Unidade com coerência

Unidade com coerência

Unidade com coerência: porque Edegar é o melhor caminho para o RS

03/04/2026

 
 
 
 
Imagem gerada por IA
 

Vou entrar num tema polêmico, mas necessário: a candidatura do campo progressista para o governo do Rio Grande do Sul.

Atualmente, existem duas pré-candidaturas colocadas: Edegar Pretto, pelo PT, e Juliana Brizola, pelo PDT.

Há uma pressão significativa do PDT sobre a direção nacional do PT para que o partido abra mão da candidatura do Edegar e apoie Juliana. Essa pressão já chegou à direção nacional, que tem defendido a ideia de um palanque único e forte para Luiz Inácio Lula da Silva no estado.

Mas essa é, na minha avaliação, uma visão equivocada.

O risco de um palanque frágil para Lula

Abrir mão da candidatura de Edegar Pretto pode significar, na prática, ficar sem nenhum palanque real para Lula no Rio Grande do Sul.

O motivo é político: o PDT gaúcho já não corresponde integralmente à tradição trabalhista histórica. Muitos prefeitos do partido no interior têm se alinhado com a direita. Em 2018 e 2022, vários apoiaram Jair Bolsonaro no segundo turno.

Além disso, o PDT integra os governos de Eduardo Leite no estado — gestões marcadas por privatizações, arrocho no serviço público e políticas contestadas na educação. Um exemplo emblemático foi o apoio à privatização da Corsan.

Ambiguidade política e seus efeitos

Essa posição ambígua do PDT pesa no cenário eleitoral.

Enquanto o partido compõe a base do governo Lula no plano nacional, no Rio Grande do Sul está alinhado a um governo de orientação liberal.

Essa contradição se reflete diretamente na candidatura de Juliana Brizola.

Até o momento, ela não conseguiu consolidar uma aliança consistente. Em contraste, Edegar Pretto já reúne seis partidos em torno de sua candidatura.

Mais do que isso: em declarações recentes, Juliana afirmou que sua candidatura “não é de direita nem de esquerda”, defendeu o governo Leite e não fez referência à defesa do governo Lula.

Quem garante um palanque efetivo

Se essa linha for mantida, existe o risco concreto de ausência de um palanque que defenda Lula no estado.

Por isso, a candidatura de Edegar Pretto se apresenta como a que melhor cumpre esse papel.

Ela combina dois elementos centrais:

Defesa clara do governo Lula

Oposição consistente ao governo estadual.

Força política e correlação de forças

Há também um dado estrutural relevante. O PT é o maior partido do campo progressista no Rio Grande do Sul:

11 deputados estaduais

7 deputados federais.

Com os partidos aliados à candidatura de Edegar, essa base se amplia. O PDT, por sua vez, aparece mais isolado no cenário atual.

O erro de uma intervenção nacional

Diante disso, uma eventual intervenção da direção nacional do PT no estado seria um erro político relevante. Tudo indica que isso não deve ocorrer, já que a decisão do PT gaúcho se sustenta em dados concretos da realidade política local.

Unidade com coerência política

É importante destacar: a porta para a unidade não está fechada. Há disposição para compor — inclusive com a possibilidade de vice para o PDT. Mas essa unidade precisa ter coerência política. Precisa ter posição clara. E, neste momento, quem reúne essas condições é a candidatura de Edegar Pretto.

A tarefa estratégica do campo progressista

O objetivo é claro: reeleger Lula e romper o ciclo de hegemonia da direita no Rio Grande do Sul. Essa é a tarefa colocada. Vamos com Lula, Edegar, Paulo Pimenta e Manuela d’Ávila até a vitória.


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