro linguagens artísticas.

O documento da base trata essas quatro linguagens como "unidades temáticas" dentro do componente curricular de artes, o que abriu espaço para interpretações que permitiram uma oferta mais genérica, em que um único professor pudesse ensinar todas as diferentes áreas mesmo sem ter formação específica para todas elas.

Por isso, as novas diretrizes determinam que as redes de ensino revisem e alterem suas regras de seleção e contratação de professores para que, gradualmente, os quatro componentes curriculares sejam ministrados por profissionais formados em licenciatura específica da área.

Assim, para as aulas de artes visuais deve ser contratado um professor com licenciatura em artes visuais. Para teatro, um professor com licenciatura em teatro e assim por diante.

"Esta melhor interpretação não só garante a qualidade da educação oferecida e corrobora para a formação integral dos estudantes, como se mantém coerente com as formações especializadas que são ofertadas no Brasil hoje para o campo da docência em arte", diz o documento.

Ao homologar as novas diretrizes, o ministro ressaltou que garantir a oferta das quatro linguagens de artes irá fortalecer e melhorar a qualidade da educação em tempo integral, já que irá ampliar as experiências culturais dos estudantes dentro da escola.

O documento do CNE explica que as mudanças devem ser feitas de forma gradual, com prazo final de implementação até o fim de 2036.

"Cabe ao Estado não apenas legislar, mas garantir condições concretas, como a contratação de docentes especialistas, o acompanhamento adequado da elaboração de provas de concurso, a infraestrutura adequada para a prática docente qualificada, a formação continuada e o financiamento de políticas públicas. Só assim será possível assegurar que o acesso às quatro linguagens artísticas não seja privilégio de poucos estudantes, mas um direito de todos", diz o relatório.

O documento também estabelece que o MEC terá um prazo de 180 dias para apresentar um plano de assistência técnica e financeira para ajudar os estados e municípios a implementar as novas diretrizes. Depois, as redes públicas de ensino terão 180 dias para revisar suas normas e atualizá-las.

FONTE:

https://www.facebook.com/asaladeartes?locale=pt_BR

 

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MEC homologa diretrizes para ensino de arte na educação básica

Documento do CNE destaca a arte na formação integral dos estudantes brasileiros e seu ensino em teatro, música, dança e artes visuais. Ministro Leonardo Barchini assinou diretrizes junto à ministra Margareth Menezes

Atualizado em 19/08/2026

Ensino de arte na educação básica

Foto: Divulgação/MEC

 

 

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, homologou, nesta segunda-feira, 17 de agosto, as diretrizes para o ensino e o aprendizado da arte na educação básica. Produzida pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), a norma complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), orienta os sistemas de ensino e as escolas e reforça a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros. O documento trata a arte como campo de conhecimento e destaca que o ensino deve ser organizado em quatro componentes: artes visuais, dança, música e teatro. Evento ocorreu na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF), e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente do CNE, Cesar Callegari. 

Ao garantir que as escolas ensinem sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento, as diretrizes buscam combater a noção de que a arte é uma atividade secundária, recreativa ou destinada apenas a complementar festas e datas comemorativas. Além disso, em um mundo cada vez mais dominado por tecnologias e pela instantaneidade,  o normativo  estabelece a arte como campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas. Entre as novas diretrizes estão: 

  • Arte como prática integradora – Deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar. 
  • Processos criativos e reflexivos – O ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução. 
  • Contextualização e análise crítica – Analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes. 
  • Desenvolvimento integral do estudante – O ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes. 

Caberá às redes de educação definirem uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem. Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

FONTE:

https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2026/agosto/mec-homologa-diretrizes-para-ensino-de-arte-na-educacao-basica 




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