Caso DARK HORSE

Caso DARK HORSE

 

 

FLÁVIO BOLSONARO PEDIU QUATRO VEZES PARA TIRAR O CASO “DARK HORSE” DE DINO E ENTREGÁ-LO A MENDONÇA

 

Segundo Folha de S.Paulo e G1, a defesa de Flávio Bolsonaro tentou ao menos quatro vezes transferir para André Mendonça a investigação sobre o suposto uso de emendas parlamentares no financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro.

A justificativa apresentada foi a conexão com outras investigações já relatadas por Mendonça. Esse argumento pode ser juridicamente discutido. O que causa estranheza é a insistência para afastar justamente Flávio Dino e entregar o processo ao ministro indicado ao STF pelo pai do investigado.

Mendonça não deve ser considerado parcial apenas por ter sido indicado por Bolsonaro. Mas, diante dessa relação institucional e da insistência da defesa, a situação exige transparência absoluta — inclusive para evitar qualquer aparência de favorecimento.

A investigação autorizada por Dino resultou no cumprimento de 49 mandados contra 29 pessoas. A PF apura se recursos públicos foram desviados por intermédio de uma entidade e empresas subcontratadas sem comprovação dos serviços. Mario Frias, ex-secretário da Cultura de Bolsonaro e integrante da produção, é apontado pela investigação como possível “agente central” do esquema.

A polícia também investiga se Flávio participou de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outras infrações. Mensagens indicariam que ele pediu recursos a Daniel Vorcaro para concluir o filme, cuja produção teria recebido mais de R$ 60 milhões do banqueiro. Tudo isso ainda precisa ser comprovado, e os investigados têm direito à defesa.

Mas a pergunta permanece: se Flávio considera a investigação legítima, por que tanta preocupação em escolher quem deverá conduzi-la?

Quando o investigado tenta trocar repetidamente o juiz do caso por alguém indicado pelo próprio pai, isso não prova favorecimento — mas produz uma aparência tão inconveniente que o mínimo exigido é fiscalização redobrada. Justiça não pode ser escolhida por encomenda.FONTE:Hilton Aquino

-----------------------------

 

 

 

 

Flávio Bolsonaro reclamou da operação da Polícia Federal que apura suspeitas de desvios de emendas parlamentares (grana pública, portanto) para Dark Horse, sobre a vida de Jair. Foram alvo Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O senador acusa o ministro Flávio Dino, do STF, que autorizou a ação, de “tentativa de interferência política”.

Mas, ironicamente, foi o próprio senador que jogou a batata quente na mão de Karina. Após a revista piauí mostrar, na semana passada, que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, havia repassado mais dinheiro ao filme do que aquilo que foi admitido anteriormente pelo primogênito de Bolsonaro, ele foi alvo de questionamentos pela imprensa. “Tem que perguntar para a produtora”, disse ele, terceirizando a responsabilidade. Ora, foi exatamente o que o ministro do STF autorizou a PF a fazer, permitindo a investigação dela diante de evidências de que dinheiro público entrou na jogada. De certo ponto de vista, Flávio Dino está apenas seguindo a sugestão de Flávio Bolsonaro.

A investigação sobre os R$ 130 milhões que o senador pediu a Vorcaro, em tese para o filme Dark Horse, ainda está sob a responsabilidade de André Mendonça. Que, até agora, não produziu vazamentos contundentes, que certamente constrangeriam o bolsonarismo, tal como aqueles que colocaram Alexandre de Moraes em uma sinuca de bico por conversas promíscuas com o banqueiro.

A análise das contas da produtora de Karina pode mostrar como milhões foram gastos nos EUA. Mais especificamente, se o dinheiro foi mesmo para o filme ou subsidiou a conspiração de Eduardo Bolsonaro junto com Donald Trump contra o Brasil. Flávio Bolsonaro deveria pedir investigação total, com a liberação de todos os sigilos do Banco Master. Prefere a seletividade, apontando que investigação nos olhos dos outros é refresco, mas nos próprios é “perseguição”.

By: [](https://www.instagram.com/leosakamoto/)

leosakamotoFONTE:

O Martelo de Nietzsche 

 

--------------------------------------

 

 

A MILÍCIA BATEU À PORTA ERRADA

Daniel Vorcaro não tinha apenas banqueiros, políticos e autoridades na agenda. Segundo a investigação, havia também uma “Turma”: policiais, milicianos e operadores do jogo do bicho suspeitos de intimidar jornalistas, monitorar autoridades e tentar constranger quem atravessasse o caminho do Banco Master.

