Auxiliares de Educação ganha menos
Auxiliares de Educação Básica paralisam atividades dia 21 contra baixos salário
Trabalhadoras de escolas públicas responsáveis por merenda e limpeza escolar ganha menos que o Salário Mínimo
Publicado: 17 Março, 2025
Escrito por: Sind-UTE/MG | Editado por: Sind-UTE/MG

BH - A coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise de Paula Romano, anunciou para o próximo dia 21 a paralisação das Auxiliares de Serviço da Educação Básica (ASBs), a partir das 10:00hs, no pátio da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte. O movimento reivindica o pagamento de salários acima do Mínimo, reconhecimento dos direitos previdenciários e pagamento do adicional de insalubridade. Atualmente o vencimento básico de um ASBD1A é R$1.466,58.
“Menos que o Salário Mínimo significa menos comida na mesa e mais dificuldades. Menos que o Mínimo significa que nem o mínimo conseguimos garantir nas nossas casas, como alimentação, conta de água, conta de luz, botijão de gás”, exemplifica Romano.
SALÁRIO E DIGNIDADE
A dirigente sindical afirma que com o atual salário as condições de vida estão cada vez piores. “Não é sobre dinheiro, é também sobre dignidade. Este crime cometido contra as ASBs está comprometendo os benefícios previdenciários, como a licença maternidade e auxílio doença. É um descaso e uma vergonha o que está acontecendo em Minas com a escola pública, com a população e com as mais de 30 mil ASBs, em sua maioria mulheres, mulheres negras, que chefiam as famílias”, sublinha Denise Romano.
SEM DIÁLOGO
Ela destaca ainda que o Sind-UTE/MG já enviou vários ofícios e solicitações ao governo do Estado sobre os impactos do salário menor que o Mínimo nos direitos previdenciários das Auxiliares de Serviço na Educação Básica, que estão sendo lesados. Já o pagamento de adicional de insalubridade integra a pauta de reivindicações da categoria. O governo, contudo, ignora as demandas da categoria. “Não é justo passar o dia todo exposto a risco químicos e biológicos, como os produtos de limpeza que são utilizados, gordura quente, lixo, contaminação e não receber adicional de insalubridade. O Judiciário já reconheceu que trabalhos similares aos das ASBs têm direito a este adicional, porém, o governo, mais uma vez, não paga. Enquanto isso, a saúde da trabalhadora vai sendo destruída, sem reconhecimento, sem respeito. Por isso no dia no dia 21 de março todas as ASBs no Estado de Minas vão paralisar as suas atividades, porque se o governo não as respeita, no dia 21 nós vamos mostrar a força destas mulheres”, garante Romano.
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