Contra a dengue nas escolas
Governo lança campanha contra a dengue nas escolas para mobilizar 25 milhões de estudantes
Ao longo dos próximos cinco meses, mais de 100 mil colégios públicos em todo o país vão realizar atividades lúdicas para sensibilizar e engajar crianças, adolescentes e jovens na prevenção à doença
Publicado em 21/02/2024
Nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, o Governo Federal iniciou uma campanha de mobilização contra a dengue nas escolas públicas do país. A parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação em torno do programa Saúde na Escola vai orientar 25 milhões de estudantes em mais de 102 mil instituições públicas. O objetivo é incentivar a adesão d os colégios em ações de prevenção não apenas no ambiente escolar, mas nas comunidades vizinhas.
Cada um de vocês aqui, na escola, em casa, terá papel fundamental. Vocês vão ser agentes na escola, no bairro de vocês, nas famílias. Não podemos perder essa batalha”. Nísia Trindade, ministra da Saúde
“O que nós precisamos fazer é mostrar que somos capazes de enfrentar esse desafio e vencer com essa grande mobilização nacional”, afirmou a ministra Nísia Trindade (Saúde). “Cada um de vocês aqui, na escola, em casa, terá papel fundamental. Vocês vão ser agentes na escola, no bairro de vocês, nas famílias. Não podemos perder essa batalha.”
MOBILIZAÇÃO – Serão 20 semanas de atividades e engajamento das comunidades escolares conectadas ao programa Saúde na Escola. Haverá atividades lúdicas para sensibilização, gincanas, teatro, oficinas criativas, palestras, murais da prevenção e concursos para engajar crianças, adolescentes e jovens no combate à dengue.
O programa vai divulgar guias, podcasts, vídeos com participação de integrantes das comunidades escolares e lives com especialistas para mobilizar toda a população ao enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti.
“É importante lembrar que 75% dos focos estão nas nossas casas ou nos arredores. A maneira que temos de enfrentar o problema é a prevenção, em pequenas ações”, afirmou o ministro Camilo Santana (Educação). “A maior ação que podemos fazer é prevenir, evitar focos e a proliferação do mosquito para garantir saúde às pessoas”, completou.
NOTA DEZ -
O lançamento da campanha ocorreu na Escola Classe Juscelino Kubitschek, na região do Sol Nascente, na capital federal. A capital federal tem o maior número de casos por 100 mil habitantes do país. A região escolhida está entre as que apresentam o maior número de registros. No início do mês, o Ministério da Saúde iniciou, também pela capital federal, a estratégia de vacinação em crianças de 10 a 11 anos.
"Não pode deixar a água parada, nem a caixa d' água aberta, precisa virar as garrafas e várias outras coisas. A gente tem que também tomar cuidado e sempre ficar passando repelente". Kalliny Lalu, de 9 anos
Se os cuidados de prevenção caíssem em uma prova, a estudante Kalliny Lalu, de 9 anos, tiraria nota dez. "Não pode deixar a água parada, nem a caixa d' água aberta, precisa virar as garrafas e várias outras coisas. A gente tem que também tomar cuidado e sempre ficar passando repelente", ensinou a estudante.
A estudante Letícia Raquel, de 10 anos, já tomou a vacina e mandou recado para as demais crianças da mesma faixa etária. "É muito tranquilo, não dói nada e é super de boa. As pessoas que dão a vacina são muito carinhosas", relatou.
VACINAÇÃO -
Durante o evento na Escola Classe Juscelino Kubitschek, as crianças também foram vacinadas contra a dengue e demais imunizantes do calendário para reforçar a importância da aplicação de todos os imunizantes recomendados. As crianças pertencem ao grupo que registra alto índice de hospitalização em razão da dengue. A ministra Nísia Trindade reforçou o convite para pais e responsáveis atualizarem a caderneta de vacinação. “Não é só a dengue, são muitas doenças que as vacinas evitam.”
O medo da agulha não impediu Wesley Júnior, de 10 anos, de se imunizar. "Eu vou falar que também tenho medo, mas, se eu não olhar, consigo. Você fica com medo, mas é uma boa causa, para você não ficar doente e nem sentir dores", orientou o jovem.
O evento contou também com a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que agradeceu a integração dos esforços do Governo Federal com os governos estaduais. “Isso é importante, nos dá força de trabalho. Sem a participação dos ministérios e do Governo Federal, ficaríamos mais fracos”, disse o governador.
SAÚDE NA ESCOLA –
Resultado de parceria entre os ministérios da Educação e da Saúde, o Saúde na Escola é voltado a crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação pública para promover saúde e educação integral no ambiente educacional. É uma estratégia para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas, que busca também reduzir a evasão escolar e a intermitência de frequência por problemas de saúde e reforçar compromissos e pactos estabelecidos.
Em 2023, o Governo Federal ampliou políticas que não foram abordadas pela gestão anterior, retomando temáticas como prevenção de violências e acidentes, promoção da cultura de paz e direitos humanos, saúde sexual e reprodutiva, além de prevenção de HIV e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nas escolas. O Ministério da Saúde destinou mais de R$ 90 milhões para os municípios que aderiram ao PSE. O ciclo 2023-2024 alcançou recorde histórico de adesões, com 99% das cidades brasileiras habilitadas ao recebimento do recurso.
