Os professores do amanhã

Os professores do amanhã

Os professores do amanhã

A geração que mudou de vida pela Educação chegou à Pedagogia para transformar a história de outras pessoas

 Por: Pedro Annunciato  

Composição: Indio San

O professor é querido pelos brasileiros. Basta perguntar na rua quem são os profissionais mais importantes para um país e você, certamente, constatará que a maioria das pessoas vê o professor e a Educação como fundamentais. Ao mesmo tempo, e você sabe bem disso, o sentimento mais frequente entre os educadores é o de desvalorização. Os salários são baixos, quando comparados aos de outras carreiras, a rotina é puxada e as condições de trabalho nem sempre são adequadas.

Apesar dessas contradições, a Educação continua sendo uma carreira muito buscada pelos jovens, especialmente por um tipo específico: aqueles que tiveram a vida transformada por professores. São, sobretudo, pobres, mulheres e negros, pessoas que chegaram ao Ensino Superior na última década graças a investimentos feitos por quase 30 anos. E eles são muitos.

Dados de 2012 mostram que 25% dos que concluíram a graduação cursaram Pedagogia e licenciaturas. O país tem, proporcionamente, muito mais estudantes de Educação do que outras nações desenvolvidas. Em 2015, só a Pedagogia respondia por 16,2% do total de matrículas no Ensino Superior. Muitos fatores explicam essa preferência, como a grande oferta de cursos e o baixo preço da mensalidade.

Porém, o cinismo não é um aliado para explicar esses números. No questionário do Enade de 2015, a alternativa que melhor define o motivo da escolha por Pedagogia ou licenciatura é “vocação”. Os futuros profissionais querem ajudar os alunos a conquistar ainda mais do que conseguiram. Eles vêm do mesmo mundo que muitos dos seus alunos e conhecem suas necessidades. São também pragmáticos e reclamam da distância entre a formação e a realidade da escola. Nesta reportagem, NOVA ESCOLA mostra quem são, o que pensam e o que desejam as pessoas que escolheram a docência num momento de grande transformação do país – e da Educação.

Quem são

Fonte: Enade 2015 e Censo Escolar 2016

Quem são eles? Dados oficiais revelam o perfil médio dos futuros profissionais do Brasil.

 

Se fosse simbolizado por uma única pessoa, o estudante de Educação seria uma mulher negra. Possivelmente, a primeira da família a chegar à universidade. Seria alguém apaixonado por Educação e que, em algum momento, teve um professor que marcou sua vida.

Esse é o desenho traçado pelos primeiros estudos sobre o assunto realizados no Brasil. A pesquisadora Gabriela Honorato, doutora em Sociologia pela UFRJ, escreveu um artigo com Caroline Zucarelli, da UFF, chamado Desigualdades Institucionais e Sociais nos Cursos de Educação no Brasil. Elas investigam as características dos profissionais do futuro com base nos números fornecidos pelo Enade 2015 e pelo Inep. “Há indicativos de queda no perfil socioeconômico desses alunos em relação aos profissionais que atuam há 20 ou 30 anos”, diz Gabriela. Um dos aspectos que reforçam essa avaliação é que eles enfrentam desafios para conseguirem se manter na faculdade. Pelo estudo, cerca de 60% dos graduandos de Educação cursam o período notuno e 40% trabalham, além de cumprir as horas de estágio obrigatórias, com baixa remuneração (ou, às vezes, sem nenhum).

A hipótese de que essa geração é a primeira da família a alcançar o Ensino Superior fica clara quando se nota a baixa escolaridade das mães dos alunos. Segundo o levantamento, 72,6% delas têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.

Em relação ao gênero, os números mostram que pouco mudou também no perfil de quem quer ensinar: 93% dos graduandos de Pedagogia são mulheres, taxa muito próxima da obtida pelo Censo 2007 (95% dos profissionais de Educação Infantil e Ensino Fundamental eram do sexo feminino). No que diz respeito à raça, a comparação é difícil de ser realizada porque a maior parte dos docentes não se autodeclaram em 2017. Mas o Enade, desde 2012, aponta que metade dos estudantes de Pedagogia se considera negro.

Há mais um elemento que integra a formação dos estudantes de baixa renda e os motiva a escolherem a carreira docente: a visão superpositiva da figura do professor, uma referência de vida para eles. Em certas regiões do país, o docente é um líder da comunidade e uma referência fundamental na vida de crianças e jovens.

O que pensam

Em um primeiro momento, nem todos os futuros professores veem a área de Educação como a opção número 1 de carreira. É comum que alunos
de Pedagogia e licenciatura tenham prestado o vestibular pensando em outro curso. Por variadas razões, eles mudaram de ideia e acabaram se apaixonando pela área. Isso reforça a ideia da docência como vocação – e também como profissão.

