Ranking de adoecimento mental

Ranking de adoecimento mental

 

 

Ranking mundial de adoecimento mental entre professores:

1. Japão: 70% dos professores com sintomas de burnout e depressão

2. Brasil: 67% dos docentes relataram impactos diretos na saúde mental, como estresse crônico, ansiedade e depressão

3. Portugal: 64,9% dos professores relatam prejuízos psicológicos severos relacionados ao trabalho

Mesmo com esses dados alarmantes, o professor adoecido ainda é tratado como alguém que, isoladamente, não deu conta da pressão. Como se fosse um drama pessoal, e não o reflexo de uma crise coletiva.

A depressão entre educadores não chega gritando. Ela se arrasta.

No cansaço que não passa, nem depois do fim de semana.

No choro no caminho da escola.

Na aceleração da ansiedade quando o domingo vai acabando.

No medo de ser agredido.

Na sensação constante de insuficiência.

No corpo que carrega as dores da mente.

Na mente que se embaralha em esquecimentos e sentimentos.

No afeto que seca devagar.

E isso não é fraqueza individual. É colapso coletivo.

Pesou demais. Cobrou-se demais. Faltou cuidado.

O mesmo professor que acolhe o aluno em crise muitas vezes não tem quem o acolha quando ele próprio desaba.

Se a escola não aprender a cuidar de quem cuida, vai se tornar o maior gatilho de sofrimento de seus próprios educadores.

Proteger o professor vai muito além de lembrancinhas no Dia dos Professores.

É repensar o ambiente.

É garantir respeito, escuta, apoio.

É criar espaços emocionalmente seguros.

É transformar a cultura da cobrança em cultura do cuidado

Porque quando o adoecimento se torna rotina, quem adoece não é só o professor. É a escola inteira.

Vamos parar de normalizar o cansaço e começar a construir redes reais de proteção?

FONTE:

https://www.facebook.com/ofabioflores?locale=pt_BR 

 

 

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A escola está recebendo, a cada dia, mais alunos com laudos de neurodivergência. Isso é um avanço e também um desafio. Mas precisamos conversar seriamente sobre uma questão: E quantos professores passaram a vida inteira sem diagnóstico?

A sala dos professores ainda está cheia de adultos que cresceram ouvindo que eram “esquisitos”, “difíceis”, “desatentos”, “antissociais”, “desorganizados”, “lerdos”, “intensos demais” ou “frios demais”.

Pessoas que sobreviveram à infância sendo punidas por características que hoje talvez fossem compreendidas clinicamente.

Professores que esqueceram compromissos não por descaso, mas por sobrecarga cognitiva. Que evitam certos ambientes não por arrogância, mas por exaustão sensorial.

Que parecem “grossos” porque passaram décadas tentando mascarar desconfortos internos para sobreviver socialmente. Que são vistos como “difíceis de lidar” quando, na verdade, talvez estejam apenas cansados de fingir normalidade o tempo inteiro.

Enquanto a escola aprende a acolher crianças neurodivergentes, existe uma geração inteira de educadores que precisou aprender a sobreviver sem acolhimento nenhum.

E isso produz um efeito perverso:

muitos professores conseguem identificar sofrimento nos alunos, mas nunca aprenderam a reconhecer o próprio.

A inclusão escolar não pode parar no estudante. Porque há profissionais ensinando todos os dias enquanto carregam silenciosamente dores, inadequações e exaustões que ninguém investigou.

Nem toda pessoa difícil é neurodivergente. Mas a facilidade com que transformamos diferenças humanas em defeitos morais ainda diz muito sobre a violência emocional presente na cultura escolar.

Fonte:

https://www.facebook.com/ofabioflores?locale=pt_BR 

 

 

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O caso do adolescente de 13 anos que matou duas inspetoras dentro de uma escola no Acre chamou atenção da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa por um detalhe específico: a frieza e a organização da sequência de atos.

Segundo as informações divulgadas até agora, ele utilizou a arma do padrasto, entrou na escola com carregadores extras, efetuou disparos letais contra duas educadoras que tentavam impedi-lo de avançar e depois caminhou até um quartel para se entregar.

Na análise da psiquiatra, isso não aponta apenas para “perda de controle” ou “surto emocional”.

Existe planejamento.

Existe direção.

Existe controle da ação.

Outro ponto destacado por Ana Beatriz Barbosa é a crueldade presente na dinâmica do ataque. Segundo os relatos, os disparos foram feitos contra duas inspetoras que tentavam proteger os estudantes.

Bullying pode explicar sofrimento emocional.

Mas, segundo a análise apresentada por ela, não explica sozinho a arma, os carregadores, os tiros e a execução organizada da sequência de atos.

Alzenir Pereira e Raquel Sales Feitosa morreram tentando impedir que o ataque alcançasse ainda mais alunos.

 

Fonte:

https://www.facebook.com/ofabioflores?locale=pt_BR 

 

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PROFESSORA DE 67 ANOS DESISTE DO CARGO APÓS SER MORDIDA E CHUTADA POR ALUNOS EM OLÍMPIA (SP)🚨

Uma professora com mais de três décadas dedicadas ao ensino público pediu exoneração após ser agredida por alunos em uma escola pública municipal de Olímpia, no interior de São Paulo.

Heloisa Barbara Cevada Esperandio, de 67 anos, havia se aposentado, mas voltou oficialmente às salas de aula após ser incentivada por colegas. Ela passou por processo seletivo e assumiu uma turma do segundo ano do Ensino Fundamental.

Logo nos primeiros dias letivos, a rotina teria sido marcada por indisciplina e comportamento hostil de alguns menores. A situação saiu do controle quando a professora tentou separar uma briga física entre dois alunos que se agarravam pelo pescoço.

Ao intervir, Heloisa acabou sendo alvo da fúria dos estudantes e sofreu mordidas e chutes, que deixaram hematomas pelo corpo.

O impacto foi além das marcas físicas. Profundamente abalada, a professora pediu exoneração e, mesmo após mais de um ano do ocorrido, ainda precisa de acompanhamento psicológico e psiquiátrico para lidar com os traumas emocionais da agressão.

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação de Olímpia informou que adotou todas as providências administrativas e pedagógicas na época, prestou acolhimento e acionou uma equipe multidisciplinar para acompanhar os envolvidos, além de reforçar projetos de combate ao bullying em parceria com as forças de segurança locais.

O caso reacende o alerta sobre a violência nas escolas. Um levantamento do Centro do Professorado Paulista, feito com 1.440 educadores das redes estadual, municipal e privada, apontou que mais de 65% dos docentes já foram vítimas de algum tipo de agressão no ambiente de trabalho. Cerca de 62,9% dos profissionais também afirmaram não se sentir seguros dentro das escolas.

Facebook: Arthur Willian

Fonte: Região Noroeste




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