FONTE:
Conheça as fases da mobilização contra a dengue nas escolas
Durante 20 semanas, serão realizadas, pelos Ministérios da Educação e da Saúde, ações de prevenção, sensibilização e conscientização de estudantes, alunos e toda a comunidade escolar
O Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde (MS) promoverão, nas próximas 20 semanas, ações do Programa Saúde na Escola (PSE) para a Mobilização Nacional “Combate ao Mosquito nas Escolas: Brasil Unido contra a Dengue”. As ações buscam prevenir a doença, devido ao aumento significativo do número de casos em todo o País. A mobilização foi lançada na última quarta-feira, 21 de fevereiro, e já começou com a disponibilização de produtos de comunicação como parte da estratégia de mobilização dos territórios. Embora focada na sensibilização de estados e municípios que aderiram ao PSE, os materiais disponíveis podem ser acessados por qualquer escola, permitindo a realização de atividades de educação e aprendizagem integradas à questão do controle vetorial do mosquito da dengue.
Fases de Mobilização – A Fase 1 é a “Preparação” e será realizada entre as Semanas 1 e 3, com o lançamento da campanha; o planejamento de ações pela gestão local do PSE na saúde e na educação; e o desenvolvimento de materiais de comunicação, como cartazes, panfletos e vídeos.
A Fase 2, que ocorrerá entre as Semanas 4 e 6, é a “Sensibilização”. Nela haverá o lançamento oficial da campanha em todas as escolas participantes do PSE; a realização de exposições dialogadas; rodas de conversas; distribuição de materiais informativos para conscientização; e demais atividades educativas, para sensibilizar alunos, professores e funcionários sobre a importância da prevenção da dengue.
Na Fase 3, entre as Semanas 7 e 10, haverá o “Engajamento”, com a realização de ações práticas nas escolas e atividades educativas e interativas, como gincanas, teatros e jogos. A expectativa é desenvolver os alunos de maneira lúdica na prevenção da dengue e incentivar a participação da comunidade escolar nas ações da campanha.
Já a Fase 4 é a da “Intensificação” da mobilização, entre as Semanas 11 e 15. Nela, os Ministérios buscarão reforçar as atividades educativas e práticas de prevenção à dengue, com a realização de eventos temáticos — feiras de saúde e rodas de conversa com profissionais da Saúde. Haverá, ainda, a ampliação da divulgação da campanha para a comunidade local, por meio de mídias sociais, rádios, jornais e outros meios de comunicação.
Por fim, na Fase 6, última etapa, ocorrerá a “Avaliação e o Encerramento” da campanha, entre as Semanas 16 e 20. Será realizada, nesse período, a análise dos dados epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde, sobre a notificação de casos de dengue e focos do mosquito Aedes aegypti nos territórios das escolas participantes. Além disso, onde for necessário, os Ministérios promoverão uma nova intensificação de ações. Nessa fase também serão elaborados os relatórios finais, com a descrição de todas as atividades realizadas e os resultados obtidos, para orientar as iniciativas de prevenção à dengue.
Trilhas –
Semanalmente, serão disponibilizadas, na Plataforma MEC de Recursos Educacionais Digitais (MEC RED), as Trilhas de Ação para secretários de Educação e Saúde, diretorias de escola e docentes. Entre as atividades previstas, estão a organização e mobilização de “Agrupamentos Escolares”, com a missão de realizar ações preventivas semanalmente nas escolas; gincana escolar envolvendo professores, alunos e a comunidade junto a Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate a Endemias (ACE); teatro educativo; oficinas criativas para criação de materiais de conscientização sobre as doenças causadas pelo mosquito (arboviroses), prevenção, sintomas e tratamento.
Outras ações realizadas serão exposições dialogadas; rodas de conversa; a criação de guias educativos impressos ou digitais que os estudantes possam levar para casa, em linguagem popular e acessível; o Mural da Prevenção; e concursos criativos para estimular a criatividade dos alunos, que podem escrever redações e criar desenhos ou vídeos que abordem a prevenção, sintomas e ações.
PSE –
O Programa Saúde na Escola é uma iniciativa intersetorial dos Ministérios da Saúde e da Educação que tem a finalidade de contribuir para o pleno desenvolvimento dos estudantes da rede pública de ensino da educação básica, por meio da articulação entre os profissionais de Saúde da Atenção Primária e dos profissionais da Educação. Instituído pelo Decreto nº 6.286/2007, atualmente é regulamentado pela Portaria Interministerial nº 1.055/2017.
Além disso, o PSE é uma estratégia de integração permanente da Saúde e Educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras. O objetivo é o desenvolvimento da formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica, com ações de prevenção, promoção e atenção à saúde.
Dessa forma, as políticas de saúde e educação voltadas a crianças, adolescentes, jovens e adultos da educação básica pública brasileira se unem para promover saúde e educação integral, fortalecendo as ações de enfrentamento de vulnerabilidades, ampliando o acesso aos serviços de saúde e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos estudantes brasileiros.
Fonte: MEC
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