Críticas as ideias do principal adversário
Quando o adversário vira o próprio programa de governo
Por André Negrão
Bom dia.
Acompanhei as sabatinas dos candidatos à Presidência da República e uma coisa me chamou particularmente a atenção: a frequência com que o nome de Luiz Inácio Lula da Silva aparece nas falas dos candidatos identificados com a direita.
É perfeitamente legítimo que um candidato faça críticas ao governo, ao presidente ou às ideias de seu principal adversário. Em uma democracia, oposição, fiscalização e divergência fazem parte do jogo político. O problema começa quando a crítica deixa de ser um instrumento para apresentar uma alternativa e passa a ocupar o lugar da própria proposta.
Foi exatamente essa impressão que tive ao acompanhar a sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo. Durante aproximadamente 30 minutos de entrevista, contei 26 menções ao nome de Lula. Se essa contagem estiver correta, significa que, em média, o nome do atual presidente apareceu quase uma vez a cada minuto e dez segundos.
Mais importante do que o número, entretanto, é a pergunta que ele provoca:
quando um candidato fala tanto sobre seu adversário, quanto tempo sobra para explicar ao eleitor o que pretende fazer?
Essa é uma questão que deveria interessar tanto à esquerda quanto à direita.
Uma campanha presidencial não deveria ser construída simplesmente em torno de “sou contra Lula”, assim como também não deveria ser construída apenas em torno de “sou contra Bolsonaro”. O Brasil é muito maior do que seus personagens políticos.
O eleitor precisa saber como determinado candidato pretende melhorar a educação, reduzir a criminalidade, enfrentar o déficit habitacional, ampliar o atendimento de saúde, criar empregos, melhorar a infraestrutura, controlar gastos públicos, aumentar a produtividade, enfrentar a desigualdade e, principalmente, transformar promessas eleitorais em políticas públicas que possam ser executadas e fiscalizadas.
Dizer que Lula é responsável por todos os problemas do Brasil é uma explicação fácil demais para uma realidade extremamente complexa. Da mesma maneira, dizer que todos os problemas brasileiros desaparecerão simplesmente porque Lula ou qualquer outro político deixará o poder também é uma simplificação perigosa.
O Brasil possui problemas estruturais que atravessam governos e gerações.
Temos desigualdade histórica, deficiência educacional, violência, corrupção, burocracia, baixa produtividade, problemas de saneamento, dificuldades de mobilidade urbana, concentração de renda, desafios fiscais e uma enorme distância entre aquilo que está escrito nas leis e aquilo que efetivamente chega à população.
Nenhum desses problemas nasceu ontem.
E nenhum desaparecerá simplesmente porque um determinado presidente foi derrotado nas urnas.
É justamente por isso que considero preocupante quando uma candidatura parece precisar constantemente de um inimigo para justificar sua existência.
O eleitor não deveria escolher apenas contra alguém. Deveria escolher a favor de alguma coisa.
Se um candidato afirma que Lula é ruim, a pergunta seguinte deveria ser inevitável:
“E o que você fará de diferente?”
Se afirma que o governo atual fracassou, é necessário explicar em quais áreas, apresentar números, demonstrar as consequências e, sobretudo, mostrar qual seria a alternativa.
Se promete segurança pública, precisa explicar como financiará suas propostas, quais instituições serão envolvidas, quais medidas serão adotadas e como será possível avaliar os resultados.
Se promete crescimento econômico, precisa explicar de onde virão os investimentos.
Se promete redução de impostos, precisa explicar como compensará a perda de arrecadação
Se promete mais recursos para saúde e educação, precisa mostrar de onde sairão esses recursos.
Isso é política séria.
Porque governar não é fazer discurso em palanque. Governar é administrar recursos limitados diante de necessidades praticamente ilimitadas.
Por isso, quando observo uma sabatina presidencial, não estou interessado apenas em saber quem o candidato odeia, quem ele critica ou contra quem pretende lutar.