Nas universidades, eles questionam o que aprendem à luz das mudanças que estão acontecendo no país. Afinal, o Brasil está implantando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que vai impactar o planejamento docente e a forma de ensinar. E essa mudança, que poderia ser assustadora (e muitas vezes é), dialoga com alguns anseios dessa turma. Sobre ensinar e aprender, os graduandos querem mudar a escola. Eles têm uma visão mais nítida do papel de autor do professor, responsável por construir o conhecimento. “A velha preocupação de disciplinar já não tem o mesmo espaço”, diz Marisa Cavalcante, professora e pesquisadora do ensino de Física da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Aliado a esse pensamento, os universitários revelam forte preocupação com temas sociais que, segundo eles, precisam constar no currículo da
graduação e da Educação Básica. “Algumas reivindicações têm nos levado a repensar os debates e abordar temas como questões étnicas e raciais”, diz Alexandro Paixão, diretor da Faculdade de Educação da Unicamp.

Quem trabalha com formação inicial nota, ainda, que a inserção no mundo digital já influencia os futuros educadores. “Estão mais abertos às ferramentas e metodologias de ensino. Mas isso não significa que sabem aplicá-las a favor da aprendizagem”, diz Elio Ferreira Santos, mestre no Ensino de Física e professor da Ufam.

Nas próximas páginas, conheça algumas das pessoas que podem mudar a Educação no Brasil.

“A escola é uma bolha”

Crédito: Tuane Fernandes

Maicon Ferreira, 19 anos.
Aluno do 3º semestre do curso de Licenciatura em Letras do Instituto Singularidades, em São Paulo.

Sempre me interessei pelo que a Educação é capaz de fazer pela sociedade. No Ensino Fundamental, participei de um coletivo de literatura na escola pública onde estudei, na periferia de São Paulo. Foi graças a essa atividade que resolvi ser professor. Trabalho na faculdade em que estudo como auxiliar de relacionamento e por causa de minha nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), consegui uma bolsa do programa Escola da Família. Então, todos os domingos estou em uma escola pública organizando atividades em quadra e com música, dentre outras. Já pensei em desistir do curso de Letras por causa de dificuldades financeiras, mas nunca por falta de interesse. Encaro a escola de hoje como um espaço que dá mais importância à teoria e às provas, questões absolutamente formais, sem relação com a vida real. É por isso que os alunos falam que ela os reprime e não gostam de estudar. A escola é uma bolha. O ideal seria pensar em uma Educação para conciliar conteúdos com assuntos subjetivos. Como o aluno se posiciona diante da realidade? Qual a relação dele com o mundo? Sei que é papel do professor fazer essas conexões, mas ele não está preparado, precisa de formação constante. Meu objetivo como educador não é ganhar muito dinheiro, e sim ajudar as pessoas porque a Educação salvou minha vida. Sou de uma família de baixa renda e se a escola não tivesse aberto as portas para mim, a vida teria sido muito mais difícil. Quero mostrar para jovens como eu que existem muitas possibilidades. Não vou dizer que eles têm chances iguais a todos. Seria mentira. Mas é possível vencer.

“O ensino é guiado pelo Enem”

Crédito: André Feltes

Ana Amélia Petter, 21 anos.
Aluna do 7º semestre do curso de Licenciatura em Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Reconheço a falta de incentivos destinados à Educação, sei que a cada ano menos recursos são direcionados para a formação docente e à àrea em geral. Difícil imaginar como vai ser minha carreira tanto pelo descaso atual quanto por causa da desvalorização do professor. Mas escolhi ser educadora porque desde pequena gosto de ensinar às pessoas coisas que compreendo. Na graduação, temos muitas disciplinas idênticas ao curso de bacharelado e poucas relacionadas ao ensino. Para complicar, muitas dessas são regidas por professores bacharéis, fora que é improvável encontrar um docente com experiência em Ensino Médio. Tudo isso dificulta aprender didática e estudar a realidade de uma sala de aula real. Sou bolsista de iniciação científica na área de inovações didáticas no ensino de Física e pesquiso diversos métodos de ensino para serem aplicados de modo a envolver o aluno, fazer com que ele se interesse pelos conteúdos. Depois de formada, quero poder usar tudo isso em sala, mas vejo que o ensino é guiado pelo Enem e por vestibulares. A própria BNCC apresenta um pouco dessa perspectiva e restringe a exploração de muitos assuntos. A escola precisa ser reestruturada de forma ímpar, considerando cada contexto.

