O fim da CLT

A ideia de "livre escolha" no mercado de trabalho soa bem na teoria, mas esbarra em uma pergunta inevitável: liberdade para quem?
Olhe para a imagem abaixo. A relação entre patrão e empregado em um acordo individual não é uma conversa entre iguais — é o encontro entre o leão e o gato.
* **Quem tem o poder?** O empresário decide se contrata ou não.
* **Quem tem a urgência?** O trabalhador precisa do emprego para pôr comida na mesa, pagar o aluguel e sustentar a família.
Quando a corda aperta e o medo da demissão fala mais alto, aceita-se qualquer condição. Isso não é "livre negociação"; é imposição da necessidade sobre a vulnerabilidade.
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POR QUE A CLT E OS ACORDOS COLETIVOS EXISTEM?**
Os direitos trabalhistas (férias, 13º salário, descanso semanal, limites de jornada) não são favores nem "privilégios". São escudos de proteção.
* **No acordo individual:** É você, sozinho, diante do patrão, com medo de perder o sustento da sua casa.
* **No acordo coletivo:** Existem o sindicato, a legislação e a fiscalização para garantir que a negociação não se torne exploração.
Reduzir a proteção do trabalhador sob o pretexto de "modernização" significa rasgar a Carteira de Trabalho em pedaços e rifar os direitos conquistados com décadas de luta.
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A ESCALA 6X1 É A EXAUSTÃO COMO ROTINA**
Trabalhar seis dias para descansar apenas um não é qualidade de vida; é pura sobrevivência.
No único dia de folga, o trabalhador precisa:
* Limpar a casa e fazer compras;
* Cuidar dos filhos e da família;
* Resolver pendências e tentar descansar a mente.
Estudos de saúde do trabalho confirmam: a rotina exaustiva da escala 6x1 adoece, causa *burnout*, ansiedade, acidentes de trabalho e afasta o trabalhador do convívio familiar
O trabalhador não está pedindo privilégios nem para parar de trabalhar.
**Está pedindo tempo para viver**:
* Tempo para ver os filhos crescerem;
* Tempo para cuidar da própria saúde e estudar;
* Tempo para descansar com dignidade.
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O ACOMPANHAMENTO NO CONGRESSO: A PEC 221/2019**
Enquanto a realidade do trabalhador é de exaustão, o debate legislativo exige atenção contínua:
1. **Aprovação na CCJ:** A **PEC 221/2019**, que propõe o fim da escala 6x1 e a transição para 40 horas semanais com dois dias de descanso (sem redução salarial), foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
2. **Resistência na votação:** Durante a deliberação na comissão, votos contrários registraram a posição de parlamentares como Rogério Marinho, Hamilton Mourão, Tereza Cristina e Jaime Bagattoli, sob a justificativa de impacto nos custos empresariais.
3. **Próxima etapa no Plenário:** Para que a alteração seja definitiva na Constituição, a proposta depende da apreciação e votação no Plenário do Senado.
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CONCLUINDO: TRABALHADOR TEM MEMÓRIA**
O progresso econômico e a produtividade de um país não podem ser construídos à custa do esgotamento físico e mental de quem produz a riqueza.
Promessas se fazem no discurso, mas o compromisso real com a classe trabalhadora é demonstrado na hora do voto parlamentar.
* **Pelo fim da escala 6x1!**
* Por 40 horas semanais com 2 dias de descanso semanal!
* Em defesa da dignidade humana e do tempo para viver!
FONTE:
Luci Socoloski






