Repúdio aos ataques de Silas

O Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) torna pública sua absoluta indignação e repudia os ataques do pastor Silas Malafaia ao trabalho docente, à liberdade de cátedra, às instituições de ensino e ao direito humano à educação, ocorridos no dia 31 de janeiro.
Os ataques aconteceram na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, município da Região Metropolitana do Recife, no contexto de um megaevento religioso internacional direcionado a jovens evangélicos, que teve como principal atração o pastor fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. O que, num primeiro momento, poderia passar a impressão de ser uma celebração da fé, mostrou-se como um palanque para o pastor discursar o ódio. Segundo o próprio Malafaia: “Não vim aqui pregar filosofia teológica”.
Os alvos dos ataques foram escolas, universidades, docentes e a própria educação brasileira. As falas geraram reações de entidades representativas, que acionaram o Ministério Público, como a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe), além de posicionamentos de figuras religiosas do campo democrático.
Enquanto o ataque à educação atinge todas/os nós, a promoção de tal direito nos liberta. Por isso, a defendamos!
A Campanha Nacional pelo Direito à Educação apoia a nota de repúdio. O CCLF integra o Comitê Diretivo da Campanha.
Leia a nota completa abaixo ou: cclf.org.br
O Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) torna pública sua absoluta indignação e repudia os ataques ao trabalho docente, à liberdade de cátedra, às instituições de ensino e ao Direito Humano à Educação, praticadas pelo pastor Silas Malafaia, no dia 31 de janeiro.
Na ocasião, a Arena Pernambuco sediou um mega evento religioso internacional, direcionado para jovens evangélicos, chamado ‘The Send’, que teve como principal atração o pastor e fundador da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia. O que num primeiro momento poderia passar a impressão de ser uma celebração da fé, mostrou-se como um palanque para o pastor discursar o ódio. Segundo o próprio Malafaia, “Não vim aqui pregar filosofia teológica”.
Os alvos dos ataques? Escolas, universidades, docentes e a própria educação brasileira.
Resgatando chavões inverídicos sobre aborto, homossexualidade e a fictícia ‘ideologia de gênero’, o líder religioso afirma existir um tipo de controle sobre os pensamentos, uma espécie de lavagem cerebral, orquestrada pelo mundo da educação. “Teu professor mente e te engana”, disse o convicto Malafaia.
O já conhecido discurso de ódio e desinformação do líder religioso, calcado num moralismo questionável, gera preocupação por ferir diretamente um Direito Humano articulador dos demais direitos, a Educação, sobretudo tendo como público jovens que estão, ou almejam estar, nas melhores universidades do país – leia-se universidades públicas -; além da disseminação dessa narrativa ser potencializada em tempos de ‘algoritmização desinformacional’, e encontrar adesão em grupos negacionistas, anticiência e antidemocráticos – não por acaso, no ano passado Malafaia foi alvo de operação da Polícia Federal, investigado por tentativa de obstrução do julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Em nota, a Associação de Docentes da UFPE (Adufepe) afirma que “a manifestação contribuiu para o descrédito social da atividade docente, afetando a honra coletiva e a imagem dos professores, além da confiança da sociedade na educação formal, especialmente no ambiente escolar e universitário”, e aciona o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e o Ministério Público Federal (MPF) com uma notícia de fato. Outras instituições também se manifestaram, como a Associação Movimento Brasil Laico, que protocolou representação no MPF e MPPE contra o pastor. As falas também geraram reação de outras figuras religiosas do campo democrático, tal qual o pastor e deputado federal (PSOL) Henrique Vieira.
Desde 1972 atuando em prol dos Direitos Humanos e pela radicalização da Democracia, o CCLF tem como visão a crença num modelo de Sociedade, que venha alterar a realidade de pobreza, exclusão social, desigualdade, preconceito e discriminação e compreende a Educação como ponto crucial para esperançar esta sociedade. Enquanto o ataque à Educação atinge todos/as nós, a promoção de tal Direito nos liberta. Por isso, a defendamos!
Centro de Cultura Luiz Freire.
Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
FONTE:
https://cclf.org.br/em-defesa-da-educacao-e-em-repudio-ao-discurso-de-odio/