“Tive de segurar o choro em sala”

Crédito: Tuane Fernandes

Danielle Cascaes, 22 anos.
Aluna do 7º semestre do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Aprofissão docente é a mais bonita de todas na minha opinião. Quando comecei na licenciatura, tinha medo de nãoconseguir me impor em classe e ter um relacionamento ruim com os alunos. Com o passar do tempo e os estágios, passou. Mas sei que ainda não estou totalmente preparada e que o bom professor se forma ao longo da vida. Estudo à noite e pela manhã tento cumprir a carga horária de estágio obrigatório. São 106 horas e cada aula dura só uma hora. Preciso ter muitas turmas e me deslocar por várias escolas. Mas vale a pena, estou cada vez mais consciente de que o teatro mexe com questões delicadas do ser humano. Por muitas vezes, tive de segurar o choro em sala e é comum voltar para casa preocupada com os alunos. Um deles, por exemplo, sentia necessidade de agir como menina e só na escola tinha essa liberdade. Em casa, o pai não permitiria. É preciso ter preparo para lidar com tudo isso, mas falta apoio psicológico na universidade. Outro problema que enfrentamos é a ausência de docentes. Muitos resolvem fazer doutorado ao mesmo tempo. É ótimo que queiram se aprimorar, mas vários de uma só vez é ruim. Grave também é saber que o futuro é incerto porque falta investimento à cultura.

“Estou aflita com as dicussões sobre a BNCC”

Crédito: Tuane Fernandes

Bianca Coelho, 21 anos.
Aluna do 2º semestre de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Já fui muito criticada por ter escolhido seguir a carreira docente. Ouvi que estava no caminho errado e ia passar fome. Até chegaram a me dizer que sou muito inteligente para ser professora. Minha primeira graduação foi a de Licenciatura em Letras e agora comecei Pedagogia. Estudei em escolas públicas até o primeiro ciclo do Ensino Fundamental e depois fui aluna bolsista no Mackenzie, porque meu pai era funcionário da instituição. No Ensino Superior, também fui bolsista. Quando aluna de Letras, passei pelo processo cansativo de morar longe da faculdade, estudar, trabalhar para me sustentar e fazer estágio não remunerado. Por causa disso tudo, está sendo boa a experiência de fazer um curso a distância e seguir trabalhando na área administrativa da universidade. Uma das formas para melhorar a qualidade do ensino é corrigir algumas coisas na formação docente, a começar pela interação entre universidade e mercado de trabalho. Os estágios obrigatórios, por exemplo, parecem existir para que os alunos cumpram a carga horária. Raramente proporcionam aprendizagem sobre a sala de aula e, pelo fato de não serem remunerados, complicam a vida de quem precisa trabalhar para se sustentar. Outra crítica é que na vida acadêmica não adianta ter aulas com professores universitários experientes e que fizeram doutorado fora do país se os conteúdos ensinados por eles não têm relação com a escola real. Falta conexão entre teoria e prática. Temas como o uso da tecnologia na Educação e inclusão de pessoas com deficiência precisam constar no currículo. Estou aflita com as dicussões sobre a BNCC e a possível não obrigatoriedade do ensino de ciências humanas e sociais no Ensino Médio. Dá a entender que a intenção é desestimular o pensamento crítico. Disciplinas como Filosofia e Sociologia já são desvalorizadas atualmente e tendem a ser menos importantes daqui para a frente. No geral, as competências estabelecidas no documento são bonitas, mas ainda falta bastante em termos de estrutura, material didático e valorização dos profissionais para que elas funcionem de verdade.

“Falta falar sobre Educação indígena”

Crédito: Pablo Pinheiro.

Felipe Nunes, 25 anos.
Recém-formado no curso de Licenciatura em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Decidi ser professor um ano antes de prestar vestibular. Cheguei a pensar em Engenharia Química, mas acabei optando pela área de Educação por convicções construídas no Ensino Médio. Sou de Sergipe e sempre frequentei a escola pública. Durante a faculdade, que frequentei como cotista, trabalhava durante o dia para sobreviver e estudava à noite. Além disso, cumpri os estágios obrigatórios, todos não remunerados. Atualmente sigo na universidade, agora como mestrando em Antropologia Social e estou estudando para concursos públicos, quero mesmo ser professor. Enquanto estava na graduação, ficou visível que o Ensino Superior brasileiro, apesar dos avanços, enfrenta uma grave crise estrutural. Faltam investimentos, sobretudo na contratação de professores efetivos. Tive aulas com muitos substitutos, que têm vínculos precários com a universidade. Acredito que também seja necessária uma reforma curricular profunda na graduação porque temos uma tradição europeia de ensinar e isso distorce a realidade, falta falar sobre Educação indígena e cultura afrodescendente, por exemplo. Ao mesmo tempo, é bom conhecer professores ativos e persistentes, que não desistem do sonho de ter uma Educação pública de qualidade, emancipadora. Acompanhei os últimos debates sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e vejo com temor a forma com que o documento foi construído. Acredito que os princípios norteadores não atendem às expectativas que tenho como professor. Quero desenvolver o saber crítico dos alunos, dar a eles condições de construir sua independência.

