Patriota de país estrangeiro

Patriota de país estrangeiro

O PATRIOTA DE PAÍS ESTRANGEIRO

06/01/2026

 

O patriota de país estrangeiro é uma criatura que surgiu dos banheiros onde aprende sobre o mundo com celular na mão. Ele se diz nacionalista, mas não é do próprio país. Ele fala que ama o Brasil desde que o Brasil seja submisso aos Estados Unidos e a Israel. Desde que se curve ao imperialismo. Desde que aceite ser invadido, ocupado, tutelado, explorado e, se necessário, bombardeado “pela democracia”.

O patriota de país estrangeiro acredita em todas as mentiras que os Estados Unidos contam. Acredita que Maduro é traficante. Acreditou que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. Acreditou que o Iraque foi destruído para ser implantada a democracia. Acreditou que a Líbia e a Síria foram devastadas para salvar mulheres e crianças de ditadores sanguinários. O patriota de país estrangeiro acredita em tudo o que os Estados Unidos mentem porque o sonho dele é ser "americano" mesmo que um "americano subalterno do sul colonizado".

O patriota de país estrangeiro não é somente enganado. Ele é enganado orgulhosamente devotado. Ele briga a favor do enganador. Ele é capaz de matar e morrer pelo imperialismo. Lambe botas com fé é devoção. Se ajoelha, se deita e se prostra para ser capacho com muito orgulho. Implora para que seu próprio país seja atacado, porque no fundo seu sonho não é ver o Brasil forte, mas ver o Brasil punido, destruído e diminuído. Ele odeia o Brasil real. Repudia a cultura brasileira. Tem ojeriza pelo povo brasileiro com sua diversidade, sua história, sua etnicidade mestiça. O Brasil que ele ama é o Brasil humilhado, subjugado, rendido.

Ele sonha com porta-aviões no litoral do Rio de Janeiro bombardeando os morros. Sonha com sanções econômicas que “ensinem uma lição” de que o Brasil precisa ser eternamente pobre. Sonha com bombas inteligentes caindo sobre cidades burras porque esse é seu complexo de viralatas. Se alguém pergunta quem vai morrer, ele responde que “o preço da liberdade é alto”, sempre imaginando que o preço será pago por outros.

O patriota de país estrangeiro se fantasia de patriota com a camisa da CBF. Enrola-se em estadunidense ou israelense, canta hino para pneu, bate continência para embaixada e faz oração na porta de quartel pedindo golpe, ditadura e intervenção. Acha que isso vai render curtidas, aplausos e talvez até um visto.

O sonho dele é morar nos Estados Unidos. Só que, na prática, quando chega lá, vira imigrante ilegal. Descobre que não é “aliado”, mas criminoso. Não é “cidadão”, mas mão de obra barata e descartável. Não é “patriota”, mas estrangeiro que mesmo lavando privadas com esmero e orgulho é visto como quem rouba empregos. Conhece a deportação sem nunca ver o "sonho americano". Aliás, que sonho é esse com 900 mil pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza?

Quando volta ao Brasil, encontra a casa destruída por uma bomba dos Estados Unidos. Mas não fica triste. Fica orgulhoso. Afinal, disseram que ali podia haver um terrorista. Talvez Bin Laden. Talvez um comunista. Não importa. Se a bomba veio com selo de democracia, então foi justa.

O patriota de país estrangeiro também aplaude sanções. Diz que odeia corrupção, mas defende golpes para roubar petróleo. Diz que é contra a ditadura na Venezuela, mas pede a volta da ditadura no Brasil. Para ele, direitos humanos só devem existir quando o presidiário for Bolsonaro ou outro político bandido de estimação.

Ele sabe tudo sobre o mundo porque acompanha as notícias pelo grupo do ZAP "tiozãos do churrasco do condomínio". Diz que a mídia mente, exceto quando ela elogia Estados Unidos e Israel. Ele diz que é contra o aborto porque defende as criancinhas mas apoia a matança de crianças palestinas na Faixa de Gaza.