Quero saber o que ele pretende construir.
Existe uma diferença gigantesca entre fazer oposição a alguém e apresentar uma alternativa para o país.
A política brasileira frequentemente transforma eleições em uma disputa de rejeição. O eleitor acaba sendo convencido de que precisa votar contra alguém, e não necessariamente a favor de um projeto.
E isso é perigoso.
Porque, quando o adversário se transforma no centro absoluto da campanha, existe o risco de o candidato desaparecer atrás do próprio discurso de oposição.
Nesse sentido, a pergunta que deixo para os candidatos da direita — e, na verdade, para candidatos de qualquer orientação ideológica — é simples:
se vocês acreditam que Lula está errado, mostrem ao Brasil onde está o caminho certo.
Não basta dizer que Lula é incompetente.
Mostrem competência.
Não basta dizer que o governo está errado.
Mostrem a alternativa.
Não basta apontar problemas.
Apresentem soluções.
Não basta falar do passado.
Expliquem o futuro.
E não basta repetir o nome de Lula dezenas de vezes.
O eleitor quer saber o nome das propostas.
Quero deixar claro que essa reflexão não significa afirmar que a esquerda esteja automaticamente certa ou que Lula esteja acima de críticas. Muito pelo contrário. Qualquer presidente precisa ser questionado, fiscalizado e responsabilizado politicamente por suas decisões.
A democracia não precisa de políticos intocáveis.
Precisa de políticos questionáveis, fiscalizáveis e comparáveis.
O eleitor deveria poder colocar propostas lado a lado e perguntar:
Quem tem o melhor plano para a educação?
Quem apresenta a política de segurança pública mais consistente?
Quem tem condições de equilibrar responsabilidade fiscal e investimento social?
Quem possui uma estratégia concreta para gerar empregos?
Quem apresenta medidas realistas para melhorar a saúde?
Quem consegue explicar como pretende executar aquilo que promete?
Essas são perguntas muito mais importantes do que simplesmente perguntar quem fala mais alto ou quem ataca melhor o adversário.
No final das contas, uma eleição presidencial deveria ser uma competição de projetos, não uma competição para descobrir quem consegue mencionar mais vezes o nome do adversário.
Porque existe uma ironia nisso tudo:
quando um candidato passa tempo demais falando sobre seu adversário, pode acabar fazendo exatamente aquilo que não deveria fazer — transformá-lo no protagonista de sua própria campanha.
E talvez essa seja a reflexão mais importante.
Se Lula é realmente o grande problema que determinados candidatos dizem ser, então eles deveriam desejar falar menos sobre Lula e muito mais sobre aquilo que pretendem fazer quando chegarem ao poder.
Porque o Brasil não precisa apenas de alguém que diga:
“Eu sou contra Lula.”
O Brasil precisa de alguém capaz de explicar:
“Eu sou a favor deste projeto, desta política pública, desta estratégia econômica, desta educação, desta segurança, deste modelo de desenvolvimento — e aqui está como pretendo fazer.”
É isso que transforma uma candidatura em projeto político.
O resto é apenas disputa eleitoral.
Ass : André Luiz Thiago também conhecido por André negrão
FONTE:
https://www.facebook.com/profile.php?id=100002807573028&locale=pt_BR
----------------
Quando a ideologia substitui o projeto: política, religião e a obrigação de prestar contas
Por André Negrão
Boa noite.
Hoje, observando as campanhas políticas e o comportamento de determinados grupos que se apresentam como representantes da direita brasileira, comecei a fazer uma pergunta muito simples, porém extremamente importante: quando um candidato passa mais tempo atacando o adversário do que explicando aquilo que pretende fazer pelo cidadão, qual é exatamente o projeto que está sendo apresentado ao eleitor?
Essa pergunta não é uma defesa automática da esquerda, tampouco uma condenação automática da direita. É uma pergunta sobre democracia.
