Caminhada esconde o rastro do dinheiro
A caminhada que esconde o rastro do dinheiro
André Luiz Thiago
Não é sobre fé.
Não é sobre anistia.
Não é sobre sacrifício.
É sobre tempo, foco e distração.
Enquanto políticos do PL caminham até Brasília encenando martírio, três investigações sensíveis avançam em silêncio:
o caso do Banco Master, os vínculos com a Clava Forte e a teia de relações que passa pela Igreja Lagoinha.
A caminhada não nasce do nada. Ela nasce exatamente quando o noticiário começa a se aproximar demais do dinheiro.
E quando o assunto vira dinheiro, poder e fé misturados… alguém sempre tenta mudar a pauta.
1. O Banco Master: o ponto de origem
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central após colapso financeiro e problemas regulatórios.
A partir daí, Polícia Federal, STF e TCU entraram no caso. Isso não acontece por acaso.
Esse banco estava no centro de operações sensíveis, incluindo crédito consignado, estruturas de intermediação e relações com correspondentes bancários.
E é aí que o nome Clava Forte começa a aparecer.
2. Clava Forte: não é banco — e isso muda tudo
A Clava Forte, ligada ao pastor André Valadão e ao ecossistema da Igreja Lagoinha, não é banco autorizado pelo Banco Central.
Ela opera como correspondente bancário.
Tradução simples:
ela intermedia, mas não assume o risco.
Quem assume o risco é um banco por trás.
A pergunta que incomoda é: qual banco lastreava as operações da Clava Forte?
Essa pergunta entrou oficialmente em pedidos de apuração no Congresso e em reportagens investigativas.
E isso é gravíssimo, porque envolve dinheiro de aposentados, consignados e população vulnerável.
3. O caso Zettel: vínculo direto com o dono do banco
Aqui o elo é objetivo, documentado e incontestável:
Fabiano Zettel, pastor ligado à Lagoinha, é cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Zettel foi alvo de operação da Polícia Federal dentro do contexto das investigações do banco.
Não é “perseguição religiosa”.
É relação familiar direta com o centro do problema financeiro.
Quando fé e família se misturam com sistema financeiro, o risco não é espiritual — é institucional.
4. O caso Nikolas Ferreira: contato que precisa ser explicado
O número de Nikolas Ferreira aparece em listas de contatos associadas a Daniel Vorcaro, segundo reportagens.
Importante ser claro: isso não prova crime
não prova conversa
não prova pedido ou lobby
Mas levanta uma pergunta legítima: por que um deputado tão próximo da Lagoinha aparece em contatos do controlador de um banco que virou caso de PF e STF?
Em investigação séria, isso exige esclarecimento.
Silêncio não resolve — explicação resolve.
5. A Lagoinha: o elo político-religioso-financeiro
A Igreja Lagoinha não é uma igreja comum.
Ela é um centro de poder político, midiático e financeiro.
Pastores influentes, políticos aliados, fintechs, correspondentes bancários e discurso de fé formam um ecossistema de influência.
E quando esse ecossistema cruza com um banco liquidado, investigações federais e dinheiro público… a pauta deixa de ser religiosa.
Passa a ser de interesse nacional.
6. Por que a caminhada importa (e muito)
A caminhada acontece no exato momento em que o foco deveria estar:
nas investigações,
nos contratos,
nas relações financeiras,
nos correspondentes,
e nos vínculos políticos.
Ela cria: espetáculo
emoção
narrativa de perseguição
engajamento
cortina de fumaça
Enquanto o povo discute “fé”, “anistia” e “martírio”, o dinheiro some do debate.
E quando o dinheiro some do debate… alguém agradece.
Reflexão final (a que dói)
Toda vez que um político começa a falar demais de Deus,
é porque não quer que você fale de banco.
Toda vez que alguém anda quilômetros em nome da fé,
é porque não quer que você siga o rastro do dinheiro.
A fé verdadeira não foge de investigação.
Quem foge é quem tem algo a esconder.
E quem usa Deus como escudo para proteger sistema financeiro…
não está caminhando para Brasília.
Está fugindo da verdade
Ass: André Luiz Thiago também conhecido por André negrão.
FONTE:
https://www.facebook.com/profile.php?id=100002807573028&locale=pt_BR
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O roteiro era messiânico, o figurino era bíblico, a trilha sonora era de guerra cultural, mas o clímax veio do céu, sem pedir autorização ao STF.
A marcha “contra o sistema” terminou sob chuva grossa e um raio caindo ali perto, como se a natureza tivesse dito: chega de performance, gente.
Três feridos, correria, capa verde-amarela virando capa de chuva e o heroísmo evaporando mais rápido que a fé quando acaba o Wi-Fi.
Não é sinal divino, é meteorologia. Brasília chove. Raios caem. A realidade insiste em aparecer quando o teatro exagera. O problema é que o bolsonarismo sempre confundiu épico com improviso e providência com storytelling.
Fica a imagem final: o povo prometeu tomar o céu de assalto, mas esqueceu de olhar o radar. Quando a política vira encenação permanente, até o clima perde a paciência.
Julio Benchimol Pinto
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Raio atinge ato de Nikolas Ferreira e deixa feridos em Brasília.
Descarga elétrica ocorreu na Praça do Cruzeiro durante chuva forte, causou pânico entre apoiadores e mobilizou bombeiros e hospitais da capital
Segundo testemunhas, a queda do raio ocorreu em meio à concentração de apoiadores e causou correria generalizada. Pessoas relataram que várias vítimas caíram após sofrerem choques elétricos, algumas delas ficando desacordadas. O clima era de apreensão, com manifestantes tentando prestar socorro enquanto aguardavam atendimento especializado.
De acordo com os relatos colhidos no local, pessoas desacordadas foram carregadas nos braços até a única ambulância disponível na praça, que acabou cercada por manifestantes sentados ou deitados no chão. Algumas vítimas apresentavam sinais de desorientação. A equipe de socorro atendia uma mulher dentro da ambulância enquanto familiares, visivelmente abalados, tentavam reanimar parentes que estavam caídos nas proximidades.
Do carro de som montado para o ato, os organizadores pediam repetidamente que o público se afastasse das grades metálicas e informavam que havia pessoas feridas por choques elétricos. Por orientação do Corpo de Bombeiros, um guindaste que sustentava uma grande bandeira do Brasil foi baixado, diante do risco de novas descargas elétricas provocadas pelos raios durante a tempestade.
As autoridades seguem acompanhando o caso, enquanto aguardam a consolidação das informações sobre o número de pessoas atingidas e o estado de saúde dos feridos.
247Brasil






