Fim do governo Leite

Fim do governo Leite

 

 

 

09/03/2026 - Fabiano da Costa

 

O governo de Eduardo Leite (PSD + B) anunciou no segundo semestre do ano passado, a volta das promoções do Magistério, que ele mesmo havia cortado em 2019.

Em suma: com amplo apoio da bancada amestrada na Assembleia Legislativa (leia-se, também, os deputados Sebastião Melo, Gabriel Souza e Fábio Branco, do PMDB), Leite nos tirou o Plano de Carreira já no primeiro ano de mandato. Depois de seis anos, sem aumento real nos salários, Leite anunciou as promoções em critérios mais do que misteriosos no fim de 2025.

Com os meus quase 15 anos de Magistério estadual, em exercício de sala e com pós graduação, eu não tenho faltas sem justificativa, produzi meu material didático, fiz curso de atualização, e nunca fui notificado, advertido ou respondi a nenhum PAD (Processo Administrativo).

O resultado foi que, não tendo mais de pagar o IR (ganho bem abaixo dos 5 mil), com a reposição anunciada por Leite e a promoção na carreira, o meu salário aumentou 100 (CEM) reais. Vou repetir: tudo isto para aumentar CEM REAIS.

Diante disto, ganhando o menor salário pago a um professor no país, ainda é preciso aguentar a secretária de Educação Raquel Teixeira falando em metas de produção, como se fosse tudo uma empresa, e o governador Eduardo Leite impondo crachás nas escolas, como se fossemos funcionários do SESC SENAC.

Enquanto estamos à míngua, parte da Esquerda partidária do Estado parece não ter entendido o drama em que vivemos. Edegar Pretto (PT), que aparece atrás em todas as pesquisas de intenção de voto, parece não ter entendido que a ÚNICA candidata que pode bater o Tenente coronel Zucco (PL) em um hipotetico segundo turno, é Juiana Brizola (PDT).

Se Juliana não é consenso, ela precisa ser: só ela, segundo todas as pesquisas, pode evitar a vitória de Zucco ou barrar o crescimento de Gabriel Souza, o chaveirinho de Leite e do PMDB.

Na semana passada, Beto Albuquerque (PSB) anunciou apoio ao PT (caminho que o PSOL deve seguir). É uma ótima notícia. Mas por outro lado, Edegar Pretto e a direção do PT devem compreender que a tal união das Esquerdas pode, também, acontecer sem o PT ser a cabeça desta. Agora é o momento de ceder. O tempo urge.

Fabiano da Costa

FONTE:

Fabiano Da Costa II 

 

 

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🚩 O RIO GRANDE JÁ CONHECE ESSA "REFORMA": O ALERTA SOBRE EDUARDO LEITE E A EDUCAÇÃO

Clissia Schwantz

​O Brasil precisa saber o que Eduardo Leite fez com o Rio Grande do Sul antes de acreditar em promessas de campanha para 2026. O governador, que agora se coloca como "pré-candidato à presidência", carrega na bagagem o desmonte sistemático da educação pública gaúcha.

📉 Do Discurso à Realidade: O "Modelo" RS

​Eduardo Leite vende a imagem de gestor moderno, mas os números e a vida real dos professores contam outra história:

​A Morte do Plano de Carreira: Leite aprovou um pacote que destruiu décadas de conquistas históricas. Transformou o salário em "subsídio", achatando a carreira e fazendo com que professores com mestrado e doutorado ganhassem praticamente o mesmo que quem está começando.

​A Dignidade Ferida: Enquanto gasta em publicidade, o governo impôs perdas inflacionárias severas e dificultou promoções por anos. A "valorização" que ele anuncia em anos eleitorais não apaga o congelamento e o desrespeito sofrido pela categoria desde 2019.

​Resultados Alarmantes: Sob sua gestão, o RS — que já foi referência em ensino — viu seus indicadores estagnarem ou ficarem abaixo das metas no IDEB. Escolas sucateadas e professores sobrecarregados são o verdadeiro legado.

⚠️ O Perigo em Esfera Nacional

​Se eleito presidente, o que Eduardo Leite faria com as nossas Universidades Federais e com o Piso Nacional do Magistério? O histórico no RS dá a resposta:

​Meritocracia Excludente: A lógica de bônus e metas em vez de salários dignos e infraestrutura básica.

​Enfraquecimento do Serviço Público: A visão de que a educação é gasto, e não investimento, priorizando parcerias privadas em detrimento da rede pública.

​Ataque aos Docentes: O desmonte da carreira no RS serve de "laboratório" para o que ele pode tentar aplicar em todo o Brasil.

​"Quem não respeitou os professores do próprio estado, não terá compromisso com a educação de um país inteiro."

​Educação não se faz com marketing, se faz com dignidade e investimento real. O Rio Grande do Sul está pagando a conta. O Brasil não pode cometer o mesmo erro.

 

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