Indicação ao Supremo Tribunal Federal

Não escolheram um ministro de ficha limpa, mas já escolheram vários ministros acusados de corrupção.
E é isso que chama atenção.
Antonio Palocci foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na Lava Jato. Geddel Vieira Lima ficou marcado pelo caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento ligado a ele. Moreira Franco foi preso em operação da Lava Jato e denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro. Wagner Rossi deixou o Ministério da Agricultura depois de denúncias de irregularidades. Marcos Pereira foi citado em delação sob suspeita de recebimento de propina.
Mesmo com esse histórico, esses nomes foram indicados, assumiram cargos e exerceram poder.
No próprio Supremo, nomes como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes já enfrentaram questionamentos formais, pedidos de investigação ou críticas públicas sobre decisões e relações com casos sensíveis. Ainda assim, permaneceram em seus cargos.
Isso mostra uma realidade simples: investigação, suspeita ou denúncia nunca foi, por si só, um impedimento automático para alguém ocupar função importante no Brasil.
Por isso, quando aparece um nome que, até onde se sabe, não tem condenação por corrupção, não tem histórico de escândalo envolvendo dinheiro público e não responde a processos desse tipo, e esse nome é rejeitado, a decisão naturalmente levanta dúvida.
Não é defesa de pessoa.
É comparação de histórico.
Porque nomes com problemas muito mais graves já passaram por esse sistema e foram aceitos.
Então a discussão começa a mudar de lugar.
Talvez a questão não seja apenas a ficha da pessoa.
Talvez seja o que essa pessoa representaria lá dentro.
Se seria alguém alinhado com os interesses de quem vota
ou alguém que poderia atrapalhar certas articulações?
FONTE:
https://www.facebook.com/raquel.ferreira.824546?locale=pt_BR
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As articulações para derrotar o Presidente Lula em sua indicação ao Supremo Tribunal Federal passaram pelo compromisso da direita e do Centrão de apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado por mais dois anos (2027/2028).
A direita e o centro-direita já têm maioria na Casa e se organizam para ampliar ainda mais esse domínio a partir do próximo ano.
A eleição para o Senado é considerada estratégica por diferentes correntes políticas, já que cabe aos senadores analisar pedidos de impeachment de Ministros do Supremo.
Alcolumbre vinha segurando todas as solicitações nesse sentido, mas deu ontem uma demonstração de que suas convicções são elásticas.
O senador já presidiu o Congresso duas vezes. O primeiro mandato foi entre 2019 e 2021. O segundo termina em fevereiro de 2027. A reeleição é permitida, nesse caso, porque se trata de nova legislatura.
O atual mandato à frente da Casa consolidou o poder de Alcolumbre, 73 dos 81 senadores o escolheram para comandar o Senado, da esquerda, passando pelo Centrão, centro e direita, teve votos em todas as correntes.
O governo Lula apoiou a sua recondução.
A força de Alcolumbre se manifesta na forma como conduz o Senado. Ele atende às demandas dos colegas por cargos, emendas e outros interesses.
Na lógica do "servir bem para servir sempre", garantiu, ao impor derrota a um Lula desgastado, com chance de perder a reeleição, e a um governo mal avaliado, mais dois anos no comando da Casa.
Leia mais na coluna @mataisandreza, no metropoles.com
*É óbvio que teve o toma lá dá cá entre esse bando de vigaristas, mercenários, fisiológicos, que hoje é a maioria dos senadores da República, o que me causa náuseas, por fazer parte desse bando de gente vendida, o miliciano Flávio Rachadinhas Bolsonaro, Sérgio Moro, Ciro Nogueira, Magno Malta, Esperidião Amin, Rogério Marinho, Marcos do Val, o astronauta ridículo Marcos Pontes, o ressentidinho Alessandro Vieira, Marcos Rogério, Tereza Cristina, Carlos Viana, Mara Gabrielle, Damares Alves, Davi Alcolumbre e mais outros tantos merd@s.
Sobre Lula estar desgastado, temos que considerar que, de fato, o Presidente deixa a desejar a sua comunicação com o povo, dando espaço para a mídia corporativa e esse tipo de mídia, aqui, como o Metrópoles, falarem o que quiserem e atacarem o seu governo, sem que haja respostas do próprio Lula ou da Secretaria de Comunicação do governo.
