Cadeia pró-imunidade de rebanho

Cadeia pró-imunidade de rebanho

 

Juremir Machado da Silva

Cadeia pró-imunidade de rebanho: primeiro nega a periculosidade do vírus; depois aposta no kit covid para dar suposta segurança às pessoas e mandá-las para a rua e para o trabalho; por fim, contesta a eficácia da máscara para facilitar a contaminação. Tudo premeditado.

Em maio de 2020, escrevi: os mais desatinados gostariam de ver todo mundo nas ruas para que a tal imunidade do rebanho fosse logo alcançada. Quem pensa assim, não parece ser bom de cálculo ou não se preocupa com o número de mortes projetáveis.

Em março de 2021, perguntei: podíamos estar em situação melhor? Certamente. . Se não preferíssemos apostar em medicamentos sem eficácia comprovada pela maioria da comunidade científica. Se nossas autoridades dessem bons exemplos sempre usando máscaras e passando mensagens de proteção e higiene. Se não errássemos no básico mandando vacinas do Amazonas ao Amapá por falha de logística. Se não minimizássemos o perigo com tanta prepotência.

Em maio de 2021, insisti: Poderia ter sido diferente? Muito cedo, escrevi aqui que o governo apostava na imunidade de rebanho. Levar a população a se contaminar para naturalmente deixar o vírus sem hospedeiro. Essa perspectiva poderia resultar em milhões de mortos. O Supremo Tribunal Federal fechou a porta a esse disparate ao dar autonomia a prefeitos e governadores para endurecer medidas contra o coronavírus devastador.

Quero me gabar de alguma coisa? Não. Era só olhar pela janela."

Juremir Machado da Silva

https://www.facebook.com/juremir.machadodasilva 




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