Agentes da Polícia federal, em conjunto com as receitas federal e estadual na Faria Lima. Foto: Werther Santana/Estadão
Alguém, das equipes que participaram das operações de caçada às máfias do PCC articuladas com a Faria Lima, avisou alguém que avisou pelo menos oito dos bandidos que deveriam ter sido presos hoje.
Eram 14 os mandados de prisão, e só seis foram cumpridos. Os outros visados fugiram antes da chegada dos policiais.
“Não é uma estatística normal das operações da Polícia Federal”, disse o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Coordenaram as operações a PF e o Ministério Público der São Paulo. Casualmente, a maioria dos que fugiram é de São Paulo.
O deputado federal bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) em vídeo com a fake news sobre o pix. Foto: Reprodução
PIX
As esquerdas estão provocando Nikolas Ferreira, depois da operação contra o PCC com a faria Lima.
Dizem que ele teria agido para proteger as máfias da lavagem de dinheiro, quando fez a campanha contra o PIX.
O problema é que nada disso cola na extrema direita ou mesmo na direita mais desligada.
É possível até que o sujeito faça outro vídeo em que apareça como herói dessa caçada da quarta-feira.
Um terço da população não liga lé com cré.
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/
Fuga em lancha e escritório vazio fazem PF suspeitar de vazamento em ação contra PCC
Publicado por Diario do Centro do Mundo
Atualizado em 28 de agosto de 2025
Agentes durante operação contra fintechs que lavam dinheiro do PCC na Faria Lima, nesta quinta (28). Foto: Polícia Federal/Divulgação
A Polícia Federal levantou suspeitas de vazamento na megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28/8) contra o PCC, que investiga lavagem de dinheiro em redes de combustíveis, fundos de investimento e fintechs. Dos 14 alvos com mandados de prisão, apenas seis foram detidos. Um dos investigados foi encontrado em uma lancha em Bombinhas (SC), enquanto outros oito permanecem foragidos.
Em Curitiba, a PF cumpriu mandado em um prédio de quatro andares apontado como “escritório do crime”. Segundo os investigadores, o local era usado por proprietários de postos de combustível envolvidos no esquema. Os agentes, porém, estranharam a ausência de computadores, já que a maioria havia sido retirada antes da operação.
Outro endereço chamou a atenção dos policiais: um fundo falso em uma parede escondia várias malas de viagem vazias. Para os investigadores, os indícios reforçam a suspeita de que os alvos tiveram acesso prévio às informações da operação.
Agentes da Polícia Federal durante operação em endereços da Avenida Faria Lima, em São Paulo, nesta quinta (28). Foto: Reprodução/TV Globo
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou em entrevista que o alto número de fugitivos não é “estatisticamente normal”. Ele destacou que a hipótese de vazamento será investigada e que os relatos das equipes em campo ajudarão a esclarecer a situação. Com informações do Globo.
Mais cedo, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, classificou a ação como “a maior da história brasileira” contra o crime organizado nos setores de combustíveis e mercado financeiro. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as investigações alcançaram “o andar de cima do sistema”.
A ofensiva reuniu três operações conjuntas: Quasar, Tank e Carbono Oculto, envolvendo PF, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo. Ao todo, 1.400 agentes cumpriram 350 mandados em sete estados, mirando empresas e pessoas físicas ligadas ao PCC.
PCC e Faria Lima: operação bilionária também vai investigar políticos
Publicado por Diario do Centro do Mundo
Atualizado em 28 de agosto de 2025
Agentes da Receita Federal fizeram buscas e apreensões em endereços na Faria Lima, em São Paulo. Foto: Werther Santana/Estadão
A Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28) em oito estados, não mira apenas o crime organizado e seus tentáculos no setor de combustíveis e nas fintechs. O avanço das investigações também deve alcançar políticos de peso, alguns no topo de partidos do Centrão. A expectativa é de impacto direto em figuras graúdas da direita, que agora acompanham o caso com apreensão, conforme informações do colunista Lauro Jardim, do Globo.
De acordo com os investigadores, o megaesquema comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) movimentava toda a cadeia de combustíveis, desde a importação irregular de metanol até a adulteração e a comercialização em postos.
O produto, que entrava no Brasil pelo Porto de Paranaguá (PR), deveria ser entregue a empresas químicas e de biodiesel, mas era desviado para abastecer postos controlados pelo grupo. A Receita Federal aponta que cerca de mil postos vinculados ao esquema movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
A operação cumpriu mais de 350 mandados de prisão, busca e apreensão em São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Além da logística de combustíveis, o núcleo financeiro chamou a atenção: a fintech BK Bank funcionava como um “banco paralelo”, movimentando valores em espécie de forma atípica. Apenas entre 2022 e 2023, foram registrados mais de 10,9 mil depósitos em dinheiro vivo, somando R$ 61 milhões.
Outro braço do esquema operava por meio de fundos de investimento na Faria Lima. Segundo a Receita, ao menos 40 fundos, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, foram usados para lavar e ocultar recursos ilícitos.