Trump já perdeu

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TRUMP JÁ PERDEU E ISRAEL PODERÁ SER VARRIDO DO MAPA

Thomas de Toledo

 

Os Estados Unidos não têm presidentes, têm ditadores. O regime político de lá não é uma democracia. Trata-se de uma ditadura militar global, na qual a indústria bélica manda e desmanda na economia.

Enquanto há milhões de pessoas sem teto morando nas ruas de cidades estadunidenses, o ditador Donald Trump inventou mais uma guerra para agradar Israel. Se ele não fizesse a guerra, Netanyahu liberaria o que o compromete nos arquivos Epstein. Só que Trump cavou a própria cova e pagará caríssimo por essa decisão. Se ele queria votos nas eleições deste ano, vai ter caixões de soldados estadunidenses chegando do Oriente Médio. Não adianta esconder, já perdeu.

O Irã mostrou que não está pra brincadeira e já fez uma faxina nas bases militares estadunidenses no Oriente Médio. Agora, o Irã está varrendo as embaixadas, consulados e até mesmo prédio de empresas como Microsoft e Amazon que colaboram com a guerra. Isso significa que aviões, navios e porta-aviões não terão onde abastecer. Vários países como Espanha e Turquia não permitiram o uso do seu território para utilização das bases estadunidenses na guerra. Israel está sob bombardeio. Com isso, os Estados Unidos não terão facilidade logística para manter aqueles trambolhos militares há dezenas de milhares de kms. Onde vão abastecer se o Irã já declarou que quem ajudar os Estados Unidos tomará mísseis?

O estreito de Ormuz está fechado. O preço do petróleo vai subir diariamente. As economias daqueles paisecos do Golfo que vivem de turismo e petróleo vão entrar em colapso. Mas o principal nem é isso. A cada dia, uma centenas de mísseis já começa a limpar o território palestino ocupado pelo invasor sionista. Tel-Aviv cada vez mais ficará parecida com Gaza.

Desde 2023, a economia israelense segue colapsada. O Irã acerta com precisão alvos estratégicos em Israel. O Irã se preparou para uma guerra de longa duração e sequer começou a usar massivamente seus mísseis de última geração. Se Israel partir pro desespero e soltar bombas atômicas no Irã, a resposta será um isolamento irreversível do regime sionista. Aliás, o território iraniano é suficientemente grande para resistir a várias bombas atômicas se essa for a escolha.

Da mesma forma que muitos países deixaram de existir, Israel pode virar uma triste memória de um experimento colonialista fracassado. Caso isso venha a acontecer, à população israelense sobrará duas opções: retornar ao país do qual vieram ou se somar à formação de um Estado palestino laico onde pouco importa ser judeu, cristão ou muçulmano, ao contrário do regime de apartheid da teocracia supremacista sionista.

O Irã sofrerá muito. Terá muito de sua infraestrutura destruída. Mas se ele conseguir segurar essa guerra a ponto de todos os países da região pressionarem pela paz, será vitorioso. Uma guerra não se ganha pela quantidade de pessoas mortas ou de alvos destruídos, mas pelos objetivos alcançados. Estados Unidos e Israel não conseguirão derrubar o regime do Irã. Mas o Irã vence mesmo que a guerra fique em empate porque ele foi agredido e conseguiu resistir bravamente. Por isso, o caminho mais provável é que depois da derrota no Afeganistão e no Iraque, os Estados Unidos caminhem para um nocaute no Irã. Sem Estados Unidos, Israel cai de podre e o mundo se verá livre desse regime genocida.

texto do Thomas de Toledo (*)

(*) Professor de História, Arqueologia, Economia e Relações Internacionais

FONTE:

Gervásio Castro Neto 




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