Os/as educadores/as brasileiros/as vêm a público manifestar seu mais irrestrito apoio e solidariedade à Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina (CTERA) e a todos os educadores e educadoras do país vizinho, que realizarão uma Paralisação Nacional no próximo dia 02 de março.
A mobilização argentina não é apenas um movimento por melhorias setoriais, mas uma resistência necessária em defesa da educação como um direito social e um dever do Estado. Diante de políticas que ameaçam o financiamento público, a dignidade salarial e as condições de trabalho docente, a CTERA levanta a bandeira de uma educação pública de qualidade, laica e inclusiva.
Nesse dia, os/as docentes argentinos/as estarão a reivindicar maiores investimentos na educação e o cumprimento da medida cautelar que determina a retomada das negociações com o governo na Paritária Nacional, instância que deve ser convocada de forma imediata pelo Poder Executivo, conforme declarado em decisão expedida pela própria Justiça do país.
A paralisação acontecerá na capital e em todas as províncias, com caravanas e aulas públicas, reafirmando o compromisso dos/as educadores/as com a sociedade e com o direito de todos e todas a uma educação digna.
Manifestamos nosso apoio integral à luta dos/as educadores/as argentinos/as, reconhecendo sua coragem e determinação em defender não apenas seus direitos, mas também o futuro da educação pública no país.
Entendemos que a luta dos companheiros e companheiras da Argentina ecoa os desafios enfrentados por todos os países da região, em toda a América Latina. Quando a educação é atacada, o futuro da democracia e da soberania de um povo é colocado em risco. A unidade da classe trabalhadora para além das fronteiras é a nossa maior força.
Todo apoio à luta da CTERA e à Paralisação Nacional do próximo dia 02 de março!
Pela Educação Pública, Gratuita e de Qualidade! Pelo direito de nossos povos a terem acesso a tão importante serviço público!
FONTE:
https://cnte.cut.org.br/noticias/solidariedade-internacional-a-luta-da-ctera-e-a-paralisacao-nacional-na-argentin-a6bb