Ódio e nojo à ditadura

Como definiu Ulysses Guimarães ao promulgar a Constituição de 88, temos “ódio e nojo à ditadura”.
O dia 31 de março de 1964 não pode ser lembrado com saudosismo ou distorções históricas. Foi um marco da ruptura democrática que mergulhou o Brasil em mais de duas décadas de repressão. O golpe militar, apoiado por elites empresariais, setores da imprensa e pelo governo dos Estados Unidos, derrubou João Goulart e instaurou um regime autoritário que perseguiu, torturou e assassinou opositores.
As marcas desse passado ainda estão presentes na sociedade brasileira, seja na impunidade dos agentes da repressão, seja na permanência de práticas autoritárias nas instituições. Lembrar 1964 não é apenas um dever histórico, mas uma necessidade para impedir que velhas feridas se transformem em novos retrocessos.
Arte: Cris Vector (@crisvector)
FONTE:
Mídia Ninja - https://www.facebook.com/MidiaNINJA?locale=pt_BR
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Em seu discurso, Ulysses Guimarães advertiu:
"Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca", declarou o presidente da assembleia. "Traidor da Constituição é traidor da pátria. (...) Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações. Principalmente na América Latina."
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PRODUÇÕES PARA ASSISTIR NOS 61 ANOS DO GOLPE MILITAR
Em 31 de março de 1964, o Brasil vivenciou um dos momentos mais sombrios de sua história: o golpe militar que instaurou uma ditadura brutal, marcada pela repressão política, censura e tortura. Seis décadas depois, a memória desse período segue viva, não apenas nos relatos pessoais e nos livros de história, mas também no cinema e no audiovisual, que desempenham papel fundamental na preservação e na reflexão sobre esse período.
Para marcar os 61 anos do golpe, selecionamos 10 produções cinematográficas que exploram as cicatrizes deixadas pela ditadura e a resistência daqueles que se opuseram ao regime militar. O cinema, com sua capacidade única de emocionar e provocar reflexão, desempenha um papel essencial na preservação da memória coletiva. Assistir a essas obras não é apenas um exercício de memória, mas um convite a compreender a complexidade de um período de nossa história que, infelizmente, ainda reverbera em diversas questões contemporâneas.










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