Desafios do novo Secretário

Desafios do novo Secretário

Fim da progressão parcial e escolas cívico-militares por votação: o que pensa o futuro secretário de Educação do RS

Roni Miranda Vieira disse ser contrário ao modelo atual, que permite que os estudantes passem de ano mesmo reprovados em até quatro disciplinas

 

O secretário estadual da Educação, Roni Miranda Vieira, escolhido pelo governador eleito Luciano Zucco, falou nesta terça-feira (3) sobre os diferentes desafios que terá a partir de 2027. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, falou sobre uma das principais polêmicas do setor nos últimos anos: o modelo de progressão parcial. Veja entrevista na íntegra no vídeo acima

A regra permite que estudantes avancem de ano mesmo reprovados em até quatro disciplinas, desde que realizem estudos complementares dos conteúdos no ano seguinte. A regra foi adotada em 2025 e 2026. Também está prevista para o próximo ano, conforme portaria publicada em 28 de outubro.

No entanto, é possível que a decisão seja revertida com a nova gestão. Vieira afirmou que pode acabar com esse sistema, embora reconheça que o excesso de reprovações também pode ser ruim para a formação dos jovens.

— Você reprovar um estudante continuamente significa que vai excluir esse menino em algum momento da escola. Se você tem aprovação automática também é ruim, porque você não tem um processo de aprendizagem desse estudante. Eu não sou favorável da progressão contínua em relação a ele carregar algumas dependências, mas fazer todo um trabalho de recuperação de aprendizagem ao longo do ano —  afirma Vieira.

A recuperação ao longo do próprio ano letivo, defendida por Vieira, já é feita atualmente. No Paraná, onde Vieira foi secretário da Educação, a progressão parcial não é adotada. Os estudantes que não atingem a média em uma disciplina precisam repetir o ano. 

Escolas Cívico-Militares por votação

O futuro secretário também defendeu a adoção do modelo de escolas cívico-militares, uma das principais bandeiras do novo governador. Segundo Vieira, a decisão sobre a implantação desse formato deverá ser tomada pela comunidade escolar.

Vieira projeta um cenário em que tanto as escolas podem solicitar a adoção, quanto o governo pode mapear instituições que possam se enquadrar neste formato. Em ambos os casos, a comunidade seria a responsável pela decisão final.

—  Primeiro tem essa vertente do diálogo, obviamente também a gente faz um mapeamento de escolas que teriam esse perfil do modelo cívico-militar. E aí submete à comunidade uma votação. Essa comunidade vota e decide. Mas obviamente que isso vai ser discutido ao longo do ano juntamente com o governador Zucco —  argumenta.

No Estado onde foi secretário há 395 escolas cívico-militares. Vieira indica que as escolas que adotarem o modelo não sofrerão mudanças ideológicas, seguirão sendo administradas por diretores e professores civis, e teriam auxílio de militares em cargos como de monitor escolar, por exemplo.

Foco em Ensino Técnico

Outra proposta mencionada pelo futuro secretário é fortalecer o ensino técnico no turno integral do Ensino Médio. A medida já é adotada atualmente. Desde o início deste ano, todas as escolas estaduais que possuem ensino integral tem no currículo a Educação Profissional.

Entre os cursos ofertados estão: Eventos, Produção de Moda, Planejamento e Controle de Produção, Marketing, Administração, Programação de Jogos Digitais, Informática para Internet, Agroindústria, Desenvolvimento de Sistemas, Meio Ambiente, Agronegócio, Automação Industrial, Eletroeletrônica e Química.

Vieira planeja fortalecer a aproximação com o setor produtivo para aprimorar os currículos voltados para diferentes funções.

— Como eu vou pensar no currículo para um aluno que quer fazer um curso de desenvolvimento de sistema? Vou trazer as empresas, apresentar a carga horária e ver quais as demandas do mercado de trabalho hoje. Que tipo de conhecimento e competências que um estudante que se forme nesse curso técnico precisa ter para atuar como programador ou auxiliar de programação — exemplifica.

O novo secretário assume a pasta em 6 de janeiro, data em que marca o início do novo governo.

 

FONTE:

https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2026/11/fim-da-progressao-parcial-e-escolas-civico-militares-por-votacao-o-que-pensa-o-futuro-secretario-de-educacao-do-rs-cmw0t35rw00gw0160zjgvazqi.html 

 

 

 

RONI MIRANDA NA EDUCAÇÃO DO RS: PRIVATIZAÇÃO E MILITARIZAÇÃO EM 2027? 

 

Zucco escolheu Roni Miranda para a Secretaria de Educação do RS. Mas o que o elogiado modelo do Paraná realmente esconde?

Descubra a verdade sobre os salários e a privatização.

Neste vídeo, fazemos uma análise profunda sobre a nomeação de Roni Miranda Vieira pelo governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco. Embora traga na bagagem o primeiro lugar no IDEB nacional, a gestão de Roni no Paraná foi marcada por greves históricas e pelo projeto "Parceiro da Escola", que repassa a gestão das escolas para empresas privadas.

Além disso, desvendamos a armadilha do salário paranaense: uma gratificação (GTE) que o professor perde caso precise de um simples atestado médico.

Entenda como a expansão acelerada das escolas cívico-militares e a precarização dos contratos temporários podem impactar diretamente o seu planejamento, a sua saúde mental e o seu contracheque nos próximos quatro anos.

 

 

 

 

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O futuro secretário da Educação do Rio Grande do Sul, Roni Miranda Vieira, apresenta as prioridades da próxima gestão para a rede estadual. Na entrevista, ele aborda temas como escolas cívico-militares, recuperação e reprovação de alunos, ampliação do ensino técnico, educação em tempo integral, valorização dos professores, inclusão de estudantes, combate à violência contra a mulher nas escolas e melhorias na infraestrutura da rede pública. Também detalha como pretende conduzir a relação entre escola, mercado de trabalho e comunidade escolar nos próximos anos.

 




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