“A teoria não condiz com a prática”

Crédito: Daniel Marenco.

Merilaynne Muller, 34 anos.
Aluna do 5º semestre de Pedagogia do Centro Universitário Carioca (UniCarioca), no Rio de Janeiro.

Minha irmã mais velha dava aulas para crianças na varanda de casa, queria ser como ela. E, durante a vida escolar, fui inspirada por ótimos professores. Cheguei a ser convidada por um deles, quando estava terminando o Ensino Fundamental, a dar uma aula sobre a Era Vargas. Naquele dia, tive certeza do caminho a seguir. Anos atrás, iniciei a graduação em Pedagogia, mas não consegui concluir por falta de recursos. Sou casada e mãe de dois filhos. Hoje, trabalhando em dois horários em uma escola particular, consigo bancar meus estudos. Uma das grandes dificuldades dos estudantes de Pedagogia é conseguir cumprir o estágio obrigatório, porque na maioria das vezes ele não é remunerado. E vivenciar na prática os conteúdos ensinados na faculdade é importante. Acredito no que dizia Paulo Freire: “A teoria sem a prática vira verbalismo e a prática sem teoria, ativismo”. Também é polêmica o ensino sobre inclusão na formação inicial docente. É comum nos sentirmos despreparados e impotentes frente ao tema. A teoria da faculdade não condiz com a prática em classe e se manter atualizado demanda investimento pessoal, o que nem sempre é possível. Tenho timismo sobre a BNCC e a definição dos objetivos de aprendizagem, que orientam melhor a elaboração de planos de aula e projetos pedagógicos. Graças à Base, o aluno de Pedagogia pode terminar o curso sabendo quais habilidades têm de desenvolver em sala de aula. Mas sei que a Educação brasileira só vai melhorar se acontecer grande mobilização nacional envolvendo professores e alunos.

“Tarefa árdua pela frente”

Crédito:Thais Tibery.

Cleonara Pereira, 33 anos.
Aluna do 9º semestre de Pedagogia da Universidade de Brasília (Unb).

Pedagogia é minha segunda graduação. Antes, me formei em Gastronomia. Resolvi investir na carreira docente porque creio na diferença de um bom educador na vida das pessoas. Sou mãe de uma menina de 3 anos e moro um pouco distante do campus universitário. Por causa de tudo isso, enfrento algumas dificuldades para seguir estudando. Mas não penso em desistir da carreira. Quero me dedicar à escola pública. Já fui até aprovada em um concurso da secretaria de Educação e nomeada, mas preciso aguardar me formar para assumir o cargo. Fico incomodada com a desvalorização da profissão e dos cursos. Existem boas parceriar entre faculdades e secretarias de Educação, mas a relação precisa de apoio por parte de quem recebe os estagiários. Não queremos incomodar, nem pedindo favores. Estagiar é um direito, além de ser obrigatório. Embora tenha ouvido mais críticas do que elogios à BNCC, acredito que ela trará boas novidades para o ensino, apensar de parecer faltar espaço para Sociologia e Filosofia no Ensino Médio e haver uma tentativa de se implementar uma Educação homogênea. Diante desses fatores e dos baixos salários, sinto que os educadores decididos a fazer a diferença têm uma tarefa árdua pela frente.

“Uma escola que não existe”

 

Crédito: Rafael Dorea.

Isabella Freire, 22 anos.
Aluna do 5º semestre de Pedagogia da Universidade Tiradentes (Unit), em Vitória da Conquista (BA).

Sonho com uma escola que não existe, mas é possível: um espaço público de construção do conhecimento, em que respeito e ética sejam evidentes. Atualmente, faço estágio e estou vivenciando experiências que levarei para sempre comigo. Não sou remunerada por ele e, como tenho de pagar minhas contas, trabalho como assistente comercial em uma escola de inglês. Sei que progredir na carreira docente não é fácil, é preciso trabalhar muito e encontrar tempo para estudar. Mesmo assim, quero terminar a graduação, fazer mestrado e doutorado. Acredito que quanto mais rico o histórico de vida profissional, maiores as possibilidades do desempenho de uma prática significativa. A BNCC representa uma expectativa de mudança na formação inicial dos professores e a entrada da tecnologia na sala de aula vai transformar a forma com que as escolas se relacionam com os estudantes.

 

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