No fundo, o patriota de país estrangeiro não quer soberania, nem justiça, nem democracia para o Brasil. Ele quer ser aceito por quem jamais o aceitará. Quer fazer parte de um mundo que só o enxerga como colônia, quintal ou dano colateral.

Quando tudo dá errado, quando o país está em ruínas, quando a economia colapsa, quando a violência explode, ele não se responsabiliza. Diz que “era necessário”. Diz que “era inevitável”. Diz que “o problema somos nós”.

Este é o patriota de país estrangeiro que acha que Olavo é filósofo, que Bolsonaro é mito, que Trump é a salvação e que Netaniahu mata em nome de "deus".

Para o patriota de país estrangeiro, o Brasil nunca é a pátria. O Brasil é um erro histórico e ele é consequência disso. O nome disso é complexo de viralatas. Ele se sente inferior e acha que idolatrar o destruidor, o agressor, o inimigo, vai torná-lo superior ou quem sabe um "americano". Mas isso apenas mostra o que ele sempre foi. Um capacho do imperialismo. Um inocente útil que será dano colateral no primeiro bombardeiro.

 

FONTE:

Thomas de Toledo 

 

 

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"O PROBLEMA DA EUROPA NÃO SE CHAMA RÚSSIA - CHAMA-SE TRUMP

06/01/2026

 

Durante anos disseram-nos que o grande perigo para a Europa vinha do Leste. Um perigo frio, previsível, com fronteiras claras, tanques visíveis e discursos conhecidos. Chamava-se Rússia. E, de facto, a Rússia não é o problema. A Rússia não esconde no seu discurso sério, histórico e nada despiciendo aquilo que pretende. Não ser acossada!

Enquanto a Europa olha fixamente com medo de Moscovo, alguém do outro lado do Atlântico resolveu virar o tabuleiro, atirar as peças ao chão e declarar que o jogo agora é outro. Esse alguém chama-se Donald Trump. E o seu problema não é a Rússia, nem a China, nem o Irão. O problema de Trump é simples: as regras.

Trump não governa por tratados, governa por impulsos. Não acredita em alianças; acredita em negócios. Não respeita equilíbrios; respeita vantagens. Para ele, a política internacional não é um sistema de cooperação imperfeita - é um leilão permanente onde ganha quem ameaça melhor.

Começou com tarifas. Depois recuou. Depois avançou outra vez. Fez da economia uma arma e da instabilidade uma estratégia. Olhou para a NATO e viu um clube caro, não uma aliança defensiva, mesmo sabendo as vezes que foi usada para atacar outros. Olhou para a Ucrânia e viu uma fatura. Olhou para a Europa e viu um cliente obrigado a comprar armas americanas para resolver um problema que os EUA ajudam a prolongar.

No Médio Oriente, Trump ajudou a incendiar o que já ardia. Fez da Palestina um detalhe, de Israel um cheque em branco e do Irão um inimigo conveniente. Paz não era o objetivo; alinhamento era. O direito internacional? Um incómodo retórico, bom para discursos da ONU e pouco mais.

Depois fingiu aproximar-se da Rússia. Um acordo aqui, um aceno ali, uma conversa sobre divisões territoriais que nunca se resolve mas nunca desaparece. A Rússia já não se interessa de conversas ocas: avança com método e paciência clássica. Trump observa, negocia, ameaça - e deixa no ar a sensação de que tudo é transacionável, de fronteiras até terras raras.

E quando a Europa ainda tentava perceber se devia temer mais Moscovo ou Kiev, Trump apontou para a Gronelândia. Um território de um aliado da NATO. Falou como se fosse um imóvel à venda. Não era provocação: era coerência. Na lógica trumpista, aliados são úteis enquanto não atrapalham.

Virou-se para a Venezuela? Uma velha desculpa com nome novo: “controlo da droga”. O argumento é frágil, quase insultuoso. O objetivo é óbvio: petróleo, influência, sinal para outros. Cuba e Colômbia entram no discurso como ameaças a silenciar, não como parceiros a ouvir. O direito internacional transforma-se em ruído de fundo.

