Portaria da MP publicada

Portaria da MP publicada

Portaria que eleva piso dos professores é publicada e entra em vigor

Reajuste de 5,4% eleva valor mínimo para R$ 5.130,63 e garante ganho real acima da inflação. Mudança no cálculo, feita por MP de Lula, evita aumento simbólico e vincula piso às receitas do Fundeb.

Congresso em Foco  -  30/1/2026 

 

O ministro da Educação, Camilo Santana, assinou na quinta-feira (29) a portaria que regulamenta o novo piso salarial nacional dos professores da educação básica pública. Com reajuste de 5,4%, o valor mínimo passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para uma jornada de 40 horas semanais em todo o país. A portaria foi publicada na edição desta sexta-feira (30) no Diário Oficial da União.

"Nenhum professor desse país, com 40 horas, pode ganhar menos que isso", afirmou Camilo. Segundo o ministro, o reajuste representa ganho real para a categoria e cumpre um compromisso assumido pelo presidente Lula.

 O aumento decorre de uma mudança no cálculo do piso salarial, promovida pela Medida Provisória (MP) 1.334/2026, assinada por Lula no último dia 21. A MP alterou a fórmula de reajuste para adequá-la ao novo modelo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), instituído pela Emenda Constitucional 108.

 

 

Entenda as principais mudanças no piso salarial dos professores para 2026.

Entenda as principais mudanças no piso salarial dos professores para 2026. Arte Congresso em Foco

 

Novo cálculo

Pela nova regra, o reajuste anual do piso passa a ser calculado pela soma da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior com 50% da média da variação real das receitas destinadas ao Fundeb por estados, Distrito Federal e municípios nos cinco anos anteriores. O texto também estabelece que o percentual nunca poderá ser inferior à inflação do período, garantindo, no mínimo, a preservação do poder de compra dos professores.

Em 2025, o INPC foi de 3,9%. Com a nova fórmula, o reajuste de 5,4% assegura um ganho real de cerca de 1,5 ponto percentual acima da inflação. Pela regra anterior, o aumento projetado para 2026 seria de apenas 0,37%, o equivalente a cerca de R$ 18, o que representaria perda real de salário.

De acordo com o Ministério da Educação, a mudança busca dar mais previsibilidade e estabilidade aos reajustes do piso, além de alinhar a política de valorização do magistério à meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a equiparação do rendimento médio dos professores ao de outros profissionais com escolaridade equivalente.

"Investir na educação é garantir melhores condições de remuneração aos nossos professores. Isso é respeito e compromisso com quem dedica a vida a ensinar", afirmou o presidente Lula em publicação nas redes sociais.

Veja a íntegra da MP 1.334/26.

Resistência de prefeitos

O governo estima que a aplicação da nova regra possa gerar impacto financeiro de cerca de R$ 6,4 bilhões em 2026, caso todos os entes federativos adotem integralmente o reajuste. Entidades municipalistas, como a Confederação Nacional de Municípios (CNM), criticaram a medida e apontaram impacto de até R$ 8 bilhões para os cofres municipais, defendendo que aumentos reais sejam negociados localmente. Já a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) pediu que a mudança considere a capacidade fiscal dos municípios e venha acompanhada de maior participação financeira da União.

As discussões que levaram à mudança no cálculo ocorreram no Fórum Permanente do Piso, que reúne representantes dos trabalhadores e gestores da educação. Participaram do debate entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

Por se tratar de medida provisória, a nova regra já está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional, que poderá confirmar ou alterar o texto. O prazo final para o anúncio oficial do piso nacional do magistério em 2026 se encerra nesta sexta-feira (30).

 

FONTE:

https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/115973/portaria-que-eleva-piso-dos-professores-e-publicada-e-entra-em-vigor 

 

 

Entenda a MP que elevou o piso salarial dos professores

Nova regra de cálculo garantiu reposição da inflação e ganho real em 2026. Mudança elevou reajuste de 0,37% para 5,4% e fixou piso em R$ 5.130,63.

Congresso em Foco  - 22/1/2026 

 

A medida provisória (MP 1.334/26) assinada pelo presidente Lula mudou o cálculo de reajuste do piso salarial nacional do magistério e evitou que os professores da educação básica tivessem, em 2026, um aumento apenas simbólico. Com a alteração das regras, o índice saltou de 0,37% para 5,4%, garantindo reposição da inflação e ganho real, e elevando o piso para R$ 5.130,63 na jornada de 40 horas semanais.

Veja a íntegra da MP 1.334/26.

O que é o piso salarial dos professores?

É o valor mínimo que deve ser pago aos professores da educação básica da rede pública em todo o país, para uma jornada de 40 horas semanais. Estados e municípios não podem fixar vencimentos iniciais abaixo desse patamar. 

O que mudaria se a regra não fosse alterada?

Pelo critério anterior, o reajuste projetado para 2026 seria de apenas 0,37%, percentual insuficiente para repor a inflação do período. Na prática, isso significaria perda real no salário dos professores.

O que a medida provisória mudou no cálculo?

A MP redefiniu o critério de atualização anual do piso. A partir de agora, o reajuste passa a ser calculado pela soma de dois componentes:

o INPC do ano anterior, que mede a inflação;

mais 50% da média da variação real das receitas de contribuição ao Fundeb, apurada nos cinco anos anteriores.

Por que o novo critério garante um reajuste maior?

Porque ele impede que o piso seja corrigido abaixo da inflação e acrescenta um componente de ganho real ligado ao desempenho das receitas do Fundeb, fundo que financia a educação básica. Isso tornou o reajuste mais robusto e previsível.

Qual é o novo valor do piso em 2026?

Com a nova regra, o piso salarial nacional dos professores passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 na jornada de 40 horas semanais, um aumento de 5,4%.

O reajuste ficou acima da inflação?

Sim. O índice representa um ganho real de cerca de 1,5 ponto percentual acima do INPC de 2025, que foi de 3,9%.

Quem participou das discussões sobre o novo critério?

O debate ocorreu principalmente no Fórum Permanente do Piso, que reúne representantes dos trabalhadores e gestores da educação. Participaram das discussões a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), dirigentes municipais de educação ligados à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretários estaduais representados pelo Consed.

O que foi discutido no Fórum Permanente do Piso?

As entidades debateram formas de garantir previsibilidade ao reajuste e evitar correções abaixo da inflação. O fórum chegou a aprovar uma minuta defendendo a atualização do piso com base na inflação do ano anterior somada a um ganho real vinculado à média do crescimento real do Fundeb em cinco anos — modelo que acabou incorporado à MP.

Como os prefeitos reagiram à mudança?

Entidades municipalistas criticaram a medida. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estimou impacto de até R$ 8 bilhões para os cofres municipais e defendeu que aumentos reais sejam negociados localmente. Já a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) pediu que a mudança considere a capacidade fiscal dos municípios e seja acompanhada de maior aporte de recursos da União.

A medida já está valendo?

Sim. Por ser uma medida provisória, a nova regra tem validade imediata. No entanto, o texto ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Congresso Nacional, que pode confirmar ou alterar os critérios definidos pelo governo.

FONTE:




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