STF garante estado democrático

STF garante estado democrático

STF: A INSTITUIÇÃO PÚBLICA QUE ESTÁ GARANTINDO SOZINHA O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO DO BRASIL ESTÁ SOB FOGO INTENSO DE ARTILHARIA E PRECISA DO APOIO DA POPULAÇÃO

30/12/2025

 

O STF, como todos sabemos, foi uma pauta permanente e um alvo praticamente diário da fúria bolsonarista desde praticamente o início do bolsonarismo. O prédio da Corte chegou a ser cercado, atacado e atingido por fogos de artifício e por bombas de festa junina em manifestações de rua dos bolsonaristas, ainda bem no início do governo de Jair Bolsonaro.

As hostilidades e tensão contra a Corte Constitucional do país foi permanente ao longo de todo o mandato de Bolsonaro. Ele próprio, sempre que podia, se encarregava de expressar seu ódio contra o STF e incentivava os brasileiros a desacreditarem e a atacarem a Corte.

Chegou-se a um ponto em que o Presidente da República em exercício, em discurso proferido a um grande público num feriado de 7 de setembro, chamou o ministro Alexandre de Moraes de "canalha", anunciando que não mais cumpriria as ordens que viessem a ser decretadas pelo rederido magistrado, em ofensa institucional gravíssima contra a democracia.

Enquanto presidente, Jair ainda ameaçou o Brasil de aplicar um golpe militar em quase todos as suas falas públicas, pois todas as vezes se referia às "quatro linhas", explicitando, com isso, um ataque ao STF, que é o guardião das "quatro linhas" da Constituição e única resistência institucional possível se aplicasse um golpe militar com instauração de uma ditadura.

Esta foi a forma dele tensionar a institucionalidade, esticando cada vez mais a corda, desrespeitando a Carta Constitucional e o Estado Democrático de Direito de uma forma constante. Para isso, mantendo seu séquito de tresloucados seguidores em permanente estado de ódio contra o tribunal mais importante do Brasil, cuja função eles mal compreendem.

Não por acaso, a turba golpista ensandecida naquele 8 de janeiro de 2023 teve o STF como um dos seus alvos preferenciais de destruição, naquela fúria incontida destinada a servir de base para a aplicação do golpe militar que acabou não se consumando. Não por acaso, um dos ministros da Corte já havia sido alvo de plano de assassinato por militares de alta patente envolvidos na execução da quartelada, sendo talvez a autoridade que mais tenha chegado perto de sofrer uma eliminação física efetiva.

Já agora, no Governo Lula III, todas as apurações de crimes e roubos ocorridos no Brasil durante o período de governo bolsonarista, as quais estão em curso pelas instituições públicas reorganizadas e encarregadas, notadamente a Polícia Federal, estão trazendo à baila tanto os crimes cometidos naquele tempo quanto crimes que seguem sendo cometidos, junto com seus autores, mandantes e beneficiários, sob a coordenação e direção do STF.

Por conta disso, o ódio e a hostilização institucional contra a Corte Suprema prossegue, agora revitalizada e travestida de pauta política. Sim, o ódio à Corte Suprema tornou-se pauta político-partidária e ideológica, a qual é fomentada especialmente pelo comportamento de parlamentares do Centrão, da direita e da extrema-direita, os quais atuam de forma sempre histriônica e violenta nos plenários do Congresso Nacional.

Isto deixa claro que o país, evidentemente, não se pacificou, não superou ainda o embate principal, que agora não é mais somente entre conservadores e progressistas, mas entre forças que insistem em sabotar a soberania e a democracia do país e aquelas que sustentam o Estado Democrático Brasileiro, junto com as instituições.

Neste momento, está bastante claro que o bolsonarismo e a extrema-direita, associados à imprensa tradicional, a facções criminosas, a setores corruptos e sonegadores do empresariado, assim como aos neoliberais em geral, todos estão unidos querendo a cabeça de Alexandre de Moraes.

Os bolsonaristas, por retaliação e vingança, já que Moraes impediu e implodiu o golpe militar, depois condenou e ainda encarcerou todos os golpistas, incluindo os generais e o articulador-mor, Jair Bolsonaro.

Já a direita moderada e os neoliberais querem a cabeça do Xandão porque ele está mexendo com o tema das facções criminosas. E isto chega em grandes empresários e banqueiros, assim como em muitos políticos corruptos coligados que ocupam cargos-chave na administração pública de Estados e prefeituras.

Já o Grupo GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão), junto com o todo o PIG, querem a cabeça do Alexandre de Moraes para atender a ordens e pressões vindas de Washington, temendo que investigações em curso cheguem a grandes anunciantes e no Tarcísio de Freitas, o representante que escolheram para enfrentar Lula em 2026, implodindo-lhe a pré-candidatura presidencial e talvez inabilitando-o para a reeleição em SP.

Como se vê, É MUITA GENTE, por diferentes motivos, QUERENDO A CABEÇA DE MORAES e defendendo o desmantelamento do STF. E desmantelar o STF é do que necessitam para manter em curso o mesmo processo golpista que inferniza a vida do país e dos brasileiros desde 2013, sempre evoluindo de um estágio para outro.