Olhou para a China como um adversário que tinha que abater com respeito? Mas a China faz o que potências pacientes fazem: observa. Sabe que quando um império começa a rasgar as próprias regras, não precisa de ser empurrado - cai sozinho, ou pelo menos enfraquece-se.

É aqui que a Europa e principalmente os dirigentes da União Europeia deviam parar de repetir slogans e começar a pensar. O verdadeiro risco para a segurança europeia não é um tanque russo a atravessar uma fronteira. É a possibilidade de o principal garante da ordem atlântica deixar de acreditar nela. É a política americana que substitui previsibilidade por chantagem, alianças por contratos, direito por força.

A Europa não precisa de mais armas. Precisa de autonomia política, coerência estratégica e, sobretudo, de se proteger de um "aliado" que já não se comporta como tal. Porque quando a potência que escreveu grande parte das regras decide ignorá-las, o sistema inteiro entra em colapso.

O problema da Europa não se chama Rússia. A Rússia é uma nação que serviu a Europa com a sua energia e que recebia pelo que vendia. Deixou de vender porque foi impedida pelas politicas que a sancionaram por pressão de quem - hoje - se exclui dos acordos. O problema da Europa chama-se Trump - ou, mais exatamente, o "trumpismo": a ideia de que o mundo funciona melhor sem regras, sem compromissos e sem memória histórica.

E quando isso acontece, não é apenas a Europa que fica em perigo. É a própria ideia de ordem internacional que começa a desfazer-se - nó a nó.

Se a Europa não acordar deste pesadelo, poderá cair definitivamente da sua "cama" de conforto politico e encontrar-se num labirinto sem saída."

João Gomes

FONTE:

Rosicler Helena 

 

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Eu só lamento pelo número enorme de pessoas do cognitivo fudido que crê realmente nas narrativas perversas e hipócritas dos EUA...E essa de combate ao narcotráfico é uma das mais sacanas sabe?Ô criaturas, os EUA não combatem narcotráfico coisíssima nenhuma, eles o incorporam como ferramenta estrutural de poder imperial! A chamada “guerra às drogas” sempre foi uma fraude discursiva para consumo interno e também externo, especialmente de cristãos conservadores domesticados pelo moralismo...

Na prática, acordem, Washington financia, protege, lucra ou simplesmente fecha os olhos para o tráfico sempre que ele serve a seus interesses geopolíticos...

O caso mais podre, escancarado, é o do Irã-Contras: nos anos 1980, a CIA apoiou milícias de extrema-direita na Nicarágua (os Contras), financiadas diretamente pelo tráfico de cocaína, enquanto Reagan e sua base cristã gritavam “Deus, pátria e família”...

A droga inundou bairros negros nos EUA, financiou guerra suja na América Central e ninguém foi punido à altura...

O Estado operou o caos. O Estado lucrou, gostou e continuou!

Na Colômbia, o Plano Colômbia foi vendido como combate às drogas, mas fortaleceu paramilitares ligados aos cartéis, responsáveis por massacres, deslocamentos forçados e controle territorial. O narcotráfico nunca diminuiu — apenas se reorganizou sob proteção estatal e militar. O que aumentou foi o controle dos EUA sobre território, política e forças armadas locais...

No Afeganistão, sob ocupação norte-americana, a produção de ópio explodiu! Senhores da guerra aliados aos EUA enriqueceram com heroína enquanto Washington fingia não ver...

Coincidência? Não. O narcotráfico foi parte do financiamento informal da ocupação e da estabilidade artificial do regime fantoche.

No México, a cooperação militar com os EUA nunca rompeu os laços profundos entre Estado, forças de segurança e cartéis. Pelo contrário: militarizou o país, ampliou a violência e consolidou um narco-Estado funcional aos interesses norte-americanos, com rios de sangue latino garantindo “segurança” ao norte...

Tudo isso aconteceu e acontece enquanto políticos norte-americanos — Trump incluído, lógico — posam de cruzados morais*, apontam o dedo para imigrantes, Venezuela, Colômbia, Brasil, Cuba ou qualquer inimigo convenientemente constituído, e mentem dizendo que combatem o narcotráfico. Mentem descaradamente. O maior cartel do mundo não opera na ilegalidade — opera por meio do Estado imperial.

