Reajuste de 5,4% para toda categoria

Na Casa Civil, CPERS cobra do governo Leite reajuste de 5,4% para toda a categoria da educação
Dirigentes do CPERS estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira (16) com o secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, no Palácio Piratini, para cobrar do governo do Estado justiça salarial para todas e todos que sustentam a escola pública gaúcha. O encontro faz parte da ofensiva do Sindicato para pressionar o governo a estender, de forma linear, o reajuste de 5,4% do subsídio do magistério estadual — definido a partir de portaria do governo Lula (PT) — para toda a categoria da educação, incluindo professoras(es) e funcionárias(os) de escola, da ativa e aposentadas(os), com e sem paridade.

Durante a reunião, o Sindicato reforçou que a aplicação linear do percentual para todo o quadro da educação já foi adotada em governos anteriores e apresentou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que apontam margem financeira e viabilidade dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal para que o reajuste seja concedido a toda a categoria. O CPERS também exigiu que o governo não utilize a parcela de irredutibilidade de professoras(es) e funcionárias(os) aposentadas(os), garantindo que todas e todos recebam efetivamente o mesmo percentual de reajuste, sem descontos.

Após o encontro, a presidente do Sindicato, Rosane Zan, enfatizou a urgência de corrigir uma distorção histórica. “Nós levamos a pauta da categoria para que os 5,4% sejam estendidos de forma linear para todos, além dos professores, incluindo aposentados e funcionários de escola. Muitos desses segmentos estão há quase 12 anos sem reajustes, acumulando perdas salariais que já ultrapassam 70%”, destacou.
Na reunião, Artur Lemos informou que o governo irá discutir o tema com as bancadas na reunião de líderes da Assembleia Legislativa e que o pedido apresentado pelo Sindicato está sendo analisado pela secretária de Planejamento, Governança e Gestão do RS, Danielle Calazans. A análise foi solicitada pelo CPERS em reunião realizada no início de março para verificar a possibilidade de aplicar o reajuste de forma linear a toda a categoria.
A pressão aumenta porque a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul deve votar nesta terça-feira (17) o Projeto de Lei 38/2026, que prevê o reajuste de 5,4% no subsídio do magistério estadual. Diante disso, educadoras e educadores realizarão um dia de mobilização e vigília, a partir das 9h, em frente ao Palácio Piratini, para pressionar o governo e exigir justiça salarial para quem sustenta diariamente a escola pública no Rio Grande do Sul.
Diante da votação iminente, o CPERS reforça que seguirá mobilizando a categoria e intensificando a pressão em todos os espaços para garantir justiça salarial e impedir que, novamente, trabalhadoras e trabalhadores da educação sejam deixados para trás.
Além da presidente, participaram da reunião representando o CPERS o 1º vice-presidente, Alex Saratt; o 2º vice-presidente, Edson Garcia; a secretária-geral, Suzana Lauermann; e o diretor, Leandro Parise.
Fotos da reunião: Gustavo Mansur / Casa Civil

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