Derrota no tapetão

'DERROTA DO TAPETÃO BOLSONARISTA NO TSE: CORREGEDOR-GERAL REJEITA PEDIDO DE FLÁVIO PARA CENSURAR SINDICATOS E UNIVERSIDADES E REAFIRMA LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA'
"A tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de instrumentalizar a Justiça Eleitoral para criminalizar o movimento sindical, calar os estudantes e asfixiar a mobilização popular em favor da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu um revés contundente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em decisão proferida nesta quinta-feira (15), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou os pedidos de liminar protocolados pela defesa do candidato do PL que pretendiam interditar o uso de sedes sindicais, censurar panfletagens em ambientes universitários e impor ordens genéricas de retenção de dados às plataformas digitais (Meta, X e Google).
Ao classificar as medidas requeridas pelo bolsonarismo como desproporcionais e perigosamente amplas, o magistrado ressaltou que a legislação não pode servir de pretexto para sufocar garantias constitucionais basilares, como a liberdade de expressão, de associação e a histórica atividade política dos trabalhadores.
A decisão desmonta a investida persecutória da extrema-direita e expõe o desespero do comitê de Flávio a nove dias do segundo turno:Rejeição contundente da censura prévia às entidades e aos estudantes: O corregedor barrou a pretensão autoritária do PL de transformar o tribunal em instrumento de vigilância contra a livre organização social.
Cueva frisou que reuniões políticas lícitas e manifestações de apoio a candidaturas são asseguradas pelo Estado Democrático de Direito, alertando que nenhuma norma eleitoral pode ser manipulada para decretar interdições prévias e generalizadas contra sindicatos e centros acadêmicos. A distribuição de panfletos informativos em universidades e assembleias de trabalhadores permanece rigorosamente protegida pela Constituição Federal;
A farsa do processo de arrastão: 37 nomes lançados sem qualquer prova: A decisão expôs o amadorismo e a má-fé da petição inicial do PL, que tentou inflar a ação acusando mais de 50 dirigentes de oito centrais sindicais (incluindo CUT, Andes-SN, APUFPR, Sintect-RJ e sindicatos petroleiros).
Ao analisar os autos, o ministro constatou que 37 dirigentes sequer foram citados na narrativa fática da denúncia, funcionando como mera manobra de intimidação. Diante da fragilidade da acusação, Cueva deu prazo peremptório de 72 horas para que Flávio Bolsonaro individualize e comprove as supostas condutas de cada dirigente, sob pena de extinção imediata do processo contra a imensa maioria dos citados;
Prazos para defesa e verificação pontual no Rio de Janeiro: O corregedor limitou o recebimento da ação estritamente à análise preliminar sobre Lula, o vice Geraldo Alckmin e cinco lideranças sindicais específicas, fixando prazo de cinco dias para manifestação das defesas.
Além disso, solicitou que o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) preste esclarecimentos burocráticos em 24 horas sobre o funcionamento de comitês voluntários, deixando claro que qualquer deliberação futura dependerá unicamente de provas materiais concretas, e não de bravatas partidárias;
O contraste ético: perseguição a trabalhadores versus aliança com facções: A obsessão da campanha de Flávio em mobilizar advogados para tentar fechar sedes de trabalhadores e perseguir jovens nas periferias e universidades contrasta de forma acachapante com a realidade policial de seu próprio grupo.
Enquanto o PL tenta criminalizar a solidariedade sindical, a Polícia Federal prendeu preventivamente o principal articulador político de Flávio no Rio, o ex-prefeito Márcio Canella — indicado do senador para disputar o Senado com sua mãe, Rogéria Bolsonaro, na suplência —, formalmente acusado de operar como "patrono" de esquemas ligados à cúpula do Comando Vermelho e a milícias armadas;
Pânico com a força do movimento popular após a histórica vitória da escala 6x1: O recurso sistemático ao tapetão judicial reflete o pavor do comitê bolsonarista diante da reação popular nas ruas.
Após a aprovação e a promulgação histórica da PEC do fim da escala 6x1 no Congresso Nacional (75 a 1 no Senado), seguida pelo anúncio de Lula da PEC da Tarifa Zero nos transportes aos fins de semana e a projeção do FMI de que o Brasil será a 8ª economia mundial em 2027, o bolsonarismo perdeu completamente a disputa programática. Sem ter o que apresentar ao povo trabalhador, o PL recorre à censura judicial para tentar frear a onda de mobilização que já colocou a disputa em empate técnico (51% a 49% no Datafolha);
Munição decisiva para o debate deste domingo na TV Bandeirantes: O revés no TSE chega a menos de 48 horas do primeiro confronto direto na Band, marcado para o próximo domingo (18), às 20h.
No centro do palco, Flávio Bolsonaro terá que encarar Lula frente a frente e explicar ao país por que seu partido persegue professores, operários e carteiros na Justiça, enquanto seu coordenador de campanha, Rogério Marinho, fugiu covardemente da votação que garantiu dois dias de descanso remunerado para as famílias brasileiras.
A organização dos trabalhadores, a livre manifestação do pensamento e a soberania das urnas não serão dobradas por manobras judiciais ou pelo medo. No domingo, no palco da TV Bandeirantes, e nas urnas em 25 de outubro, a verdade do povo que produz a riqueza do Brasil vencerá o ódio e a perseguição com a reeleição de Lula 13!"
FONTE:
Fanpage do Hilton Aquino
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O ESCÂNDALO DA 'TURMA DO KN' ASSOMBRA O JUDICIÁRIO: DESEMBARGADOR DO TRF-1 ALEGA INSÔNIA APÓS REVELAÇÃO DE FARRA NO FASANO, MANSÃO NO CARNAVAL E CONTRATO DE R$ 427 MILHÕES COM O BANCO MASTER DE DANIEL VORCARO
O submundo de promiscuidade entre o sistema financeiro liquidado e setores do Poder Judiciário foi exposto em detalhes estarrecedores nesta sexta-feira (16), desnudando as conexões do esquema que operava sob a chancela da chamada "Turma do KN". Abalado pela divulgação de diálogos comprometedores obtidos em investigações, o desembargador federal Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), passou a procurar autoridades em Brasília em busca de socorro institucional, relatando que ele e sua esposa, a advogada Camilla Ramos, encontram-se sob forte medicação controlada para insônia. A crise instalou-se após a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) instaurar procedimento formal e sigiloso para apurar a atuação do magistrado em favor do banqueiro Daniel Vorcaro — dono do Banco Master e atualmente preso preventivamente pela Polícia Federal —, envolvendo diretamente o ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro.
Entenda as revelações do esquema de compadrio e por que as denúncias confirmam a urgência da Reforma do Judiciário proposta pela chapa Lula-Alckmin:
O desespero da 'Turma do KN' e a devassa no CNJ: As mensagens interceptadas expõem a intimidade explícita entre Vorcaro, o desembargador Newton Ramos e sua mulher, tratados no grupo como membros orgânicos da "Turma do KN" — sigla que o próprio ministro Kassio Nunes Marques não nega se referir às suas iniciais. A abertura de procedimento investigatório disciplinar pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça desmontou a blindagem corporativa da qual o grupo desfrutava, levando o magistrado do TRF-1 ao isolamento e à busca desesperada de apoio político nos bastidores da capital;
O contrato de R$ 427 milhões e as mensagens celebrando votos no STF: As apurações revelaram a existência de um vultoso contrato de honorários advocatícios firmado pelo Banco Master com o escritório de Camilla Ramos, esposa do desembargador. O acerto previa o pagamento de estonteantes R$ 427 milhões à banca caso o tribunal liberasse cerca de R$ 8,5 bilhões em precatórios e ativos de interesse direto do banco de Vorcaro. Em diálogos de WhatsApp anexados aos autos, o casal comemora efusivamente decisões e votos favoráveis proferidos por Kassio Nunes Marques nos processos que beneficiavam as instituições do banqueiro;
Regalias de luxo, diária no Fasano, mansão no Rio e acompanhante: A relação entre o operador financeiro e as autoridades extrapolou qualquer verniz de legalidade. A investigação revelou que Daniel Vorcaro custeou despesas nababescas para os integrantes da "Turma do KN", incluindo o pagamento de hospedagem no luxuoso Hotel Fasano para o ministro, o aluguel de uma mansão exclusiva no Rio de Janeiro para que o grupo assistisse ao desfile das escolas de samba campeãs no Carnaval de 2024 e até mesmo a contratação de acompanhante de luxo paga com recursos do banqueiro que fraudou o Banco de Brasília (BRB) em R$ 12,2 bilhões;
Ação imediata do PT e a validação da Reforma do Judiciário de Lula e Alckmin: Diante da gravidade das provas materiais, o Partido dos Trabalhadores formalizou pedido de investigação rigorosa sobre a conduta de Kassio Nunes Marques. O escândalo confirma com precisão cirúrgica a necessidade do projeto anunciado ontem em Salvador pelo vice-presidente Geraldo Alckmin: a Reforma do Judiciário com mandatos fixos de 10 a 12 anos no STF e a criação de um Código de Ética rigoroso que proíba expressamente cônjuges e parentes de magistrados de advogarem e lucrarem centenas de milhões nos tribunais onde seus familiares exercem jurisdição;
A hipocrisia de Flávio Bolsonaro e o pavor a 48 horas do debate na Band: O comitê de Flávio Bolsonaro (PL) entrou em pânico com o vazamento da "Turma do KN". Enquanto a extrema-direita finge indignação moralista contra o STF para tentar anistiar golpistas e cassar ministros que combatem o crime, silencia de forma vergonhosa sobre as farras bancadas por Vorcaro para os magistrados ungidos pelo próprio bolsonarismo. Flávio não tem como explicar sua proximidade com Vorcaro no caso Dark Horse (evasão de US$ 24 milhões), nem a prisão preventiva pela PF de seu operador político Márcio Canella por ligações com o Comando Vermelho.
