Lei Maria da Penha precisa avançar

Lei Maria da Penha precisa avançar

 

Referência internacional no combate à violência doméstica, Lei Maria da Penha precisa de vontade política para avançar


A coragem de Maria da Penha Maia Fernandes, mulher que sofreu duas tentativas de feminicídio nos anos de 1980 e levou sua denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, motivou a criação de uma das legislações mais importantes do mundo no combate à violência doméstica. Em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha (n.º 11.340) instaurou no Brasil uma série de mecanismos de proteção às mulheres agredidas por homens. 

O Departamento de Mulheres do CPERS celebra o papel da normativa no enfrentamento à misoginia, mas realça a urgência de novas políticas públicas capazes de qualificar a sua aplicação. Dezenove anos depois da promulgação da Lei, a violência de gênero foi sendo refinada pelos algozes e o Estado foi sendo enfraquecido, portanto, é preciso muito mais do que somente o endurecimento de penas. Para que as mulheres tenham vida longa, é necessário vontade política das(os) governantes eleitas(os) em destinar recurso público à autonomia financeira das trabalhadoras, à desnaturalização de comportamentos viris, como o ciúme, e às discussões sobre masculinidade tóxica, patriarcado e feminismo nas escolas. 

De acordo com o último Mapa da Segurança Públicaquatro mulheres foram mortas por dia em 2024: uma a cada seis horas. Outras 196 foram estupradas por dia no Brasil, no mesmo ano: doze vítimas a cada uma hora. O medo de ser a próxima é uma angústia que atravessa todas que já presenciaram situações de violência, ouviram relatos de amigas e familiares e acompanham os levantamentos estatísticos, sempre assustadores. 

Companheira, permaneça de olhos abertos a todos os sinais que possam indicar controle e agressividade. Nenhum homem deve administrar o seu dinheiro, dizer a roupa que você deve vestir, manipular seus sentimentos ou levantar a voz. Não espere que o pior aconteça, se antecipe e busque ajuda.

>> Confira alguns canais de denúncia: 

  • Central de Atendimento à Mulher – 180 (telefone)
  • Delegacia da Mulher RS – 51 98444-0606 (WhatsApp)

O Sindicato está à disposição das educadoras, viabilizando encontros para instrumentalizá-las e empoderá-las, visando que mais ninguém tenha seu corpo, sua liberdade e sua vida cerceados. Há décadas, o movimento feminista reivindica mais direitos para as mulheres e quem tem o poder da caneta, deve agir imediatamente! 

Viva a luta de Maria da Penha, viva a luta de todas as mulheres!

AgostoLilás #19anosLeiMariaDaPenha #CPERSNaLuta

 

FONTE:

https://cpers.com.br/referencia-internacional-no-combate-a-violencia-domestica-lei-maria-da-penha-precisa-de-vontade-politica-para-avancar/?fbclid=IwY2xjawMCGH1leHRuA2FlbQIxMQBicmlkETFldUY5UmMxVDdmZzJVNWk
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