Prefeitos criticam reajuste

Prefeitos criticam reajuste

Prefeitos criticam reajuste no piso salarial de professores

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou nota de insatisfação sobre o critério de reajuste do piso nacional do magistério da educação básica pública

Correio Braziliense  Por Ian Vieira

postado em 28/01/2026 

Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulga nota demonstrando insatisfação pelo reajuste no piso salarial dos professores. -  (crédito: Reprodução/CNM)Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulga nota demonstrando insatisfação pelo
reajuste no piso salarial dos professores. - (crédito: Reprodução/CNM)

 

 

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) demonstrou em nota na última quarta-feira (21/1), insatisfação sobre a Medida Provisória (MP 1.334/2026) que reajusta o piso salarial dos professores da rede pública de ensino no Brasil. O órgão calcula um impacto estimado em R$ 6 bilhões e julga a mudança como “oportunista e eleitoreira”.

O reajuste de 5,4% faz com que o pagamento passe de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para professores da rede pública de todo o Brasil, com jornada de 40 horas semanais. Entretanto, a confederação julga  que aumentos reais nos vencimentos devem ser negociados entre o governo de cada município e o respectivo quadro do magistério, pois dependem das condições fiscais e orçamentárias dos entes locais e dos limites de despesas com pessoal pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Em nota, o CNM ainda afirma que a MP é: “Uma despesa criada por norma com força de Lei Ordinária e sem a indicação da fonte de custeio”.  As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por prefeituras e estados a partir de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), com complementações da União. A norma tem validade imediata, mas precisará ser confirmada pelo Congresso Nacional na volta dos trabalhos legislativos, a partir de fevereiro.

 

Fátima Silva, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Fátima Silva, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação (CNTE).
(foto: Divulgação/CNTE)

 

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Fátima Silva, comentou sobre a insatisfação dos gestores municipais: “A Lei nº 11.738 garante os recursos para pagamento do piso, seja por meio do Fundeb ou dos demais recursos que integram as receitas vinculadas à educação (art. 212 da Constituição Federal). Ademais, caso o ente público comprove não possuir condições para honrar o piso, a União deverá dispor de receitas adicionais”.

Silva completou afirmando a importância do cumprimento do reajuste e da valorização da educação: “A qualidade da educação pública requer investimentos em diferentes áreas, especialmente dos profissionais. Enquanto o país não superar a desvalorização do trabalho escolar, predominantemente feminino, dificultará o avanço na qualidade do ensino pretendida pela sociedade”, disse.

*Estagiário sob a supervisão de Ana Sá

FONTE:

https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/educacao-basica/2026/01/7342751-prefeitos-criticam-reajuste-no-piso-salarial-de-professores.html




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