A farsa das privatizações
A FARSA DAS PRIVATIZAÇÕES. O PREÇO QUE O POVO PAGA
René Ruschel

A privatização dos serviços públicos no Brasil, promovida durante o governo do ex-capitão, revelou-se uma farsa que prejudicou a população, especialmente os mais pobres.
A venda de ativos estratégicos como a Petrobras Distribuidora e a Gaspetro deixou clara a verdadeira face do neoliberalismo: o lucro das grandes corporações, não o bem-estar social.
Desde dezembro de 2022, a redução de 16,4% no preço da gasolina feita pela Petrobras nas refinarias não foi suficiente para aliviar os motoristas. O preço médio do litro nos postos aumentou 37,1%, passando de R$ 4,98 para R$ 6,30.
Esse aumento não reflete os custos da Petrobras, mas a lógica de maximização de lucros das distribuidoras privadas, como a Vibra Energia, que comprou a Petrobras Distribuidora, e o aumento do ICMS pelos governadores.
Antes, a estatal regulava e equilibrava os preços de acordo com a necessidade social e os custos operacionais. Hoje, o controle está nas mãos de empresas que buscam apenas retorno financeiro para seus acionistas.
O mesmo fenômeno ocorreu com o gás de cozinha, cujo preço aumentou nos últimos anos muito acima da inflação. Com a privatização da Gaspetro, subsidiária da Petrobras, em 2022, o resultado foi o mesmo: preços mais altos, sem justificativa legítima para os consumidores.
O ventríloquo ministro da Economia, Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”, afirmava que as privatizações iriam "modernizar a economia" e "reduzir os custos para a população", mas os dados mostram outra realidade.
Não trouxe benefícios para os cidadãos comuns, mas sim para um seleto grupo de investidores e empresários.
O aumento dos preços de combustíveis e gás de cozinha é um reflexo claro de que, em um mercado privado, as prioridades não são as necessidades da população, mas sim o lucro das empresas.
Quando o governo decide vender suas estatais, abdica da responsabilidade social e entrega o controle de bens essenciais nas mãos de quem só se importa com o retorno financeiro.
Um dos poucos exemplos onde a privatização trouxe algum benefício para a população foi o setor de telefonia, no governo Fernando Henrique Cardoso.
A entrada de empresas privadas no setor resultou, num primeiro momento, na redução de preços e ampliação do acesso à telefonia. No entanto, esse benefício custou caro ao país.
A venda da Embratel, a maior operadora do país na época, foi realizada a um preço extremamente baixo, "a preço de banana", conforme diversos analistas da época.
O estado vendeu ativos estratégicos por valores muito inferiores ao real valor de mercado, resultando em grande lucro para os compradores privados e prejuízo para os cofres públicos.
Os governos neoliberais buscam sempre a privatização como solução mágica para os problemas fiscais do estado, mas, na realidade, essa prática só gera maior desigualdade.
Empresas privadas, como as que compraram a Petrobras Distribuidora e a Gaspetro, são movidas por um único interesse: maximizar lucros.
E quem paga o preço por isso? O povo brasileiro, especialmente os mais pobres, que dependem desses serviços para sobreviver.
FONTE:
reneruschel - https://www.facebook.com/rene.ruschel.79?locale=pt_BR






