Censura educacional

Um livro atravessou mais de dois mil anos sendo estudado em aulas de História e Filosofia de todo o mundo, mas este ano foi “cancelado” porque passou a ser considerado uma obra que faz apologia a diversidade de gênero.
Nos últimos dias, uma decisão educacional acendeu um alerta sério. Um professor universitário foi orientado a cortar trechos de uma obra clássica para se adequar a novas diretrizes políticas. O mais inquietante é que não estamos falando de um texto contemporâneo. Trata-se de um livro escrito por volta de 380 a.C., na Grécia Antiga.
Os trechos questionados hoje enquadrados como suposta apologia à “ideologia de gênero”. O principal deles é o mito narrado por Aristófanes, no qual o autor descreve a humanidade primitiva como formada por três tipos de corpos, masculino, feminino e andrógino. Nessa narrativa, o amor surge como a busca da “outra metade”, independentemente do sexo, o que foi interpretado pela instituição como uma relativização do binarismo de gênero (macho e fêmea) e da orientação sexual tradicional (hétero).
A decisão veio da reitoria da universidade. Isso aconteceu na Texas A&M University, nos Estados Unidos. O professor pressionado foi Martin Peterson. A obra é O Banquete, de Platão, em alinhamento com diretrizes políticas do estado do Texas, associadas ao governo de Donald Trump , que tem como objetivo explícito retirar das escolas e universidades debates sobre gênero, s. 3.x. ual1. dad3 e raça, sob o argumento de combater o que chama de “doutrinação ideológica” e de reafirmar valores morais considerados tradicionais.
Agora, a pergunta é simples, especialmente para quem leu até aqui:
você consegue enxergar apologia ideológica em um texto escrito há mais de dois mil anos ou o que está em jogo é o controle sobre o que pode ou não ser ensinado em sala de aula?
FONTE:
https://www.facebook.com/ofabioflores?locale=pt_BR