A própria direita e ultra-direita já confessaram a estratégia de conquistar, ainda mais, em 2026, a maioria do Senado para controlarem as nomeações de novos ministros do STF e também para moverem impeachments contra ministros, de forma que a Corte não seja mais um obstáculo para o processo golpista e para as fraudes eleitorais. Esta é a fórmula para assegurarem que o roubo ao erário público prossiga, independentemente do Lula vencer as eleições pela quarta vez, como indicam as previsões.

Por isso, a Globo já sai agora, na frente, disposta a minar e corroer a credibilidade do ministro Alexandre de Moraes, disseminando as primeiras mentiras deslavadas contra ele. Outros ataques envolvendo o Xandão virão em breve, podem apostar.

Depois, o mesmo linxamento moral recairá sobre outros ministros da Corte que ameaçam os interesses destes setores conservadores. Deverá virar alvo da artilharia pesada de todos eles o ministro Flávio Dino, por conta da devassa que está fazendo nas emendas secretas do orçamento público anual do país desde a pandemia.

É Dino quem está revelando que nunca se roubou tanto dinheiro público neste país como no período de Bolsonaro, através das emendas parlamentares secretas e emendas do relator, assim como as emendas-pix, cujos desvios contam-se na casa das dezenas de bilhões de reais. É muito dinheiro público que sumiu nas mãos de quadrilhas que se articularam em todo o território nacional. As investigações presididas por Dino estão revelando casos escabrosos e isto já causa um terremoto gigantesco no mundo político brasileiro, com repercussões graves desde as prefeituras até as presidências da Câmara e do Senado.

Na sequência, vão atirar em Dias Toffoli, pela investigação a cargo dele sobre o Banco Master, caso que é pivô da roubalheira nacional de dinheiro público e que está conectado diretamente ao pé dos governadores Ibaneis Rocha, do DF, e de Cláudio Castro, do RJ. E aqui, o caso envolve também o governador de SP, Tarcísio, ao tentar impedir o trabalho da PF na investigação do caso com aquela manobra explícita de enviar seu Secretário de Segurança Derrite para a Câmara. A ideia era reduzir, com urgência, as prerrogativas investigativas da Polícia Federal e reduzir a influência do Ministério da Justiça em casos envolvendo políticos. Mas a manobra não deu certo!

Toffoli, ousadamente, agendou para esta terça, dia 30, uma importante acareação entre envolvidos no escândalo dos roubos e fraudes bilionárias do Banco Master, surpreendendo o mundo político e causando histeria na editorias privadas do Grupo GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão).

Como tenho defendido aqui, parece ser o STF a instituição que está segurando, praticamente sozinha, as pontas da nossa chacoalhante República. Conta apenas com a efetividade independente da Polícia Federal, enquanto subordinada ao Governo Federal do Presidente Lula. As estruturas centrais que seguram em pé a democracia brasileira estão garantidas enquanto o STF estiver no controle das principais investigações em andamento. É necessária a consciência sobre a importância da Corte Suprema por parte da parcela democrata e esclarecida do povo brasileiro diante de ataques iminentes de parte de todas estas forças destrutivas.

O STF ainda tenta resgatar bilhões de reais que foram desviados e roubados, escorridos pelos ralos e sumidouros da corrupção nacional praticada por quadrilhas de todo tipo que agiram e ainda agem por todo o país. São quadrilhas que se formaram a partir, especialmente, da gestão bolsonarista, mas que já vinham se infiltrando nas entranhas da máquina pública desde o pós-golpe aplicado na Dilma. Quadrilhas intimamente relacionadas a gente graúda do Congresso Nacional, em Brasília, e às cúpulas de determinados partidos políticos.

O trabalho é duro e intenso, enfrentando todo tipo de resistência e retaliações, mas deve prosseguir e deve ser ultimado, com a abertura de processos criminais e condenações de todos os criminosos da nação.

A PGR vem atuando de forma limitada, embora firme, em algumas iniciativas de responsabilização criminal que tomou, havendo, porém, muitos crimes envolvendo gente graúda e com prerrogativa de foro privilegiado sem denúncia apresentada até agora. Enquanto isso, o Ministério Público em geral permanece omisso em apurar roubos e desbaratar quadrilhas de políticos que agem em níveis estadual e municipal. Enquanto isso, o Poder Judiciário, na base e em regra, segue lento, sem efetividade na grande guerra que está sendo travada neste momento contra a corrupção no país.

O caso do banqueiro Daniel Vorcaro, que aplicou uma fraude de R$12bilhões nos clientes do Banco Master e que foi preso pela PF enquanto tentava fugir do país, é emblemático: ele foi solto por força da estranhíssima ordem de uma desembargadora federal, o que demonstra que a resistência contra o desmonte das quadrilhas também está presente em setores do Poder Judiciário.

Portanto, mesmo com todos os problemas que nossa Corte Suprema possa ter, o Brasil precisa muito dela. A grande verdade é que o STF está sozinho, isolado, enquanto instituição, contando somente com a PF e o Ministério da Justiça, para garantir e assegurar o Estado Democrático de Direito no país.

Por tudo isso, nunca a nossa Corte precisou tanto ser defendida pelos brasileiros verdadeiramente voltados ao bem do país como precisa hoje. E uma das maneiras de se defender o STF é elegendo somente senadores e deputados progressistas em 2026, que é quando os ataques irão se intensificar e se renovar contra a Corte Suprema, vindos de quase todos os lados.

FONTE:

Rogério Guimarães Oliveira 




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