Reforçar disciplinas no novo ensino médio
Governo quer reforçar ensino de disciplinas como matemática, português e história no novo ensino médio
Proposta do Ministério da Educação, comandado por Camilo Santana, ainda será submetida ao Congresso

247 – O Ministério da Educação (MEC) apresentou as novas propostas para reformular o ensino médio no Brasil. O principal objetivo é aumentar a carga horária obrigatória das disciplinas fundamentais, como Português, Matemática e História, para pelo menos 2,4 mil horas. Além disso, o MEC deseja reduzir as áreas de itinerários formativos de cinco para três, com foco em Linguagens, Matemática e Ciências da Natureza, Linguagens, Matemática e Ciências Humanas e Sociais, e Formação Técnica e Profissional, segundo reportagem do Estado de S. Paulo.
Outra medida importante é a criação de referenciais para os itinerários, visando definir melhor suas possibilidades de oferta. Atualmente, algumas trilhas de estudo são criticadas por falta de qualidade ou relevância para a formação dos jovens. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) continuará avaliando apenas a formação básica até 2024, mas a partir de 2025, o modelo da prova será reavaliado em consulta à sociedade.
A reforma anterior havia reduzido a carga horária das disciplinas básicas para 1,8 mil horas, destinando 1,2 mil horas à carga flexível, permitindo que os alunos escolhessem áreas de interesse. Agora, a proposta é não impor um limite máximo de horas, mas manter as disciplinas obrigatórias com pelo menos 2,4 mil horas. O objetivo é tornar as escolas mais atraentes, criativas e acolhedoras para os estudantes, corrigindo as falhas da implementação anterior.
FONTE:
Novo Ensino Médio de novo.
Sobre a apresentação feita pelo MEC ontem (07/08/23), a partir da consulta pública realizada (primeiras impressões - *Monica Ribeiro/Observatório do Ensino Médio)*:
Trata-se de uma *"meia revogação"!!*
*Ponto positivo*:
o Ministério da Educação parece finalmente reconhecer que é necessário revogar a Lei 13.415, ainda que na proposta se trate de alterações parciais.
*Avanços possíveis, caso a proposta seja mantida*:
Ampliação da carga horária da Formação Geral Básica para 2.400 horas; alteração (ainda pouco clara) da ideia de itinerários formativos.
Possibilidade de revogar ou rever a BNC-formacao de professores. Dúvidas (aspectos pouco esclarecidos na proposta): como ficará a formação técnica e profissional (tem vários indicativos mas nada muito definido).
*Retrocessos mantidos*:
vinculação obrigatória à BNCC (mesmo com todas os equívocos já apontados até mesmo sobre a existência desse documento); organização obrigatória dos currículos por área (quando as redes de ensino se organizam por disciplinas); possibilidade de formação profissional por meio da junção de cursos de qualificação (o que não assegura sequer uma habilitação profissional); possibilidade de manter a EaD nos cursos de formação técnica e profissional; regulamentação do famigerado notório saber.
E uma questão sequer mencionada: será mantida a possibilidade de financiamento público para que o setor privado oferte parte da carga horária do ensino médio no caso dos cursos técnico-profissionais?