Uma eleição deveria ser uma disputa de ideias, propostas, prioridades, resultados e projetos de governo. O eleitor deveria conseguir perguntar a qualquer candidato:
O que você pretende fazer pela educação?
Como pretende melhorar a saúde pública?
Como vai combater a criminalidade?
Como pretende gerar empregos?
Como vai melhorar o transporte?
Como pretende diminuir desigualdades?
De onde virá o dinheiro para executar suas promessas?
Quais serão as metas?
Quanto custará?
Como o cidadão poderá fiscalizar?
Essas são perguntas de uma democracia adulta.
Entretanto, parte do discurso político contemporâneo parece ter encontrado um caminho muito mais fácil: transformar o adversário em inimigo.
Em vez de apresentar um projeto detalhado, fala-se de Lula.
Em vez de explicar uma política educacional, ataca-se professor ou estudante.
Em vez de discutir segurança pública, utiliza-se o medo.
Em vez de apresentar um programa econômico, fala-se de costumes.
Em vez de responder sobre administração pública, aparece a religião.
E aqui existe uma questão que precisa ser enfrentada com muita honestidade.
A Bíblia não é propriedade de partido político algum.
A fé cristã não pertence à direita, à esquerda, ao centro, ao PL, ao PT ou a qualquer outra legenda.
Jesus Cristo não disputou eleição.
Jesus não criou partido.
Jesus não construiu sua mensagem em torno da destruição de adversários políticos.
E, principalmente, Jesus não ensinou que alguém se torna moralmente correto simplesmente porque pronuncia o nome de Deus.
Por isso, quando um político utiliza símbolos cristãos, fala constantemente em Deus, família e valores morais, a pergunta não deveria ser apenas se ele conhece versículos bíblicos.
A pergunta deveria ser:
As atitudes dele são compatíveis com aquilo que ele diz defender?
Essa é uma pergunta legítima.
Porque é muito fácil falar sobre família.
Difícil é respeitar o próximo.
É fácil falar sobre Deus.
Difícil é agir com honestidade quando ninguém está olhando.
É fácil falar contra a corrupção.
Difícil é aceitar fiscalização, investigação e prestação de contas quando a suspeita envolve alguém do próprio grupo político.
É fácil acusar o adversário.
Difícil é reconhecer um erro cometido por alguém que pertence ao nosso lado.
E esse talvez seja um dos maiores problemas da política brasileira: o cidadão frequentemente deixa de avaliar o comportamento do político e passa a avaliar apenas o comportamento do inimigo político dele.
Se o adversário é investigado, imediatamente ele é chamado de corrupto.
Se alguém do nosso grupo é investigado, imediatamente aparecem justificativas.
Essa lógica é perigosíssima.
Porque corrupção não muda de natureza dependendo da filiação partidária.
Dinheiro público não é de esquerda nem de direita.
Propina não é progressista nem conservadora.
Fraude em licitação não é socialista nem liberal.
Desvio de dinheiro público não se torna aceitável porque o acusado utiliza uma bandeira do Brasil, uma camisa de partido ou uma passagem bíblica.
Crime deve ser investigado independentemente de quem esteja envolvido.
E é exatamente por isso que vale olhar para os fatos.
O exemplo de Santa Catarina
Santa Catarina oferece um exemplo que deveria servir para todos os grupos políticos.
Em janeiro de 2024, levantamento divulgado após uma sequência de operações anticorrupção apontava que 18 prefeitos catarinenses haviam sido presos em pouco mais de um ano. Entre os casos registrados naquele levantamento estavam quatro prefeitos ligados ao Partido Liberal: Douglas Elias Costa, de Barra Velha; Vicente Corrêa Costa, de Capivari de Baixo; Marlon Roberto Neuber, de Itapoá; e Ari Bagúio, de Ponte Alta do Norte.
