Pix sob ataque dos EUA

Pix sob ataque dos EUA

A soberania no bolso do povo: O Pix sob ataque dos EUA e o vergonhoso papel de Bolsonaro e da direita brasileira

 

 

Uma suposta “perseguição política” foi a argumento utilizado pela Família Bolsonaro para atacar uma das maiores e mais eficientes tecnologias de inclusão financeira e soberania nacional da nossa história: o Pix.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) julga nesta semana os pedidos de sanções dos Bolsonaro contra o Brasil, que podem taxar exportações brasileiras em 25%.

O motivo real de fundo, amplificado pelo lobby de parlamentares bolsonaristas, é o incômodo das gigantes transnacionais de cartões de crédito (como Visa e Mastercard, sediadas nos EUA) com o sucesso estrondoso do nosso sistema de pagamentos.

Mais do que uma disputa partidária, o que está em jogo é o dinheiro que fica no comércio local versus o lucro que é enviado para fora.

O que muda na sua vida? Entenda a mecânica oculta do cartão de débito

Para o consumidor comum, pagar algo no cartão de débito parece “gratuito”, afinal, o preço que aparece na maquininha é exatamente o valor cobrado na conta. Mas a realidade por trás do balcão é bem diferente.

Antes do Pix, quando você passava o seu cartão de débito, o comerciante — seja o dono da padaria da esquina, a costureira ou o feirante — tinha que pagar uma taxa de 1,5% a 2% sobre o valor daquela venda para a operadora do cartão e para a bandeira internacional.

Exemplo Prático: Em uma venda de R$ 100,00 no débito, o comerciante perdia até R$ 2,00 em tarifas. Multiplique isso por milhares de transações ao mês. Esse dinheiro saía do caixa do microempreendedor brasileiro e viajava diretamente para as contas das multinacionais americanas em Nova York ou na Califórnia.

Com a chegada do Pix, essa operação tornou-se completamente gratuita para as pessoas físicas e drasticamente mais barata ou isenta para os microempresários. O dinheiro do comerciante fica, integralmente, no bolso dele. Fica circulando na economia do seu bairro, da sua cidade, dentro do Brasil.

E com o avanço do Pix Parcelado, até mesmo o tradicional cartão de crédito vem perdendo espaço, permitindo que a retenção dessa riqueza nacional seja ainda maior.

A força dos números: O Pix dominou o Brasil

O sucesso do Pix não é força de expressão; os dados oficiais do Banco Central mostram uma revolução consolidada. No ano de 2025, o Pix quebrou todos os recordes históricos:

79,8 bilhões de transações: Foi o número total de operações realizadas pelos brasileiros ao longo do ano passado, representando uma alta de mais de 24% em relação ao ano anterior.

R$ 35,36 trilhões movimentados: Um volume financeiro brutal que impulsionou o comércio de ponta a ponta e garantiu que o varejo funcionasse em velocidade máxima.

O sistema já representa mais de 54% de todas as transações financeiras feitas no país, abraçando mais de 172 milhões de cidadãos que hoje estão incluídos no ecossistema digital.

De orgulho nacional à exportação: A tecnologia que o mundo quer copiar

O Pix é uma tecnologia 100% brasileira, desenvolvida pelo corpo técnico do nosso Banco Central. Ele se tornou uma referência global tão absoluta de eficiência que bancos centrais de dezenas de países, além de blocos econômicos na América Latina e na Europa, estudam e desenham seus novos sistemas inspirados no modelo brasileiro.

Até mesmo os Estados Unidos, historicamente atrasados em pagamentos instantâneos de varejo, tentam correr atrás do prejuízo com a implementação do sistema deles, o FedNow.

Pedir sanções contra o próprio país é traição à pátria

Ver políticos brasileiros cruzarem o oceano para fazer lobby junto a uma potência estrangeira, aplaudindo a possibilidade de aplicação de tarifas comerciais que vão punir o agronegócio, a indústria e o trabalhador brasileiro, é a definição exata de traição à pátria.

Eles não estão defendendo a liberdade; estão atuando como despachantes dos lucros de corporações financeiras americanas que não aceitam ter perdido o monopólio da cobrança de pedágio sobre o suor do trabalhador brasileiro.

O Pix é patrimônio do povo brasileiro. Defender o Pix e a sua evolução é defender a soberania econômica, o pequeno comerciante e o direito do Brasil de criar tecnologias que sirvam à sua gente, e não aos interesses de Washington.

O vídeo Transações via PIX sobem no 1º semestre ajuda a compreender, de forma visual e didática com base nos relatórios oficiais do Banco Central, como o crescimento vertiginoso do Pix impacta o dia a dia da economia popular e o comércio local brasileiro.

FONTE:

https://luizmuller.com/2026/07/07/a-soberania-no-bolso-do-povo-o-pix-sob-ataque-dos-eua-e-o-vergohoso-papel-de-bolsonaro-e-da-direita-brasileira/ 




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