Temos uma missão importantíssima daqui a 6 meses. Em outubro, nós iremos às urnas para reeleger Lula. Mas é fundamental fazermos uma limpeza na Câmara dos deputados e no Senado. O Brasil precisa se livrar dessa gente que atrapalha. As próximas eleições serão a última que, provavelmente, o Presidente Lula irá concorrer. É preciso que nós, eleitores de Esquerda, lhe proporcionemos governabilidade sem sobressaltos e sem traições.
Portanto, quero reforçar aqui: NÃO REELEJAM NEM VOTEM NOS CANDIDATOS DA DIREITA, PRINCIPALMENTE DO
PL
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VOTE NAS ESQUERDAS! ![]()
Na dúvida, VOTE 13 de cabo a rabo. ![]()
FONTE:
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O vídeo de Otoni de Paula chama atenção porque ele não trata a derrota de Jorge Messias como uma simples votação no Senado. Ele começa dizendo que quem está comemorando aquilo como se fosse apenas uma derrota de Lula não entendeu o jogo pesado da política em Brasília.
A leitura dele é direta: ontem o Centrão se uniu ao bolsonarismo.
E ele faz questão de dizer que essa união não aconteceu pela primeira vez. Segundo Otoni, o Centrão e o bolsonarismo já caminharam juntos em outros momentos, como na pauta dos jogos de azar, cassinos e bets, no orçamento secreto e também na chamada PEC da blindagem, que ele descreve como uma proposta para proteger políticos de investigações.
A parte mais forte da fala é quando ele diz que, novamente, os interesses dos dois grupos se encontraram. De um lado, o bolsonarismo precisava impor uma derrota histórica a Lula. Do outro, o Centrão precisava dar uma resposta ao governo por causa do avanço da Polícia Federal em esquemas que ele chama de nada republicanos.
Otoni vai além e compara o que aconteceu a um impeachment político de Lula ainda no poder. Ele lembra Dilma Rousseff e afirma que muita gente acredita até hoje que ela caiu apenas pelas pedaladas fiscais, mas, na visão dele, Dilma caiu porque permitiu que a Polícia Federal investigasse políticos poderosos de Brasília, inclusive no esquema da Petrobras, que depois desembocou na Lava Jato.
Depois ele puxa a comparação com Lula. Diz que Lula teria cometido o mesmo erro político ao afirmar que não interferiria na investigação do Banco Master. Segundo Otoni, ao fazer isso, Lula afrontou diretamente Davi Alcolumbre, citado por ele como um dos principais interessados em ver esse caso abafado.
É aí que ele relembra a fala de Bolsonaro sobre interferência. Otoni cita aquele raciocínio em que Bolsonaro dizia que, se fosse preciso, trocaria alguém da segurança na ponta da linha; se não pudesse trocar essa pessoa, trocaria o chefe; se não pudesse trocar o chefe, trocaria o ministro. A lógica lembrada por Otoni é clara: se o governo não quiser, não tem investigação.
Com isso, ele tenta mostrar o contraste. Bolsonaro falava abertamente em interferir. Lula, ao dizer que não interferiria no caso do Banco Master, teria comprado uma briga com setores poderosos do Centrão.
No final, Otoni faz a leitura eleitoral mais pesada: ele diz que muitos bolsonaristas podem até comemorar achando que, sem o apoio do Centrão, Lula fica mais fraco para a próxima eleição. Mas, segundo ele, o preço disso é outro. O Centrão teria descartado Lula e escolhido um lado.
E o lado escolhido, na fala dele, seria Flávio Bolsonaro.
Ele ainda afirma que Alcolumbre já teria prometido a Flávio Bolsonaro que quem indicará o próximo ministro para a Suprema Corte será o candidato que vencer as próximas eleições.
A fala de Otoni é forte porque não apresenta a votação como um episódio isolado. Ele coloca tudo dentro de uma disputa maior: Centrão, bolsonarismo, Polícia Federal, Banco Master, Alcolumbre, Lula, Flávio Bolsonaro e a próxima eleição.
No fundo, o recado dele é que a derrota de Jorge Messias não foi só sobre Jorge Messias. Foi um sinal de que o Centrão, que ele chama de uma das partes mais pragmáticas e podres da política brasileira, já estaria se movimentando para outro projeto de poder.





