Rio muda rumo das contas
"DO ROMBO BILIONÁRIO AO CAIXA NO AZUL: RIO MUDA RUMO DAS CONTAS EM SEIS MESES
Dia 04 de Outubro, você vai escolher se vai querer o Cláudio Castro, o TH Joias e o Rodrigo Barcellar de volta a Cena do crime.
Ricardo Couto corta milhares de cargos comissionados, aperta gastos e afirma que Estado deve terminar 2026 com cerca de R$ 5 bilhões em caixa
Em março, o cenário era de forte pressão sobre as contas públicas do Rio de Janeiro. A previsão para 2026 apontava um déficit próximo de R$ 19 bilhões.
Seis meses depois, o discurso no Palácio Guanabara mudou.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, afirmou no último dia 18 que o Estado do Rio de Janeiro “saiu do vermelho” e que a expectativa é entregar a administração com aproximadamente R$ 5 bilhões em caixa.
A declaração foi feita durante evento na sede da Polícia Rodoviária Federal, em Irajá, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Couto, o reforço das barreiras fiscais está entre as medidas que contribuíram para a recuperação das contas estaduais.
UMA MÁQUINA PÚBLICA MENOR
Um dos números que melhor dimensionam a mudança está na folha de pagamento.
Entre 23 de março e 16 de setembro, o governo exonerou 6.685 servidores comissionados. A estimativa é que a redução represente aproximadamente R$ 315 milhões de economia até 31 de dezembro.
A participação dos cargos exclusivamente comissionados no total de servidores ativos também caiu. Eles representavam 7,9% em março e passaram para 6,1% em agosto.
A Casa Civil aparece entre as estruturas mais atingidas pelo processo de reorganização. Levantamentos publicados sobre as exonerações apontam 1.398 desligamentos ligados à pasta, enquanto a Secretaria de Governo aparece com 558.
Os cortes, entretanto, não significaram paralisação total das contratações. No mesmo período, foram registradas 3.020 nomeações, mantendo ainda assim um saldo expressivo de redução dos cargos de confiança.
R$ 2,3 BILHÕES EM ECONOMIA
O enxugamento não ficou restrito à folha.
Em junho, quando ainda estava nos primeiros meses à frente do Executivo, Ricardo Couto declarou que sua administração já havia alcançado aproximadamente R$ 2,3 bilhões em economia, resultado atribuído à revisão de despesas, contratos e da própria estrutura administrativa.
Naquele momento, o governador já dizia que pretendia ultrapassar seis mil exonerações. Três meses depois, o número efetivamente passou de 6,6 mil.
CONTRATOS BILIONÁRIOS ENTRARAM NA MIRA
Grandes projetos também passaram pelo pente-fino.
Entre eles está o Programa Sentinela, projeto de videomonitoramento que previa a instalação de mais de 200 mil câmeras de segurança e envolvia uma licitação estimada em aproximadamente R$ 2 bilhões. A dimensão financeira do projeto chegou a provocar um requerimento formal de informações na Câmara dos Deputados.
A revisão de contratos e despesas passou a fazer parte do esforço do governo para reduzir gastos enquanto buscava ampliar receitas.
BARREIRAS FISCAIS PARA AUMENTAR A ARRECADAÇÃO
O governo também passou a relacionar o equilíbrio das contas ao reforço da fiscalização nas divisas e corredores logísticos do estado.
Ao anunciar que o Rio havia saído do vermelho, Couto destacou justamente o endurecimento das barreiras fiscais, utilizadas para combater irregularidades e ampliar o controle sobre a circulação de mercadorias.
Segundo o governador, o Estado já estaria superavitário.
Outro movimento importante ocorreu em junho, quando o Rio aderiu ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag, deixando o Regime de Recuperação Fiscal ao qual estava submetido desde 2022.
O PROBLEMA BILIONÁRIO DO RIOPREVIDÊNCIA
Há ainda uma pesada herança sendo enfrentada: as aplicações do Rioprevidência em ativos relacionados ao Banco Master.
Mais de R$ 3 bilhões foram investidos pela autarquia. Segundo investigações citadas pela imprensa, a Polícia Federal apontou que as operações expuseram o patrimônio previdenciário a risco elevado e incompatível com sua finalidade.
Ricardo Couto afirmou que o Estado está adotando medidas para tentar recuperar os recursos. Em junho, a estimativa apresentada pelo governador era recuperar aproximadamente R$ 1,4 bilhão.
Além da tentativa de ressarcimento, novas regras foram implementadas no Rioprevidência, ampliando mecanismos de transparência e restringindo determinadas funções estratégicas a servidores de carreira.
DE QUASE R$ 19 BILHÕES DE DÉFICIT À META DE R$ 5 BILHÕES EM CAIXA
É justamente a distância entre os dois números que chama atenção.
O Estado iniciou o período com uma previsão de déficit de aproximadamente R$ 18,9 bilhões para 2026. Agora, Ricardo Couto afirma que pretende concluir sua passagem pelo governo deixando aproximadamente R$ 5 bilhões em caixa.
Mas existe uma diferença importante entre o resultado atual e a projeção para dezembro.
A afirmação de que o Rio já está superavitário é do próprio governador. Os R$ 5 bilhões, por sua vez, ainda representam uma expectativa para o encerramento da gestão e dependem da execução das receitas e despesas até o fim do ano.
Ainda assim, os números já conhecidos mostram uma mudança relevante na administração estadual: 6.685 exonerações, R$ 315 milhões de economia projetada somente com a redução da folha de comissionados, revisão de contratos bilionários e reforço da fiscalização fiscal.
Em apenas seis meses, o governo interino colocou o ajuste das contas públicas no centro da administração.
Agora, o teste definitivo será dezembro: confirmar nos balanços oficiais se a forte virada anunciada pelo Palácio Guanabara realmente se traduzirá nos R$ 5 bilhões em caixa prometidos por Ricardo Couto."
Do portal Santíssimo Notícias RJ.
FONTE:
https://www.facebook.com/joao.teixeiralopes.5?locale=pt_BR






