Foi no 1º de abril (dia da mentira)

1964: Foi 1º de abril (dia da mentira) e não 31 de março.
É comum a propagação nos grandes grupos de comunicação e até mesmo em livros didáticos de que o golpe de 1964 ocorreu no dia 31 de março. Na visão deturpada dos militares e dos grupos de extrema direita, o que ocorreu em 1964 foi uma revolução, mesmo que o conceito de Revolução ser caracterizado quando grupos fora do poder tomam o poder e impõem mudanças mas estruturas sociais, algo que não ocorreu quando os militares tomaram o poder.
Mas o que desconstrói os pseudos argumentos dos saudosistas da Ditadura Empresarial-Militar sobre o dia 31 de março, são uma serie de fatos históricos que ocorreram no 1º dia de Abril, estes acabam confirmando que o dia da mentira é a verdadeira data do golpe de 1964.
Os defensores do golpe de 1964, costumam usar como referência a movimentação das tropas do general Mourão Filho (em 1937 esse mesmo general forjou junto com os integralistas fraude conhecida como Plano Cohen sobre uma suposta ameaça comunista, que nunca existiu, que possibilitou o golpe de Estado e a implantação da ditadura Estado Novo de Getúlio Vargas) que estavam estacionadas em Minas Gerais, sem atentarem ao fato que as tropas de Mourão Filho iniciaram a sua movimentação em direção ao Rio de Janeiro na madrugada do dia 31 de março para o dia 1° de abril (dia da mentira).
Além deste fato histórico, temos outros que também desconstroem a data do 31 de Março e confirmam o 1º de Abril (dia da mentira). O primeiro destes é a presença do presidente João Goulart despachando no Palácio Laranjeiras no dia 1º de Abril. Apesar da capital ter sido transferida para Brasília, o Palácio, Laranjeiras atual sede do governo do Estado do Rio de Janeiro era utilizado pelos presidentes do Brasil naquele período como sede do governo Federal quando estes se encontravam no Rio de Janeiro. Então, não teria como Jango ter sido derrubado no dia 31 de Março quando ainda exercia as atividades presidências no dia 1º de Abril.
No dia 1º de abril (dia da mentira) os golpistas exército tomavam o Forte de Copacabana e o QG da Artilharia da Costa. Na Cinelândia ocorria uma reação popular contra o golpe, milhares foram as ruas protestar contra golpe de Estado e a favor Constituição, os militares estacionados no Clube Militar atiraram contra a multidão ferindo e matando manifestantes.
Os fatos histórico não deixam dúvidas quanto o 1º de Abril (dia da mentira) ser a verdadeira data do Golpe Empresarial-Militar de 1964, apesar de militares e extremistas de direita saudosistas da Ditadura defenderem e comemorarem o 31 de março como data da pseudo "revolução". Estes o fazem para evitar a associação entre o golpe de 1964 e o dia da mentira, uma vez que a justificativa para o golpe de baseou na mentira de uma suposta ameaça comunista.
Luiz Carlos Crônicas de um historiador 2.
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FONTE:
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Há mais de seis décadas, o Brasil mergulhava em um dos períodos mais violentos de sua história. O golpe militar que derrubou o presidente eleito João Goulart não foi apenas uma articulação interna de setores das Forças Armadas. Documentos desclassificados mostram que o movimento contou com apoio político, financeiro e logístico dos Estados Unidos, inclusive da Central Intelligence Agency.
Nos anos que antecederam o golpe, organizações empresariais e institutos ligados à elite brasileira receberam recursos e apoio para produzir propaganda anticomunista e pressionar o governo. O objetivo era desestabilizar um projeto político que defendia reformas estruturais, como reforma agrária, maior controle sobre remessas de lucros de multinacionais e ampliação de direitos sociais.
Quando a movimentação militar começou, Washington já estava preparado para apoiar os golpistas. A chamada Operação Brother Sam mobilizou navios de guerra, petroleiros e apoio logístico na costa brasileira, prontos para intervir caso houvesse resistência. O então presidente dos EUA, Lyndon B. Johnson, acompanhou o processo em tempo real.
O resultado foi uma ditadura militar que durou 21 anos. Segundo a Comissão Nacional da Verdade, o regime deixou mais de 10 mil mortos e desaparecidos políticos, além de mais de 20 mil pessoas torturadas. Sindicatos foram reprimidos, a imprensa censurada e milhares de brasileiros presos por motivos políticos. Povos indígenas também sofreram massacres e deslocamentos forçados durante o período.
Mesmo décadas depois do fim da ditadura, as consequências ainda permanecem. Levantamentos apontam que o Estado brasileiro continuou pagando centenas de milhões de reais em aposentadorias e pensões ligadas a agentes do regime, enquanto familiares de vítimas ainda lutam por memória, verdade e justiça.
Relembrar o golpe de 1964 não é apenas revisitar o passado. É entender como interesses políticos, econômicos e geopolíticos podem destruir instituições democráticas e custar a vida de milhares de pessoas.
A memória histórica é uma ferramenta de defesa da democracia.
Não podemos deixar esse momento da história ser esquecido.
FONTE:
@redebrasiljusto













