Comprar feijão ou fuzil
"Tem que todo mundo comprar fuzil, pô.
Povo armado jamais será escravizado.
Eu sei que custa caro.
Aí tem um idiota:
‘Ah, tem que comprar é feijão’.
Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar.”
PATA, Psico Miliciano Fascista (2021).
Eu sou a idiota que compra feijão...
Eu sou a idiota que compra arroz, pão, leite..
Eu sou a idiota que compra carne...
Eu sou a idiota que compra frutas, verduras, legumes...
Eu sou a idiota que compra livros...
Eu sou a idiota que quer que todos possam comprar feijão... e arroz e pão e leite e carne...
e frutas e verduras e legumes...
Eu sou a idiota que quer que todos possam comprar livros...
Porque eu acredito que povo alimentado não é escravizado.
Porque eu acredito que povo informado não é escravizado.
Porque povo livre não é povo armado.
Povo livre é povo amado!
Só quer comprar fuzil quem não passa fome...
O preço médio do fuzil 762 é 12 mil reais.
O Brasil está de volta ao mapa da fome.
E fome não se mata com fuzil.
-Ana-
Bolsonaro: 'Tem idiota reclamando que tem que comprar feijão, tem é que comprar fuzil'
Jair Bolsonaro ironiza quem reclama que "tem que comprar feijão" enquanto IBGE aponta que a inflação para alimentação mais que dobrou entre junho e julho desse ano no Brasil

Nesta sexta-feira (27), ao conversar com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o presidente, Jair Bolsonaro, diz que "todo mundo precisa comprar fuzil" e que tem idiota que reclama que "tem que comprar feijão".
"O CAC está podendo comprar fuzil. O CAC que é fazendeiro compra fuzil 762. Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: 'Ah, tem que comprar é feijão'. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar", afirmou Bolsonaro citado pelo G1.
CAC é como são chamados os caçadores, atiradores e colecionadores de armas.
De acordo com dados do IBGE, a inflação para a alimentação em domicílio mais que dobrou entre os meses de junho e julho, passando de 0,33% para 0,78%.
'Idiota'
Não é a primeira vez que o presidente usa o termo "idiota" para se referir àqueles que criticam o governo.
Segundo a mídia, em março, Bolsonaro usou a palavra ao responder a comentários negativos diante do atraso na compra de vacinas contra COVID-19.
"Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] 'vai comprar vacina'. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo", disse na ocasião.
Além das hostilidades às críticas, vale lembrar que o mandatário se elegeu tendo como uma de suas promessas de governo políticas para facilitar o acesso a armas.Em julho, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as medidas de flexibilização adotadas ao longo da sua gestão fizeram com que o Brasil alcançasse, em dezembro de 2020, a marca de 2.077.126 armas legais particulares, ou seja, uma arma para cada 100 brasileiros, conforme noticiado.
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