Votação de reajuste adiada

Votação de reajuste adiada

Por falta de quórum, deputados estaduais adiam votação de reajuste salarial do magistério

Pela manhã, professores e dirigentes do Cpers Sindicato marcaram presença na Praça da Matriz na expectativa de pressionar por alterações no projeto 

Paulo Rocha

Lucas Kloss / ALRS / Divulgação
Reunião de líderes desta semana contou com a presença de apenas cinco deputados.
Lucas Kloss / ALRS / Divulgação

 

Pela segunda semana seguida na Assembleia Legislativa, a reunião de líderes de bancada não alcançou o número mínimo necessário de deputados para definir a pauta de votações do dia. Com isso, nenhuma matéria foi votada na sessão desta terça-feira (17). 

Das 15 siglas da casa, apenas cinco contavam com representantes. Foram eles: Miguel Rossetto (líder do PT/PCdoB), Airton Lima (líder do Podemos) e Thiago Duarte (líder do União Brasil e vice-presidente da Casa). Tiago Simon representou o MDB e Frederico Antunes participou na condição de líder do governo.

Entre os projetos aptos para serem apreciados e cuja votação foi adiada, dois deles — do Poder Executivo — trancam a pauta. Um deles é o que estabelece o reajuste de 5,4% no piso do magistério. Uma vez aprovado e sancionado, o pagamento é retroativo a 1º de janeiro deste ano. Ao longo da manhã, professores e dirigentes do Cpers Sindicato marcaram presença na Praça da Matriz na expectativa de pressionar por alterações no projeto.

— É um desrespeito porque as pessoas viajam muitos quilômetros, madrugam nos ônibus para vir lá de todos os cantos do Estado para acompanhar. A gente vai reivindicar pagamento em folha suplementar porque agora, se ficar para a semana que vem, já não entra na folha regular. E a gente sabe que isso faz diferença num salário que é tão baixo — critica a deputada Sofia Cavedon (PT).

Movimentações

Na semana passada, a reunião de líderes foi esvaziada em razão da Expodireto, em Não-Me-Toque, uma vez que parte dos deputados participou do evento. Nesta semana, não houve uma explicação oficial para a falta de quórum. Porém, nos bastidores, dois fatores foram citados para explicar o esvaziamento: a movimentação político-partidária e a CPI dos Pedágios.

A janela partidária impactou na liderança de algumas siglas. É o caso do PSDB, que está sem líder. O deputado Valdir Bonatto migrou recentemente para o PSD. Já integrantes da CPI dos Pedágios contam com a prorrogação dos trabalhos da comissão, que deve se encerrar este mês. O governo do Estado quer evitar que o requerimento de prorrogação da CPI entre na ordem do dia e leve o debate a plenário. 

Outro projeto do Executivo que também tranca a pauta da Assembleia Legislativa é o que cria o Fundo Estadual de Proteção e Bem-estar de Animais Domésticos. 

Pela proposta, o fundo será formado por dotações orçamentárias consignadas no orçamento do Estado, transferências e repasses da União, de outros Estados e de municípios, doações de pessoas físicas e jurídicas e por recursos provenientes de multas aplicadas em razão de infrações à legislação de proteção aos animais domésticos.  

FONTE:

https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2026/03/por-falta-de-quorum-deputados-estaduais-adiam-votacao-de-reajuste-
salarial-do-magisterio-cmmv3wk4d00fq01j56qmyy48v.html?fbclid=IwY2xjawQpb05leHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF
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