Douglas Elias Costa, do PL, foi preso em janeiro de 2024 durante a Operação Travessia, que investigava suspeitas envolvendo corrupção, organização criminosa e fraudes em licitações. A defesa, na ocasião, negou o envolvimento do prefeito.
Ari Bagúio, também do PL, foi preso na mesma semana, em uma operação que investigava suspeitas de corrupção relacionadas a contratos de serviços de limpeza.
Marlon Neuber, do PL, então prefeito de Itapoá, foi preso preventivamente na Operação Mensageiro. A própria Câmara Municipal registra que a investigação envolvia um esquema de corrupção relacionado a contratos de coleta de lixo e que Neuber posteriormente se tornou réu.
Esse caso merece uma atenção especial porque posteriormente houve condenação. Reportagem da Globo registra que Marlon Neuber foi sentenciado a 18 anos de prisão no âmbito da Operação Mensageiro.
Existe, portanto, uma diferença fundamental entre dizer:
“fulano foi acusado”
e dizer:
“fulano foi condenado”.
A primeira frase descreve uma acusação.
A segunda descreve uma decisão judicial.
Misturar essas duas situações é irresponsabilidade.
E é justamente esse cuidado que deveria existir em qualquer debate político.
O problema não é o PL. O problema é transformar partido em religião.
Se um prefeito do PL for acusado injustamente, deve ter direito à defesa.
Se um prefeito do PT for acusado injustamente, também.
Se um político do PL for condenado, não deve ser protegido porque pertence à direita.
Se um político do PT for condenado, não deve ser protegido porque pertence à esquerda.
É simples.
A Justiça não deveria perguntar em quem o cidadão votou antes de aplicar a lei.
E o eleitor também não deveria perguntar em quem o acusado votou antes de decidir se a corrupção é grave.
Essa é a maturidade política que o Brasil precisa alcançar.
Porque existe uma contradição gigantesca quando alguém passa anos dizendo que determinada ideologia é responsável por toda a corrupção do país, mas, quando aparecem investigações envolvendo pessoas de seu próprio campo político, muda imediatamente o discurso para:
“É perseguição.”
“É armação.”
“É perseguição política.”
“É invenção da esquerda.”
Pode ser?
Pode.
Por isso existem investigação, Ministério Público, Polícia, defesa, Judiciário, provas e contraditório.
Mas também pode não ser.
E se não for, a investigação precisa continuar.
E onde entra a religião?
Entra justamente no ponto mais delicado.
A utilização da religião na política não é necessariamente um problema.
Um cristão pode ser político.
Um pastor pode ser político.
Um católico pode ser político.
Um evangélico pode ser político.
Um ateu também pode ser político.
O problema começa quando a religião é utilizada como mecanismo de blindagem moral.
Quando alguém passa a insinuar:
“Não questione minhas atitudes porque eu defendo Deus.”
Isso é perigoso.
Jesus nunca ensinou que alguém deveria ser protegido de questionamentos porque dizia acreditar em Deus.
Pelo contrário.
A tradição cristã é repleta de advertências contra hipocrisia, falsidade, corrupção moral e abuso de poder.
Por isso, não basta colocar “Deus” no discurso.
É preciso demonstrar caráter nas atitudes.
Não basta falar de família.
É preciso respeitar pessoas.
Não basta defender a moral.
É preciso agir moralmente quando existe dinheiro, poder e oportunidade de obter vantagem.
Não basta acusar o outro de corrupção.
É necessário aceitar que o próprio lado também seja investigado.
E existe outro problema: a política do ataque permanente
Quando uma campanha política é construída quase exclusivamente em torno de atacar Lula, atacar o PT, atacar estudantes, atacar professores, atacar jornalistas, atacar instituições ou atacar quem pensa diferente, surge uma pergunta inevitável:
E o projeto?
Porque derrotar alguém não é um projeto de governo.
Ser contra Lula não explica como administrar uma cidade.
Ser contra o PT não constrói hospital.
Atacar estudante não melhora a educação.
Ofender professor não aumenta a qualidade do ensino.
