Viagens internacionais pagas pelos contribuintes

Viagens internacionais pagas pelos contribuintes

COM O RIO GRANDE QUEBRADO, EDUARDO LEITE FAZ MAIS UMA VIAGEM AO EXTERIOR

Governador acumula dezenas de viagens internacionais pagas pelos contribuintes

10/05/2026

 

 

 

Desde que assumiu o governo do Rio Grande do Sul, em janeiro de 2019, o governador Eduardo Leite (PSD) transformou as viagens nacionais e internacionais em uma das marcas mais frequentes de sua gestão. Levantamentos publicados por veículos de imprensa e registros divulgados pelo próprio governo estadual mostram que o chefe do Executivo participou de dezenas de deslocamentos oficiais nos últimos anos, passando por países da América do Norte, Europa e Ásia em agendas voltadas à captação de investimentos, promoção econômica e articulações institucionais. Embora a quantidade de viagens seja enorme, nenhuma delas tem apresentado algum resultado benéfico ao Estado gaúcho.

A quantidade de viagens chama atenção especialmente diante do cenário enfrentado pelo Rio Grande do Sul. O Estado convive há décadas com dificuldades fiscais, elevado endividamento, limitações orçamentárias e problemas estruturais em áreas como saúde, infraestrutura, segurança pública e reconstrução rodoviária. Após as enchentes históricas de 2024, o cenário se agravou ainda mais, com prejuízos bilionários e municípios inteiros dependendo de recursos para reconstrução. Mesmo diante desse contexto, as agendas internacionais continuaram acontecendo de forma recorrente e Eduardo Leite demonstra ter "O pé que é um leque", quando o assunto é viagem.

Somente no primeiro ano de mandato, Eduardo Leite permaneceu 71 dias fora do Rio Grande do Sul, conforme levantamento publicado pelo Correio do Povo ainda em 2019. Naquele período, o governador realizou viagens para Estados Unidos, Inglaterra, Chile, Uruguai e Singapura, além de sucessivos deslocamentos para Brasília e São Paulo. Desde então, as missões internacionais seguiram ocorrendo em diferentes anos e legislaturas. Entre os destinos oficialmente divulgados pelo Piratini aparecem Estados Unidos, Portugal, França, Itália, Alemanha, Japão, China, Suécia e Países Baixos. Em várias dessas agendas, o governador esteve acompanhado de grandes comitivas formadas por secretários estaduais, deputados, assessores, representantes de autarquias e integrantes de órgãos ligados ao desenvolvimento econômico.

O tamanho das comitivas passou a gerar questionamentos políticos e críticas nas redes sociais. Isso porque as viagens envolvem despesas com passagens aéreas internacionais, hospedagens, diárias, segurança, transporte e estrutura administrativa, elevando os custos das missões em um momento em que o Estado segue enfrentando limitações financeiras e dificuldades para ampliar investimentos em áreas consideradas prioritárias pela população.

Outro ponto que vem sendo alvo de debate é a divulgação dos resultados efetivos dessas agendas internacionais. Embora o governo sustente que as viagens são importantes para fortalecer relações institucionais, atrair investidores e abrir oportunidades econômicas para o Rio Grande do Sul, críticos afirmam que muitas das missões terminam apenas com anúncios institucionais, memorandos de intenção e reuniões diplomáticas, sem apresentação detalhada de resultados mensuráveis ou investimentos concretos efetivamente implementados no Estado. A oposição também cobra maior transparência em relação aos custos totais das viagens e aos benefícios diretos gerados para a população gaúcha. Em diferentes ocasiões, parlamentares e adversários políticos questionaram a frequência dos deslocamentos e pediram mais detalhamento sobre contratos, investimentos formalizados e impactos econômicos reais decorrentes das agendas internacionais.

Na última sexta-feira (08), Eduardo Leite voltou a deixar o Estado para mais uma viagem internacional. Ele embarcou novamente para os Estados Unidos, onde cumpre agendas em Nova York e Washington. Segundo o Piratini, a missão tem como foco a atração de investimentos, reuniões com instituições financeiras e participação em eventos da Brazil Week. Durante a ausência do governador, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) assumiu interinamente o Palácio Piratini.

AS VIAGENS INTERNACIONAIS DE EDUARDO LEITE DESDE 2019

2019

• 71 dias fora do Rio Grande do Sul nos primeiros 11 meses de governo

• Países visitados: Estados Unidos (4 viagens), Inglaterra, Chile, Uruguai e Singapura

• Também realizou 19 viagens para São Paulo e 13 para Brasília

2020

• Redução das agendas internacionais devido à pandemia de Covid-19

• Deslocamentos concentrados principalmente em Brasília para reuniões federativas e sanitárias

2021

• Retomada gradual das agendas presenciais

• Viagens nacionais ligadas a articulações políticas e econômicas

• Ampliação da circulação nacional durante discussões eleitorais e prévias presidenciais do PSDB

2022

• Viagens frequentes para Brasília e São Paulo durante o período eleitoral

• Eduardo Leite deixa temporariamente o governo e depois retorna ao Piratini

2023

• Retomada mais intensa das missões internacionais

• Países divulgados oficialmente: Estados Unidos, Portugal e França

2024

• Missão oficial de 12 dias para Itália e Alemanha

• Viagens para Estados Unidos, Japão e China

• Missões contaram com secretários estaduais, assessores e representantes institucionais

2025

• Missão oficial para Suécia e Países Baixos

• Nova missão aos Estados Unidos divulgada pelo governo estadual

2026

• Nova viagem aos Estados Unidos iniciada na última sexta-feira (😎

• Agendas em Nova York e Washington

PAÍSES VISITADOS EM MISSÕES OFICIAIS

Estados Unidos, Inglaterra, Chile, Uruguai, Singapura, Portugal, França, Itália, Alemanha, Japão, China, Suécia e Países Baixos.

FONTE:

PORTAL ADESSO 




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