Chegar ao doutorado

A cada 1.000 brasileiros, apenas 3 chegam ao doutorado.
Não é falta de talento. É um funil que vai estreitando e excluindo.
Veja o retrato da educação no Brasil:
De cada 1.000 brasileiros...
951 são alfabetizados
886 concluem o ensino fundamental até os 16 anos
743 terminam o ensino médio até os 19 anos
240 alcançam um diploma de ensino superior (população de 25 a 34 anos)
7 concluem um mestrado (população de 25 a 64 anos)
3 chegam ao doutorado (população de 25 a 64 anos)
Cada degrau dessa escada deixa muita gente para trás.
1 em cada 4 jovens não conclui nem a educação básica.
E o salto mais dramático está entre o ensino médio e a graduação: de 74,3% para 24%. Ou seja, a grande maioria das pessoas ainda não alcança o diploma de nível superior.
Na pós-graduação, o abismo ainda é muito maior:
Mestrado: 0,7% no Brasil vs. 14,1% na média da OCDE
Doutorado: 0,3% no Brasil vs. 1,3% na OCDE
Um país que quer competir em ciência, tecnologia e inovação não pode formar tão poucos mestres e doutores.
Ao analisar esse funil, vemos muito potencial humano desperdiçado: médicos, engenheiros, professores e pesquisadores que o Brasil nunca vai conhecer.
Chegar ao doutorado exige anos de estudo, persistência e renúncias. Mas esses números não podem ser explicados apenas pelo mérito individual.
Eles também revelam quantas pessoas foram ficando pelo caminho por falta de renda, aprendizagem, oportunidade e condições para permanecer estudando.
Na sua opinião, onde está o maior gargalo na educação brasileira? Por que tantos ainda ficam para trás? Deixe seu comentário e enriqueça esse debate.
Nota metodológica: este não é o acompanhamento das mesmas 1000 pessoas. É uma fotografia construída com indicadores de diferentes faixas etárias e anos-base.
Fontes: Pnad Contínua/IBGE (alfabetização e conclusão da educação básica, % da população); OCDE – Education at a Glance e INEP (superior: 25-34 anos; mestrado e doutorado: 25-64 anos).
FONTE:





