Elevar o nível da aprendizagem nas escolas
Leite anunciará medidas para elevar o nível da aprendizagem nas escolas
Medidas de estímulo aos professores serão detalhadas nesta quarta-feira (13), no Teatro da Feevale, em reunião com 1,2 mil diretores
Com a presença de 1,2 mil diretores de escolas estaduais reunidos no Teatro da Feevale, em Novo Hamburgo, o governador Eduardo Leite fará nesta quarta-feira (13) anúncios de impacto para tentar elevar o nível de aprendizagem nas escolas. O objetivo é melhorar a posição do Rio Grande do Sul no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que se baseia não apenas nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), mas também na redução da evasão e da repetência.
O seminário, batizado de Líderes Transformadores – Rumo ao Saeb 2025, reunirá os diretores de escolas para uma imersão que começa às 9h e vai até as 17h, com a presença da secretária Raquel Teixeira e de diretores da Seduc. Leite fará o anúncio às 16h30min, no encerramento da programação.
Nem o Palácio Piratini nem a Secretaria da Educação adiantam o que será anunciado por Leite. Ressaltam apenas que são medidas importantes e inéditas. Como a coluna acompanha com lupa as discussões sobre educação, pode adiantar que o governo não tentará reinventar a roda. As medidas que estão em discussão partem de exemplos que deram certo em outros Estados e que passam pelo comprometimento de diretores e professores com a aprendizagem dos alunos, sem deixar ninguém para trás.
E o que deu certo no Ceará, para ficar em um dos exemplos mais citados quando o assunto é educação de qualidade? Algumas das medidas já foram adotadas, como a criação de mentorias para ajudar no desenvolvimento dos professores e a contratação de objetivos.
Falta definir estímulos para as escolas que atingem os objetivos. Os Estados que conseguiram melhores resultados — e Pernambuco foi um dos primeiros, quando Eduardo Campos era governador — adotaram gratificação por desempenho. O Rio Grande do Sul deve isso aos professores.
Não se trata de uma competição entre escolas, mas de estimular cada uma a melhorar em comparação com ela mesma. O Saeb, essa prova que mede o conhecimento dos alunos, é o primeiro passo para o Estado subir no ranking do Ideb, que hoje envergonha os gaúchos.
É fato que no ano passado a educação foi extremamente prejudicada pela enchente, que se somou aos efeitos da pandemia, mas ninguém pode se conformar com o fracasso. A reconstrução do Estado passa pela elevação da régua na educação, escolhida por Leite como área prioritária do seu segundo mandato.
Os alunos do Ensino Médio já têm programas de estímulo à permanência na escola (um estadual e outro federal), mas falta alguma coisa mais concreta para os professores e diretores.
Independentemente do que for anunciado, o governo precisa resolver um problema que é histórico e até aqui pouco discutido: o elevado índice de absenteísmo. Não é aceitável que o Rio Grande do Sul tenha uma média de 28% de ausência de professores, pelos mais diversos motivos, mas especialmente por problemas de saúde.