Não venda minha escola

NÃO VENDA A MINHA ESCOLA
No dia 26 de junho, o governo Eduardo Leite (PSD) e Gabriel Souza (MDB) vai leiloar 98 escolas estaduais na Bolsa de Valores de São Paulo, entregando sua gestão à iniciativa privada por longos 25 anos. Apontamentos de órgãos de controle e auditoria do próprio Estado já indicam que essas Parcerias Público-Privadas (PPPs) não trazem vantagem econômica, aumentam custos e ainda transferem a fiscalização para quem receberá os recursos públicos.
Enquanto faltam investimentos em infraestrutura, valorização profissional e melhores condições de ensino, R$ 4,5 bilhões serão destinados a empresas privadas. O compromisso dessas empresas é com o lucro, o que significará mais precarização do trabalho e prejuízos para toda a comunidade escolar.
A experiência do Rio Grande do Sul com a privatização da CEEE, da CORSAN e dos pedágios já mostrou que entregar serviços públicos à iniciativa privada não resolve os problemas da população.
A educação pública pertence à sociedade, não ao mercado financeiro! Defender a escola pública é defender oportunidades, igualdade e futuro para todas(os).
Venha com o CPERS na luta contra a entrega das escolas públicas à iniciativa privada! Curta e compartilhe os conteúdos da campanha, mobilize a sua escola e participe das atividades organizadas pelo Sindicato. É hora de defender a gestão democrática, a educação pública e o futuro das próximas gerações.
A escola pública é nossa e não está à venda!
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>> Confira o recado da presidente do CPERS, Rosane Zan:
>> Clique aqui para baixar o nosso panfleto com exemplos de irregularidades das PPPs
FONTE:

Não Venda a Minha Escola: a educação pública gaúcha está em risco
por Rosane Zan
Por Rosane Zan, presidente do CPERS Sindicato*
O governo do Estado quer leiloar 98 escolas estaduais na bolsa de valores de São Paulo pelas Parcerias Público-Privadas (PPPs). Na prática, isso significa entregar a gestão das escolas públicas para empresas privadas.
Quando uma escola vai a leilão, o que está em jogo é o futuro de milhares de estudantes. É o espaço onde crianças e jovens aprendem, convivem, sonham e constroem perspectivas de vida.
O governo tenta apresentar as PPPs como “modernização”, mas a pergunta que fica é: modernizar para quem? O projeto prevê um custo global de R$ 4,5 bilhões. Enquanto faltam investimentos em estrutura, valorização profissional e salarial e melhores condições de ensino, bilhões poderão ser destinados à lógica do mercado.
Imagine esse recurso aplicado diretamente nas escolas: laboratórios funcionando, salas climatizadas, bibliotecas fortalecidas, quadras cobertas, alimentação de qualidade e valorização dos educadores.
Mas o modelo das PPPs segue outro caminho. Empresa privada tem compromisso com lucro. Isso significa mais terceirização, precarização do trabalho e menos estabilidade para quem faz a escola funcionar todos os dias. Quem perde é toda a comunidade escolar.
As PPPs também ameaçam a gestão democrática das escolas. Pais, estudantes, funcionários e professores terão menos participação nas decisões, enquanto empresas ganham espaço sobre a administração da educação pública. O futuro da educação não pode ser decidido por acionistas.
Outro ponto alarmante é o tempo do contrato: 25 anos. São décadas impondo um modelo privatizante para várias gerações de estudantes gaúchos.
A educação pública pertence à sociedade, não ao mercado financeiro. Defender a escola pública é defender oportunidades, igualdade e futuro.
O CPERS Sindicato seguirá mobilizado, com a comunidade escolar e a sociedade gaúcha para impedir que transformem nossas escolas em negócio!
*Artigo publicado originalmente no jornal Zero Hora em 05/06/2026

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