A República não pode ser refém de banquetes clandestinos, negociatas com precatórios bilionários e esquemas de compadrio que enriquecem escritórios de família às custas do erário. O povo brasileiro exige instituições limpas, transparentes e comprometidas com a soberania da lei. No próximo domingo, no debate da Band, e no dia 25 de outubro nas urnas, a firmeza e a coragem reformista de Lula e Alckmin derrotarão a farsa moralista e os esquemas da extrema-direita com o voto 13!
FONTE:
https://www.facebook.com/HiltonAquino?locale=pt_BR
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MENSAGENS REVELAM COMO DANIEL VORCARO ORGANIZOU FESTA PRIVADA COM GAROTAS DE PROGRAMA PARA O MINISTRO KASSIO NUNES
Um conjunto de 125 mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal e obtido pela revista piauí, revela os bastidores de uma festa íntima realizada em 28 de fevereiro de 2025 no tríplex de Vorcaro, no Itaim Bibi, em São Paulo. O encontro teve como convidado de honra o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A organização da noitada mobilizou uma rede de sete funcionários e prestadores de serviços — incluindo dois motoristas, um chef de cozinha, um mordomo, um arquiteto, uma faxineira e uma agenciadora de garotas de programa. O custo da recepção ultrapassou R$ 27 mil, com itens que incluíram carnes nobres, trufas e R$ 15,1 mil em caviar.
ESTRUTURA E LOGÍSTICA DO ENCONTRO
As tratativas começaram dois dias antes do evento. Na madrugada de 26 de fevereiro, o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, contatou o agente de viagens de Vorcaro para solicitar uma reserva no Hotel Fasano do Itaim Bibi — empreendimento do qual o banqueiro era sócio —, mencionando o código “KN”, em referência a Kassio Nunes.
No dia do evento, Vorcaro coordenou os detalhes de infraestrutura e atendimento ao convidado:
● Orientação e regras: O banqueiro exigiu o recolhimento dos celulares dos presentes ("Só lembra que sem celular") e ordenou ajustes na decoração e climatização do imóvel antes da chegada dos convidados.
● Chegada dos convidados: Às 14h04, as garotas de programa contratadas começaram a chegar ao local, seguidas pelos convidados que desembarcaram em um veículo Ford Fusion preto.
● Uso das instalações: Às 20h56, o mordomo do imóvel relatou a Vorcaro que havia liberado um dos quartos para o ministro e cinco mulheres. Mais tarde, enviou registros da movimentação na área da piscina e, após a saída dos presentes, encaminhou fotos de preservativos usados e peças de roupa íntima deixadas no local.
Enquanto acompanhava o evento à distância, Vorcaro afirmou em mensagem ao ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, que estava "fazendo graça para ministro em SP".
BASTIDORES FINANCEIROS E ROMBO MILIONÁRIO
Paralelamente à organização do encontro, as mensagens registram a apreensão de Vorcaro com a situação de liquidez do Banco Master naquela mesma sexta-feira.
A instituição financeira enfrentava um déficit operacional e utilizou R$ 1,25 bilhão do depósito compulsório junto ao Banco Central para manter as operações do dia. Diante do rombo, registrado em conversas com executivos do banco por volta das 20h20, Vorcaro determinou a demissão de diretores e projetou a recomposição de caixa para o período pós-Carnaval.
CONEXÕES E DESDOBRAMENTOS INSTITUCIONAIS
O episódio insere-se em uma série de desdobramentos investigativos envolvendo o Banco Master e o Supremo Tribunal Federal:
● Repasses e vínculos: Documentos revelam que a instituição financeira realizou transferências no valor de R$ 6,6 milhões para a consultoria Consult Inteligência Tributária. A empresa repassou R$ 282 mil a Kevin Marques, filho do ministro. Outros registros apontam pagamentos mensais de R$ 500 mil ao filho do magistrado.
● Decisões judiciais: Cinco meses antes do evento em São Paulo, o ministro Nunes Marques proferiu o voto de desempate na Segunda Turma do STF no chamado "caso Alcídia", decisão favorável a precatórios do setor sucroalcooleiro que impactavam o balanço do Banco Master.
● Sessão no STF: Em setembro, após o surgimento das primeiras denúncias sobre o caso na imprensa, Nunes Marques declarou suspeição e abstendeu-se de votar em julgamento no STF relativo ao Banco Master, alegando a necessidade de preservar sua posição na presidência do TSE.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não instaurou procedimentos internos ou apurações disciplinares a respeito dos fatos informados.
O OUTRO LADO
Procurado para prestar esclarecimentos sobre a presença no evento, eventual contratação de serviços e a viabilidade de sua permanência na condução de processos do Banco Master e na presidência do TSE, o ministro Kassio Nunes Marques manifestou-se por meio de nota oficial:
— "O ministro Kassio Nunes Marques nunca votou a favor de Daniel Vorcaro (inclusive deu voto pela manutenção da prisão), nunca trocou mensagens com ele e nem pediu nada ao banqueiro. O ministro também nunca autorizou ninguém a falar em nome dele e não pode se responsabilizar por conversas ou ações de terceiros."
Foto: Imagem gerada em IA para ilustrar a matéria / Mídia Informal
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