Inimigo da Educação

Eduardo Leite (PSDB), “o moço do mercado”
Infelizmente, um político tão jovem vai deixar um rastro de destruição comparável ao que Antônio Brito fez no RS.
Alguns ou algumas podem dizer que Yeda foi pior, talvez tenha sido, mas, na sua gestão, teve oposição partidária e unidade dos Sindicatos Combativos para enfrentá-la.
Hoje, o que assistimos são os partidos políticos tratando as questões que afetam profundamente a vida do povo gaúcho simplesmente como uma disputa parlamentar.
O CPERS, um dos mais importantes sindicatos, constituindo-se em um dos principais responsáveis pela fragmentação da luta dos servidores e servidoras públicas.
A nossa categoria completamente desarmada, sem reação e sem uma estratégia política clara para enfrentar o governo.
Ontem, a Corsan foi definitivamente entregue à iniciativa privada.
O sucateamento da educação pública, em consonância com a política do Bolsonaro, também é assustador.
Há várias semanas, temos tentado pautar mais uma questão muito grave que está acontecendo nas nossas escolas. A luta de décadas por funcionárias e funcionários concursados e qualificados está sendo derrotada.
O “moço do mercado” entrega a passos largos as atividades educacionais para as empresas terceirizadas.
Com certeza, em torno desta questão, para além do desmonte da educação, está o compromisso com as empresas.
Dinheiro público que, mais uma vez, vai para os grandes empresários e depois volta para o bolso dos políticos corruptos.
O CPERS precisa organizar imediatamente os funcionários e as funcionárias para se mobilizar. Este setor da categoria tem força e história de luta.
Rebaixar a qualidade da aprendizagem nas escolas públicas dialoga com o mercado.
Muitas vezes a luta das(os) educadoras(es) é vista como algo corporativo e sem preocupação com as(os) estudantes.
No entanto, podemos afirmar que, se não fossem as inúmeras mobilizações, atos, campanhas e greves, a situação seria muito pior.
Há anos afirmamos que o objetivo dos governos é entregar a formação das(os) jovens para a iniciativa privada e repassar o ensino fundamental para os municípios.
Com certeza, isto significará mais exclusão social, menos acesso à universidade e muito mais subordinação do nosso povo à ideologia de um estado que governa para os do "andar de cima”.
A Reforma do Ensino Médio, que está prevista para ser implantada em 2022, tem a orientação claramente ultraliberal.
Uma escola destinada a produzir mão de obra barata é o sonho do empresariado nacional.
No RS, Eduardo Leite antecipa a mesma, usando como pano de fundo as dificuldades das(os) estudantes ocasionadas pela pandemia e está obrigando as escolas a uma alteração na matriz curricular.
Além dos(as) estudantes, também serão vítimas as(os) profissionais da educação. Caso a reforma avance, haverá demissões e precarização ainda maior da profissão.
Para impedir que a mesma seja implantada, será preciso dialogar e construir uma aliança com a comunidade escolar, os movimentos sociais, os sindicatos combativos e a juventude para lutar pela revogação desta reforma.
Eduardo Leite, que tem a mesma política negacionista de Bolsonaro, está obrigando as escolas a funcionarem, sem nenhuma segurança.
Nossa prioridade é a vida! Da categoria, dos alunos, pais, mães, de toda a comunidade escolar. Sem imunização pela vacina, ficamos todas e todos expostos ao vírus.
Não podemos aceitar retornar a uma normalidade que não existe.