Base aliada de Leite barra emenda

Base aliada de Leite barra emenda

 

Base aliada de Leite barra emenda e deixa parte da categoria fora do reajuste


Na tarde desta terça-feira (24), o Projeto de Lei 38/2026, que previa reajuste de 5,4% no subsídio do magistério estadual — conforme portaria do governo Lula (PT) — foi aprovado por unanimidade, com 40 votos, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS). Porém, a medida evidencia uma escolha cruel: enquanto anuncia reajuste, o governo Eduardo Leite (PSD) e sua base aliada excluem funcionárias(os) de escola e aposentadas(os) sem paridade e com parcela de irredutibilidade, negando um direito que poderia ser de toda a categoria e aprofundando a desigualdade.

 

 

Das galerias da ALRS e da vigília em frente ao Palácio Piratini, que ocorreu durante a manhã, educadoras e educadores foram firmes e incansáveis até o último instante, defendendo um reajuste linear que atendesse TODA a categoria, sem exceções.

Na ocasião, um requerimento de preferência protocolado pelo líder do governo, deputado Frederico Antunes (PP), foi aprovado, por 26 a 15. Desta forma, a emenda proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que previa estender o reajuste de 5,4% para todas(os) as(os) trabalhadoras(es) da educação, conforme a luta do CPERS, sequer foi apreciada em plenário, configurando desrespeito com quem dedica a vida à educação pública.

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) comprovam a viabilidade do reajuste de 5,4% para toda a categoria, diante das perdas inflacionárias que ultrapassam os 70%. Há recursos — falta, na prática, é vontade política do governo Eduardo Leite (PSD) para garantir o justo e que é de direito: reajuste a toda a categoria.

Ao fim da votação, a presidente do CPERS, Rosane Zan, ressaltou que, mais uma vez, a base aliada do governo votou contra as(os) educadoras(es), deixando de fora do reajuste aposentadas(os) sem paridade e com a parcela de irredutibilidade e as(os) funcionárias(os) de escola. “É assim que o governo Eduardo Leite e sua base aliada tratam aqueles que fazem a educação pública do Rio Grande do Sul. Com certeza, a partir de agora, estaremos denunciando nas suas bases, principalmente nas bases desses deputados, que mais uma vez deixam de lado a educação pública. Nós continuaremos firmes na luta em defesa de um projeto que realmente atenda a classe trabalhadora da educação. Juntas e juntos somos mais fortes”, afirmou.

Nem a chuva desmobiliza a luta

Nem a chuva e o mau tempo impediram a mobilização nesta manhã, quando professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), demonstraram união e coragem em um Ato Público e Vigília por Valorização Salarial Já, em frente ao Palácio Piratini, pressionando parlamentares, exigindo respeito e reconhecimento para todos os segmentos da educação pública estadual.

 

 

Mesmo sob chuva intensa, dirigentes, educadoras(es) e deputadas(os) estaduais de oposição denunciaram o projeto devastador do governo Eduardo Leite (PSD), marcado pelo arrocho salarial, retirada de direitos e desvalorização da educação pública, reforçando a necessidade de mobilização permanente da categoria.

 

 

Durante o ato, a presidente Rosane destacou a resistência da categoria mesmo diante das dificuldades e das condições climáticas adversas.  “Nós não arredamos nunca, a luta continua e isso mostra a força da nossa categoria. Mesmo com as intempéries, seguimos firmes. Apesar de tantas perdas de direitos, estamos aqui. Não nos falta garra nem coragem, porque é isso que nos move”, afirmou.

Ao abordar a importância do debate político, a dirigente ressaltou o papel das(os) educadoras(es) na construção de um projeto de sociedade e também enfatizou a Caravana do Sindicato que percorre o estado ouvindo a categoria. “Esses governos que estão há 12 anos não passarão. Estamos percorrendo o estado com a Caravana, indo ao chão da escola para dialogar com os educadores sobre o projeto de educação pública que queremos para o Rio Grande do Sul. Como sujeitos políticos, temos sim o direito de decidir os rumos do estado. Queremos um governo comprometido com a escola pública e com as políticas sociais. Seguiremos juntos e juntas, enfrentando todos que tentam retirar nossos direitos”, concluiu Rosane.

 

 

A educadora Rosa Cañadel, representante do USTEC Sindicato, da Espanha, que está em Porto Alegre para a I Conferência Internacional Antifascista, destacou que a luta da educção é a mesma em seu país. Rosa ressaltou que na última semana mais 100 mil pessoas estiveram nas ruas reivindicando melhores condições de trabalho para todas(os) as(os) profissionais da educação pública no país. “A educação é o futuro. O neoliberalismo não gosta da educação pública e, por isso, a privatização, para eles, é a saída para continuar as desigualdades sociais. A escola pública é fundamental para o futuro de um país, não somente para os professores, mas para todos. Porque os meninos e meninas que estão hoje na educação pública vão construir esse futuro que todos queremos, sem desigualdade social e com mais políticas sociais. Seguimos na luta, porque a luta é o caminho. Viva a educação pública!”

 

 

O secretário de Aposentadas(os) e Assuntos Previdenciários da CNTE, Sergio Antônio Kumpfer, destacou a mobilização da categoria mesmo diante da chuva e das dificuldades enfrentadas. Ele ressaltou também a importância da união entre ativas(os) e aposentadas(os) na defesa de direitos. “Neste dia chuvoso em Porto Alegre, o que o governador Eduardo Leite menos queria era ver  professores, funcionários e aposentados ocupando a praça. Isso mostra a indignação com os prejuízos na carreira, o confisco dos aposentados e os salários humilhantes dos funcionários de escola. Nós, educadores do RS, não imaginávamos chegar a esse ponto. Por isso, não podemos sair da luta, é a nossa mobilização que vai definir o nosso futuro.”

 

 

O CPERS reafirma que seguirá firme na luta, sem recuar diante das injustiças impostas. A defesa da valorização e da dignidade é para toda a categoria — da ativa às(os) aposentadas(os), sem exclusões. Com unidade, mobilização e resistência, o Sindicato continuará pressionando até que todas e todos sejam reconhecidas(os) e respeitadas(os) como parte essencial da educação pública!

 

 

 

 

 

 

 

>> Confira mais fotos do dia de mobilização por valorização já no link abaixo

FONTE:

https://cpers.com.br/base-aliada-de-leite-barra-emenda-e-deixa-parte-da-categoria-fora-do-reajuste/?fbclid=IwY2xjawQxWfZleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeDL--nGjDR8Jzwi7I6aS830YoL
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