* O país sem megacartéis que movimenta US$ 100 bilhões em cocaína - BBC News Brasil https://share.google/y8w3AJhQjQPQMINup

* Tráfico de droga: uma das forças motrizes da economia dos EUA - IELA https://share.google/BbRZZduoavqM3jElr

* O Norte lava, o Sul paga: a hipocrisia americana com o dinheiro sujo da droga https://share.google/xttuA13JO66AOb9jw

* CIA traficava drogas para financiar guerras - Opera Mundi - Opera Mundi https://share.google/SYvxwzIZ71NtBJHz8

* Dinheiro de drogas são usados pelos EUA para financiar o terrorismo - A Verdade https://share.google/WtpkPydgJ9CoMRy3c

*https://www.instagram.com/reel/DTDxV8NDu1B/...

E aqui entra o papel central do cristianismo conservador: ele santifica essa máquina de lucros, corrupção e morte, transforma imperialismo em “missão divina”, converte guerra suja em “defesa da civilização” e absolve o império enquanto demoniza povos inteiros. É fé sequestrada para legitimar crime organizado em escala global.

Quem ainda acredita que Trump — ou os EUA — combatem o narcotráfico não é mais nem ingênuo. É cúmplice ideológico (idiota útil) de um sistema que lucra com drogas, armas e cadáveres, desde que tudo seja feito em nome de Deus e da bandeira...

E tudo reverbera aqui né?

O bolsonarismo e boa parte das igrejas evangélicas no Brasil são a filial ideológica da mesma farsa imperial vendida por Trump nos EUA. O discurso é idêntico: “guerra às drogas”, “defesa da família”, “combate ao mal”, “ordem cristã”. A prática também: aliança com milícias, narcotráfico, crime organizado, lavagem de dinheiro e repressão seletiva aos pobres...

Nada disso é desvio. É método.

Enquanto Trump enganava cristãos norte-americanos dizendo combater cartéis, Bolsonaro repetia o script aqui, ao mesmo tempo em que milícias ligadas ao tráfico, ao contrabando e à lavagem de dinheiro se consolidavam como poder político...

O moralismo religioso serviu para uma única função: impedir que a base enxergasse quem são os verdadeiros parceiros do projeto.

As igrejas entram como braço estratégico, claro: elas e seus representantes políticos não combatem o narcotráfico real, combatem a favela, o usuário pobre, a cultura periférica e qualquer organização popular. A lógica é a mesma da política externa dos EUA: drogas são problema quando estão fora do controle; quando estão integradas ao sistema de poder, viram ferramenta. No Brasil, o crime organizado não ameaça o projeto conservador — ele o sustenta territorialmente.

Essa conexão não é simbólica, é material.

Igrejas alinhadas ao bolsonarismo importaram dos EUA:

▪️ a teologia do domínio

▪️ o sionismo cristão

▪️ a retórica da guerra espiritual

▪️ o ódio ao “inimigo interno”

Tudo isso para legitimar um Estado punitivo para os pobres e permissivo para os aliados do capital e do crime.

Assim como os EUA usam o narcotráfico para desestabilizar países e financiar guerras sujas, no Brasil o discurso antidrogas legitima chacinas, encarceramento em massa e controle social, enquanto o fluxo real de dinheiro do tráfico segue intocado — porque passa por bancos, políticos, empresários e igrejas. E isso ninguém prega contra no culto. Esses inimigos de fato, nunca são demoníacos...

Percebem?

A verdade é simples e brutal:

💀o narcotráfico que interessa combater é só o que ameaça o império e suas colônias ideológicas.

💀 O que financia poder, voto, milícia e hegemonia religiosa é tolerado, protegido ou invisibilizado.

Quem segue acreditando que Trump, Bolsonaro ou pastores midiáticos estão “combatendo o narcotráfico” não está do lado da fé nem da moral. Está do lado de um projeto imperial, cristofascista, que usa Deus como álibi e a violência como política.

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Por Gi Stadnicki

 

FONTE:

Giovanna Stadnicki 

 

 




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