E Galípolo atravessou.

Mensagens apreendidas revelam que aliados de Vorcaro discutiam até uma “cartada” para chegar ao presidente do Banco Central por meio de sua companheira.

Não funcionou.

Galípolo, indicado por Lula, fez justamente o contrário do que interessava ao Master: avançou sobre as irregularidades e chegou a comunicar à própria PF suspeitas de corrupção dentro do Banco Central.

Haddad também respaldou a investigação e diz ter encaminhado às autoridades os alertas que recebeu sobre o banco.

É uma ironia deliciosa.

Passaram anos dizendo que Lula colocaria seus indicados nas instituições para protegê-lo.

Quando o escândalo Master explodiu, o indicado de Lula ajudou a apertar o cerco.

Enquanto isso, Flávio Bolsonaro acabou formalmente investigado pelas relações entre Vorcaro e o financiamento de Dark Horse.

A turma tentou dobrar o Banco Central. O Banco Central não dobrou. Quem está entortando agora é a República inteira para descobrir até onde iam os tentáculos de Daniel Vorcaro - e quem estava agarrado neles.

  • Julio Benchimol Pinto

 

--------------------------------

 

 

 

Hoje, 12 de setembro de 2026, Gilmar Mendes encaminhou um pedido ao presidente do STF, Edson Fachin, para que todos os ministros tenham acesso à íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.

E Gilmar foi além: pediu que, caso o gabinete de André Mendonça não disponibilize o material, Fachin requisite diretamente à Polícia Federal os dados, por meio da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (CINQ/PF).

O detalhe importante é que não se trata de “acionar a PF” para tomar o celular de Mendonça. Mendonça afirma que não está com o celular original de Vorcaro. Segundo ele, recebeu da PF uma cópia de segurança dos dados, armazenada em um HD criptografado, lacrado e, segundo seu relato, nunca aberto.

Portanto, a formulação mais precisa seria:

Gilmar Mendes pediu a Fachin que, se Mendonça não disponibilizar a íntegra dos dados do celular de Vorcaro, o presidente do STF requisite diretamente à Polícia Federal o material.

Isso é particularmente relevante porque Zanin e Moraes também haviam pedido acesso integral aos dados, enquanto Mendonça sustenta que a divulgação completa poderia comprometer investigações em andamento.

Ou seja: não é uma notícia inventada nem uma interpretação de rede social. É um pedido formal de Gilmar Mendes a Fachin.

Vânia Wolff

 

--------------------------------

 

 

QUEM CONTROLAVA O INTERRUPTOR?

Agora sabemos: Flávio Bolsonaro já era formalmente investigado desde julho no caso Dark Horse, por suspeitas que incluem lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

Mendonça sabia; nós, não.

Enquanto isso, o ministro retirava o sigilo de documentos que atingiam Alexandre de Moraes e ajudava a incendiar a maior crise recente do Supremo.

Quando Fachin mandou abrir os procedimentos do caso Master, Mendonça abriu vários.

A investigação de Flávio? Ficou fechada. Só apareceu depois que Fachin, Moraes e a PGR pressionaram pela divulgação integral.

Isso prova que Mendonça impediu a investigação de Flávio? Não. Aliás, foi ele quem autorizou o inquérito.

Mas levanta uma pergunta muito mais incômoda: por que o investigado Flávio Bolsonaro permaneceu protegido da exposição pública enquanto outros investigados eram colocados sob holofotes?

Sigilo judicial existe para proteger investigações; não para escolher quem será queimado em praça pública e quem poderá fazer campanha eleitoral confortavelmente na penumbra.

Flávio passou semanas atacando Moraes por suas relações com Vorcaro enquanto o público desconhecia um pequeno detalhe: ele próprio já estava sendo investigado no mesmo universo Master/Vorcaro.

Talvez o maior poder de Mendonça nesse episódio não estivesse em investigar: estava no interruptor: decidir quem ficava sob a luz - e quem continuava no escuro.

Julio Benchimol Pinto

 

-------------------------------------

 

 

DARK HORSE: por que a PF suspeitou da operação?

Não foi apenas por uma previsão exagerada de sucesso do filme. Segundo as informações reveladas pela investigação, o projeto reunia elementos que chamaram a atenção da PF: US$ 24 milhões negociados, dos quais US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente pagos, uma estrutura financeira envolvendo recursos no exterior e um plano de negócios que projetava bilheteria de até US$ 100 milhões — cerca de R$ 510 milhões.

