Reunião do Coletivo de Funcionários

Reunião do Coletivo de Funcionários

Primeira reunião do Coletivo de Funcionários define mobilização pelo PL do piso

Encontro virtual reuniu representantes de entidades filiadas de todo o país e marcou o início dos trabalhos do coletivo na gestão 2026–2030 da CNTE

 Publicado: 14 Março, 2026

Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE

 

 

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Reunião virtual do Coletivo de Funcionários da CNTE, realizada em 12 de março de 2026

 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação realizou, na quinta-feira (12), a primeira reunião virtual do Coletivo de Funcionários da nova gestão (2026-2030). O encontro reuniu representantes e secretários de funcionários das entidades filiadas de todo o país e foi conduzido pelo secretário da pasta, José Valdivino de Moraes, com a participação da presidenta da CNTE, Fátima Silva.

A reunião marcou o início dos trabalhos do coletivo no novo mandato e teve como foco central a construção de estratégias para a aprovação do piso salarial nacional para os profissionais da educação não docentes, considerado uma das prioridades da gestão para os próximos quatro anos. 

Valdivino destacou a importância do trabalho coletivo e da unidade na luta pela valorização dos trabalhadores da educação. “Nosso papel é esse: não errar para garantir nossos direitos. Assumi essa secretaria no Congresso, agora em janeiro, e teremos quatro anos de trabalho pela frente. Quero contar com cada um e cada uma em um trabalho coletivo, respeitando nosso processo de construção”, afirmou.

O dirigente também ressaltou que o momento exige preparação política e técnica das lideranças sindicais para o debate nacional sobre o tema.

“Hoje nós vamos priorizar a questão do piso salarial. Pode ser que alguns tenham vindo com expectativa de debater vários assuntos, mas precisamos concentrar esforços no PL 2531 e nas propostas construídas no grupo de trabalho do MEC. É fundamental que todos estejam preparados para responder às demandas nas suas entidades e nos estados”, explicou. 

Segundo ele, a reunião teve caráter de esclarecimento e formação política. “É um momento de acumular conhecimento e entender exatamente do que estamos falando, para garantir o piso para os profissionais da educação não docentes, que hoje vivem maior precarização”, destacou.

A presidenta da CNTE, Fátima Silva, reforçou o compromisso da confederação com a valorização dos funcionários da educação. Para ela, a mobilização nacional será decisiva para garantir a aprovação do piso. “Eu não só espero, mas creio firmemente que ainda vamos sentar à mesa com o presidente Lula, com representação de todo o Brasil, para sancionar o piso dos funcionários. Não é apenas uma expectativa, é uma luta concreta da nossa categoria”, afirmou.

Debate sobre o PL 2531

O principal tema da reunião foi o Projeto de Lei nº 2531, que institui o piso salarial nacional para os funcionários da educação. A CNTE manifestou apoio à proposta, mas defende ajustes e emendas que garantam maior segurança jurídica e eficácia à futura lei. Entre os pontos de concordância estão a definição das funções de apoio administrativo, técnico e operacional e a previsão de jornada de 40 horas semanais, com proporcionalidade para cargas menores.

As propostas discutidas também incorporam contribuições do Grupo de Trabalho do Ministério da Educação, que sugere fortalecer a base constitucional do piso, vinculando-o ao artigo 206 da Constituição Federal, que trata da valorização dos profissionais da educação. Outra proposta prevê alterações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e na legislação de valorização dos profissionais da educação, garantindo a inclusão dos trabalhadores não docentes.

Níveis de piso e valorização profissional

Entre os encaminhamentos discutidos está a criação de dois níveis de piso salarial: um correspondente a 75% do piso do magistério para trabalhadores com formação técnica na área educacional, e outro equivalente a 50% do piso para aqueles que ainda não possuem formação específica. A proposta busca contemplar os profissionais mais precarizados e, ao mesmo tempo, estimular a profissionalização da categoria.

Também foi debatida a necessidade de prever complementação financeira da União para estados e municípios que comprovadamente não tenham condições de arcar com o piso, evitando que a lei seja questionada judicialmente. Outro ponto importante é a definição de um mecanismo de reajuste que garanta a atualização do valor do piso ao longo do tempo.

Estratégia de mobilização nacional

Além do debate legislativo, a reunião definiu diretrizes políticas e organizativas para a mobilização em defesa do piso. Entre as ações previstas estão campanhas virtuais nas redes sociais, mobilizações nos estados e municípios e articulação direta com parlamentares no Congresso Nacional.

A CNTE também pretende intensificar o diálogo com setores do movimento que atuam pela implementação do piso, buscando ampliar a unidade na defesa da proposta. A expectativa é que, com mobilização nacional e articulação política, seja possível avançar na aprovação do projeto ainda neste ciclo legislativo.

FONTE:

https://cnte.org.br/noticias/primeira-reuniao-do-coletivo-de-funcionarios-define-mobilizacao-pelo-pl-do-piso-c00a 




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