Expor professor sem permissão
Expor professor sem permissão
07/08/2025
"Um aluno da Universidade de Brasília gravou o professor durante as aulas, sem autorização, e publicou os vídeos nas redes sociais com comentários ofensivos como: “doutrinação comunista”, “bobagem”, “professor valentão”, “transgeneral”, entre outros.
Segundo a Justiça, os vídeos não tinham objetivo pedagógico, mas sim de desqualificar o professor e gerar engajamento. O estudante foi condenado a pagar R$ 47.360 em multas e honorários, além de ser suspenso por 60 dias em duas disciplinas.
A sala de aula é espaço de debate, mas também de respeito. Professores têm direito à liberdade de cátedra e à proteção de sua imagem. Gravar e expor um profissional sem consentimento, com ataques, é ilegal.
E quando você discorda do conteúdo? O caminho correto é o diálogo institucional, não a ridicularização pública. Na escola, procure o setor pedagógico. Na universidade, acione ouvidorias e comissões formais. Existem canais legítimos para o estudante ser ouvido com seriedade.
É natural que a gente prefira estudar ideias com as quais já se identifica. Mas a educação também serve para ampliar repertórios, apresentar novas visões e aprofundar argumentos. Conhecer o que nos desafia não enfraquece nossos valores. Pelo contrário, pode nos ajudar a defendê-los com mais consciência.
No caso da UnB, o estudante se referia aos professores de forma desrespeitosa, interrompia aulas, gravava sem permissão e expunha educadores ao escárnio. Podemos discordar com firmeza, mas nunca sem ética."
FONTE:
https://www.facebook.com/ofabioflores