Parece ficção

Parece ficção

 

Parece ficção.

Mas aconteceu no Brasil.

Tudo começou quando uma menina de apenas 4 anos levou para casa um desenho feito na escola.

Era Iansã.

A atividade fazia parte de um projeto pedagógico baseado na Lei 10.639/2003, que determina o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.

O pai entendeu que sua filha estava sendo ensinada a seguir uma religião de matriz africana.

Chamou a Polícia Militar.

Quatro policiais armados entraram na escola.

As crianças assistiram à cena.

Professores foram interrogados.

A diretora explicou que a escola não realizava culto religioso, nem ensinava uma religião. O objetivo era trabalhar literatura, cultura e história afro-brasileira.

Mesmo assim, o episódio ganhou repercussão nacional.

Meses depois, as imagens das câmeras corporais dos policiais vieram a público e reacenderam o debate.

A pergunta continua dividindo o país:

Ensinar sobre a cultura afro-brasileira é o mesmo que ensinar uma religião?

A lei brasileira faz uma distinção clara entre estudar manifestações culturais e praticar uma religião.

Mas, na prática, essa fronteira continua sendo motivo de intensos debates.

Independentemente da opinião de cada um, o caso revela uma questão maior:

Ainda existe muita dificuldade em separar conhecimento histórico e cultural de proselitismo religioso quando o assunto envolve as religiões de matriz africana.

E você, o que pensa sobre esse caso?

📷Imagem meramente ilustrativa

Via Atlántico Negro

FONTE:

https://www.facebook.com/profile.php?id=100066184886343 

 

 

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"DOUTRINAÇÃO IDEOLÓGICA DE POLICIAIS MILITARES

Pera, aí? Que história é essa de Policial Militar invadir escola para bater boca com diretora por que sua filha desenhou uma Orixá durante a aula? Tem inúmeros problemas nisso tudo.

Primeiro, que a professora que requisitou a atividade estava simplesmente aplicando a Lei nº 10.639/2003 e a Lei nº 11.645/2008, que determinam obrigatoriedade do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas. Logo, não havia nada de errado. Ao contrário, estava cumprindo a lei.

Segundo, que um policial entrar fardado e armado numa escola para intimidar uma diretora subverte a lógica de tudo. Como ele estava tratando de um assunto familiar, no mínimo deveria estar trajando roupas civis e desarmado. A ação intimidadora foi vergonhosa.

Terceiro, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, que é o partido político da Igreja Universal, obriga os policiais a assistirem pregações diárias nos salões dessa seita macabra. Todos sabem que essa mesma entidade empresarial, disfarçada de igreja para não pagar impostos, é famosa por promover discursos de ódio contra religiões de matriz afro-brasileira. Isso não apenas viola

Ou seja, isso revela a terrível realidade que estamos vivendo. Policiais militares são diariamente doutrinados ideologicamente pela "religião" que controla o partido do governador. Com isso, passam a perseguir educadores que simplesmente aplicam a lei e comprem suas funções.

Ou reagimos logo, ou em breve teremos os braços armados do Estado controlado pelos vendedores da fé enganosa."

Thomas de Toledo

FONTE:

https://www.facebook.com/thomasdetoledo33 




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