ONU denuncia Damares

ONU denuncia Damares

 

Não é a primeira vez que a ONU intervém no trabalho de Damares Alves em questões relacionadas ao direito da mulher ao aborto seguro.

"Numa carta sigilosa enviada ao governo brasileiro, relatores e órgãos da ONU denunciaram a aprovação de um projeto que dificulta a realização de abortos em crianças e adolescentes vítimas de estupro. Chamado de PDL da Pedofilia e do Estupro por movimentos sociais, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 3/2025), cancela a Resolução 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e foi liderado por parlamentares bolsonaristas.

Para os relatores da ONU, o ato liderado por bolsonaristas vai abalar o direito de meninas e mulheres, principalmente as mais vulneráveis. A carta, de 27 de julho e obtida com exclusividade pelo ICL Notícias, desmonta a narrativa da campanha de Flávio Bolsonaro de que o candidato à presidência privilegia a defesa dos interesses das mulheres. O tom usado pela extrema direita vem num momento em que o voto das milhões de brasileiras será estratégico para a eleição de outubro."

Exclusivo: ONU denuncia projeto bolsonarista contra meninas - ICL Notícias https://share.google/jUFzUEXnhWmFRZDhC

E é muito importante que fique muito claro, pro mundo inteiro, que estamos diante de um ataque sistemático às mulheres e meninas, perpetrado por um PROJETO DE PODER RELIGIOSO CRISTÃO, de maioria evangélica.

A transformação do corpo feminino em campo de batalha eleitoral e moral não é um mero subproduto da política contemporânea mas sim o cerne do projeto fundamentalista e patriarcal que sequestrou o Estado brasileiro.

A aprovação de medidas que criminalizam e torturam meninas e mulheres sobreviventes de violência sexual escancara a face mais cruel desse projeto. Sob o manto indisfarçável da hipocrisia, com o discurso de "defesa da vida", a extrema direita e o bolsonarismo consolidaram uma cruzada misógina que visa, prioritariamente, a submissão absoluta e o controle da reprodução das mulheres, destruindo o princípio constitucional da laicidade.

Nessa engrenagem teocrática, a figura de Damares Alves é a de executora-mor de uma influência religiosa nefasta nas políticas públicas. Damares representa a instrumentalização da fé pra institucionalizar a violência de Estado contra a infância e a soberania feminina. Sua atuação à frente do ministério e, posteriormente, no Legislativo, transformou convicções dogmáticas em armas de tortura psicológica e burocrática. Ao colocar obstáculos sádicos ao acesso ao aborto legal, sua gestão agiu ativamente para vigiar, perseguir e expor meninas violentadas, tratando vítimas como criminosas e blindando a estrutura que protege os verdadeiros algozes: os estupradores.

O feminismo denuncia que esse fundamentalismo religioso tem alvos cirúrgicos. Esse moralismo de púlpito não atinge os corpos de forma igualitária. Ele é estruturado pelo racismo e pelo capitalismo. São as meninas e mulheres pobres, negras, indígenas e periféricas as condenadas à morte, à clandestinidade ou à maternidade compulsória decorrente de um crime.

Ou vocês acham que o problema é o aborto em si?

Gente, a burguesia e as elites religiosas que financiam e pregam o retrocesso continuam acessando procedimentos seguros em clínicas privadas ou no exterior! A proibição, portanto, é um instrumento deliberado de punição social e controle de classe! Acordem!

O patriarcado precisa do fundamentalismo religioso pra validar sua dominação biopolítica, por isso o combate é sempre tão aquém da necessidade. Ao usar o aparato estatal pra impor dogmas de uma doutrina específica a toda a sociedade, aniquila-se a cidadania das mulheres, reduzindo-as a meras incubadoras do Estado. Leis de direitos reprodutivos pertencem ao campo da saúde pública e dos direitos humanos, não ao tribunal teológico de fundamentalistas que lucram politicamente com o desespero de mulheres e meninas.

Reagir a essa ofensiva exige dar a atenção devida às lutas e pautas do feminismo, que estão sempre à apontar a religião institucionalizada na política como uma das maiores ameaças à liberdade e à sobrevivência das mulheres!

Não aceitaremos a tutela dogmática sobre nossa existência!

Defender as meninas e mulheres deste país significa extirpar o fundamentalismo das decisões de Estado, garantir a autonomia integral sobre nossos corpos e assegurar que a justiça e a saúde pública prevaleçam sobre o terrorismo moral.

DEVEMOS PRESSIONAR O GOVERNO, EXIGINDO NOSSOS DIREITOS, EXIGINDO UM MÍNIMO DE DIGNIDADE E ZELO POR NÓS E NOSSAS MENINAS.

Exigindo que o ESTADO E SUAS INSTITUIÇÕES SEJAM DE FATO LAICAS.

O que mais falta?

Quanto mais desrespeito, violência, crueldade COMO PROJETO POLÍTICO vamos ter que aguentar, vendo que não há de fato interesse, de governo algum, em enfrentar o poderio evangélico?

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Gi Stadnicki




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