A PF também aponta Flávio Bolsonaro como interlocutor direto de Daniel Vorcaro no projeto, com contatos relacionados a pagamentos, reuniões e acompanhamento das gravações, e registra a participação de Eduardo Bolsonaro e de seu advogado Paulo Calixto na estruturação financeira das transações.

É aí que a projeção de bilheteria ganha importância. Uma receita cinematográfica extraordinária poderia, em tese, oferecer justificativa econômica para a circulação de valores igualmente extraordinários. Mas bilheteria real deixa rastros: ingressos, sessões, distribuidores, exibidores e receitas efetivamente contabilizadas.

Por isso, a pergunta investigativa não é simplesmente se Dark Horse seria um sucesso. É qual era a verdadeira finalidade econômica de toda essa operação.

 A PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro. Suspeita não significa crime comprovado. Mas é necessário que as provas não sejam monopolizadas nas mãos de um jurista que sabidamente era parte de um grupo político e teve reuniões com VORCARO!

SUBVERSAR

 

--------------------------------

 

 

 

ZANIN ENTROU NO JOGO. E PELA PORTA CERTA:

A PROVA. É um movimento importante. Cristiano Zanin pediu acesso ao conteúdo integral extraído do celular de Daniel Vorcaro — não apenas aos relatórios e recortes produzidos a partir dele.

Porque, numa crise em que se discute justamente quem viu o quê, quem selecionou o quê e em que contexto determinadas mensagens foram interpretadas, conhecer a fonte primária pode mudar tudo. Nos bastidores, Zanin é apontado como próximo de Moraes, Dino e Gilmar na discussão sobre o rito do julgamento. Mas isso é bastidor. Seu ato concreto, até aqui, é outro: pedir a prova completa. E talvez seja exatamente disso que o STF mais precise neste momento: menos versões, menos recortes e mais prova.

Dia 15, o tabuleiro pode mudar novamente.

SUBVERSAR

Mais instituições. Menos sombras. Mais democracia.

 

-----------------------------

 

 

 

Relatórios de inteligência da Polícia Federal apontam indícios de que o ministro André Mendonça teria interferido na condução das investigações, participado de tratativas relacionadas a delações e tentado direcionar investigações contra determinados alvos, inclusive Alexandre de Moraes. A PF também questiona o acesso do ministro a dados brutos de celulares antes da análise dos investigadores e registra possível interferência no fluxo interno da corporação.

E fica uma pergunta que merece resposta é que será que o afastamento de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal, teve alguma relação com os relatórios que apontavam suspeitas sobre a atuação de André Mendonça? Almada foi afastado por decisão de Mendonça, sob a alegação de irregularidades na produção de relatórios de inteligência que envolviam o ministro, e posteriormente foi reintegrado por determinação de Flávio Dino. É uma conexão que, por si só, não prova qualquer retaliação, mas que certamente merece ser esclarecida.

Mas há uma ressalva fundamental: o próprio documento informa que se trata de relatório de inteligência, produzido com informações incompletas e sem valor probatório. Portanto, são suspeitas e avaliações da PF que precisam ser apuradas, não crimes já comprovados.

O que me parece mais grave é a questão institucional. Se um ministro do STF, que deveria exercer controle judicial sobre uma investigação, passa a determinar como a investigação deve ser conduzida, questionar alvos, acompanhar delações e buscar elementos contra outro ministro, onde termina a supervisão judicial e começa a interferência na investigação?

E há outra pergunta que não pode ser deixada de lado: por que o diretor de Inteligência da PF foi afastado justamente quando havia relatórios envolvendo a atuação do ministro? Não estou afirmando que uma coisa foi consequência da outra. Estou dizendo que a relação temporal e institucional precisa ser esclarecida.

É justamente isso que precisa ser investigado. Sem blindagem para Moraes, mas também sem blindagem para Mendonça. Instituição séria não escolhe quem pode ser investigado. Investiga todos, com o mesmo critério.

Pois a pergunta é simples: quem teme a apuração, teme a investigação ou teme apenas aquilo que a investigação pode revelar?

Boa noite.

Vânia Wolff

 

--------------------------

 

Lá vem o golpista, descendo a ladeira...

Gervásio Castro Neto

 




ONLINE
27