Carnaval da Academia de Niterói

Falando sério. Vocês acham que Lula, com mais de 60 anos de estrada política, conhecedor como ninguém dos humores do povo, cercado de um corpo jurídico (Marco Aurélio do Grupo Prerrô por exemplo, Jorge Messias, Flávio Dino, Cristiano Zanin, só para citar uns que ele deve ou pode ter consultado), um partido que está na luta há 46 anos, perseguido desde sempre, não saberia calcular os riscos de ir ao carnaval no Rio de Janeiro?
Vocês acham que Sidônio não fez uma pesquisa interna para sondar a repercussão dessa ida ao sambódromo? Fiquei estarrecida com a facilidade como o discurso do medo, orquestrado pela plutocracia midiática na voz de ventríloquos dos patrões, da extrema direita e gente do campo progressista, correia de transmissão da extrema direita, se infiltrou no nosso campo. Um medo paralisante, que daria a vitória ao inimigo.
Esquecem que Lula não é um zé mané, iniciante em política não. É o homem com a experiência e a intuição mais acertadas do mundo e da história. É o homem que venceu o maior conluio jurídico-midiático da maior potência mundial, o governo dos eua, junto à plutocracia daqui. Vocês acreditam mesmo que ele não estava seguro de arcar com as consequências de sua escolha, mais do que legítima e justa, de prestigiar a homenagem a ele no maior palco de desfile de carnaval do mundo?
Além disso, Lula nunca foi covarde. Confundem a capacidade de conciliação dele com entrega, mas é astúcia, no bom sentido do termo. Ele sabe driblar os adversários para conseguir o que planeja de bom para a população.
E outra. As cassandras do apocalipse não levaram em conta o macaco velho, PhD na malandragem e no imaginário carioca, eduardo paes. Vocês acham que paes colocaria em risco sua candidatura a governador, sua possibilidade de ser eleito, se não tivesse certeza de que estar ao lado de Lula no sambódromo não ia prejudicá-lo? Ah, vá!
No fim, como em Recife e Salvador, o presidente foi ovacionado no desfile da Acadêmicos de Niterói. Transitou pelo sambódromo até as 4h da manhã, descendo à pista para saudar as escolas de samba, sendo recebido com sorrisos, alegria. Nada de hostilização popular.
O público das arquibancadas, o povão, cantou junto à Acadêmicos de Niterói. Na dispersão o grito foi de "sem anistia". Somente nos camarotes, em que o povo paga até 6 mil para entrar, houve vaias, mesmo assim, inaudíveis porque prevaleceu a voz do povo.
Vi os vídeos de Lula chegando e saindo do sambódromo (gravados por pessoas comuns) e o povo gritava do nome dele para tirar selfie.
Obviamente, a Liesa bozofascista, a rede goebbels já determinaram que a Acadêmicos de Niterói, que desde ontem domina as redes sociais, vai ter de ser rebaixada. Com certeza, mandaram os jurados serem ultrarrigorosos com ela.
Vão penalizá-la pela comissão de frente que retratou o golpe, satirizou as figuras das trevas, temer, bozo. A alegoria do genocida preso, com tornozeleira avariada (haha), também vai custar perda de pontos preciosos da escola. Tudo para atribuir a Lula o novo rebaixamento da escola (coisa que é comum no carnaval, mas vão tratar como excepcional para desgastar Lula).
Só que essa plutocracia golpista, fascista já perdeu essa. Nada disso apaga um desfile histórico, simbólico, que levou com humor, beleza e graça a história de Lula, que é a história do Brasil que vence as iniquidades.
Nunca tive preocupação com a ida de Lula ao sambódromo porque sabia que essa escolha tinha sido muito bem pensada e estudada, além de confiar na percepção de que o pesquisismo e as mídias oligárquicas nos impõem uma falsa realidade.
Retratam Lula e o governo como reprovados pela população. Mas isso não bate com o que a gente vê nas ruas: pessoas com poder de compra, supermercados, bares e restaurantes cheios; SUS com sua melhor avaliação; imposto de renda gerado para o assalariado; fim da escala 6X1. O carnaval está muito mais alegre, festivo do que em outros anos, aí incluídos 2023 e 2024.
O Brasil dos blocos em Salvador, do Galo da Madrugada em Recife, das arquibancadas do Sambódromo no Rio de Janeiro não cabe no pesquisismo da plutocracia, principalmente das quaest pcc da vida, que têm candidato e não é o do povo. Esse Brasil reconheceu em Lula o grande homem, o grande brasileiro e presidente que ele é.
A extrema direita vai judicializar o desfile? Sim. Porque ela não tem projeto de país. Está edificada na mentira, na destruição, no antipetismo, antilulismo. É o hades, a necropolítica.
A extrema direita me preocupa muito menos que parcela que se diz progressista. O que me preocupa é o acovardamento dos istas e influenciadores do nosso campo. Essa gente que planta medo, estimula uma atitude defensiva, se guia pelo que a extrema direita "pode fazer".
O veneno que pode nos matar é este, a covardia. Sempre que nos deixamos acuar pelos inimigos, perdemos. A nossa sorte é termos Lula, que nos ensina a não temer e a teimar.
Não sei vocês, mas vivi todo o esplendor, a alegria e a conexão intensa de Lula com o povo, aquela vibração da vida. As imagens do presidente pulando em sincronia com a pipoca do Baiana System é a imagem do carnaval. Correu mundo. Aproveito cada segundo dessa vivência histórica. Jamais teremos outro político como Lula.

FONTE:

NOTA OFICIAL
A Acadêmicos de Niterói começa essa mensagem agradecendo, de coração aberto, à sua comunidade. O que vivemos na Avenida só foi possível graças à força do povo, à união dos nossos componentes e ao amor de quem nunca deixou essa escola caminhar sozinha.
Mas é preciso dizer a verdade.
Durante todo o processo carnavalesco, a nossa agremiação foi perseguida. Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca. Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar.
Não conseguiram.
Mesmo pressionada, a Acadêmicos de Niterói não se curvou. Nos posicionamos, resistimos e levamos para a Avenida um desfile verdadeiro, potente e coerente com a nossa identidade.
A força da nossa comunidade foi o nosso pilar. A aclamação popular foi a nossa resposta. O carinho do público foi o nosso maior prêmio.
Também não ignoramos o histórico conhecido no Carnaval: a narrativa injusta de que “quem sobe, desce”. Por isso, reafirmamos com firmeza que esperamos um julgamento justo, técnico e transparente, que respeite o que foi apresentado na Avenida e não reproduza perseguições, interesses ou pré-julgamentos.
A nossa mensagem ecoa clara, forte e sem medo:
EM NITERÓI, O AMOR VENCEU O MEDO![]()
Seguimos firmes.
Seguimos com o povo.
Seguimos atentos.
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