Criticar um presidente não resolve automaticamente o problema da segurança.
E falar diariamente sobre o adversário não significa apresentar uma alternativa.
Um candidato precisa dizer:
“Eu quero fazer isso.”
“Minha prioridade será esta.”
“Vou gastar tanto.”
“Minha meta será esta.”
“Em quatro anos pretendo entregar aquilo.”
“Se eu não cumprir, o eleitor poderá me cobrar.”
Isso é política.
O resto pode ser apenas espetáculo eleitoral.
O eleitor precisa parar de escolher somente pelo ódio
Talvez essa seja a maior reflexão.
O político inteligente descobriu uma coisa muito poderosa: é mais fácil mobilizar pessoas pelo medo e pelo ódio do que pela complexidade de um projeto administrativo.
Explicar orçamento é difícil.
Explicar reforma tributária é difícil.
Explicar saneamento é difícil.
Explicar planejamento urbano é difícil.
Explicar segurança pública é difícil.
Explicar educação é difícil.
Mas dizer:
“Eles são nossos inimigos”
é extremamente fácil.
E quando a política vira uma guerra permanente entre “nós” e “eles”, o cidadão deixa de perguntar:
“O que você vai fazer?”
e passa a perguntar:
“Quem você vai destruir?”
Esse é um empobrecimento da democracia.
A pergunta que deveria ser feita a todos
Eu não quero um político que concorde comigo em tudo.
Quero um político que consiga apresentar argumentos.
Não quero alguém que simplesmente ataque meu adversário.
Quero alguém capaz de explicar seu projeto.
Não quero alguém que utilize Deus para parecer moralmente superior.
Quero alguém que aceite fiscalização.
Não quero alguém que diga apenas que é contra a corrupção.
Quero alguém que permita que suas contas sejam examinadas.
Não quero alguém que me ensine quem devo odiar.
Quero alguém que explique como pretende melhorar a vida da população.
Porque, no final, existe uma verdade que nenhuma ideologia deveria conseguir esconder:
o dinheiro administrado pelo prefeito pertence à população.
É dinheiro do trabalhador.
É dinheiro do comerciante.
É dinheiro da empresa que paga imposto.
É dinheiro da pessoa que abastece o carro.
É dinheiro da família que compra comida.
É dinheiro de quem paga uma conta e, dentro dela, paga impostos.
Portanto, quando existe suspeita de corrupção dentro de uma prefeitura, não estamos falando apenas de uma disputa partidária.
Estamos falando do dinheiro de milhões de brasileiros.
E é justamente por isso que não devemos perguntar se o político é de direita ou de esquerda.
Devemos perguntar:
Ele é honesto?
Se houver acusação, investigue.
Se houver prova, responsabilize.
Se houver inocência, reconheça.
Se houver condenação, cumpra-se a lei.
E se o acusado for nosso amigo político, nossa obrigação não é defendê-lo cegamente.
Nossa obrigação é defender a verdade.
Porque democracia não é proteger o nosso lado.
Democracia é aceitar que a mesma regra precisa valer para o nosso lado e para o lado contrário.
E talvez seja exatamente aí que começa uma política verdadeiramente cristã, verdadeiramente democrática e verdadeiramente republicana:
não quando alguém grita mais alto o nome de Deus,
não quando alguém coloca a bandeira do Brasil nas costas,
não quando alguém passa o dia atacando Lula,
não quando alguém transforma o adversário em inimigo,
mas quando alguém tem coragem de dizer:
“Se houver corrupção, investigue. Se houver prova, responsabilize. E se o criminoso estiver do meu lado, que a Justiça também alcance o meu lado.”
Isso não é esquerda.
Isso não é direita.
Isso é simplesmente respeito pela República.
Ass : André Luiz Thiago também conhecido por André negrão
Fonte:
https://www.facebook.com/profile.php?id=100002807573028&locale=pt_BR





